Desculpa ae, mas o Naoki Urasawa não é um autor tão bom assim, tá?

9 ago

Quando você começa a ler mangás e decide pesquisar um pouco mais sobre o gênero, acaba caindo numas frases que você aceita como verdades absolutas e passa a repeti-las. “Osamu Tezuka é o deus do mangá“, “Toriyama é mestre da comédia” e, como é o caso da minha matéria de hoje, “Naoki Urasawa é o mestre do suspense“. Confesso que quando eu era uma otaca jovem eu comprei a ideia, e sentia isso toda vez que pegava um volume do Monster da Conrad pra ler. Anos depois, a Panini publicou a história inteira do doutor Tenma e ainda engatou um 20th Century Boys, e ler essas histórias (que são as mais conhecidas do autor) só me faz pensar que ele não merece nem um pouco a fama que tem.

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As duas histórias partem de premissas curiosamente parecidas (homem é culpado por um psicopata a solta e decide ir atrás dele pra questionar “o que cê tá fazendo, mano?”), mas executadas de formas diferentes. Se você não faz ideia do que tô falando, Monster é a história de um médico que vai atrás de um jovem assassino e 20th Century Boys é a história de um grupo de amigos que se unem para impedir que um líder religioso transforme as brincadeiras deles dos tempos de criança no fim do mundo. Cá entre nós, são duas premissas muito boas, né? Não há como negar.

Ler os primeiros volumes de Monster e de 20th Century Boys é quase como ser tragado pra dentro daquela história, é algo muito impressionante. O autor sabe conduzir a trama muito bem, e o suspense é na medida, isso sem falar no traço único. Se tô falando isso, por que o título da matéria é que o Urasawa não é tão bom assim? Bem, porque do meio pra frente, meu querido tomodachi, os mangás dele despencam ladeira abaixo.

(O post tem spoilers, mas eu aviso antes pra você não ser uma pessoa frustrada e amarga como eu)

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[Este parágrafo contém spoilers leves de Monster] Durante longos 18 volumes, o doutor Tenma e a irmã de Johan saem atrás do jovem psicopata, reunindo pistas e descobrindo o passado do vilão. Conhecem personagens, fogem da polícia, reúnem pistas, conhecem mais personagens, fogem mais da polícia, reúnem mais pistas, conhecem outros personagens, e assim sucessivamente. Monster tem pelo menos umas 3 situações de clímax que nunca vem, como se o autor segurasse a ejaculação para durar mais tempo do que deveria, fazendo a foda ficar muito inconveniente (desculpa a comparação com sexo, vocês nem devem saber do que estou falando). Mas ok, podemos dizer que Monster ainda consegue se sair bem, mesmo com o final péssimo e a história arrastada, mas NADA justifica 20th Century Boys ser considerado um mangá bom.

[Este parágrafo contém spoilers leves de 20th Century Boys] A premissa de 20th Century Boys é muito boa, e eu fui fisgada pelo mangá já no primeiro volume. Do tipo que achei genial mesmo. A cada página eu ficava vidrada nas investigações do Kenji a respeito da seita do Amigo e ficava surpresa com os flashbacks mostrando como toda a trama foi surgindo em meio a brincadeiras de criança. Se vocês fizerem que nem rolou com o Biel e forem atrás de tweets antigos meus, verão que bimestralmente eu dizia que 20th Century Boys era um dos momentos mais felizes do meu bimestre, ao lado de gaems e bares com amigos. Cês precisavam ver minha cara quando o autor me surpreendeu com a reviravolta lá pelo volume 5… bem, o problema é que a história tem 24 volumes

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[Este parágrafo contém spoilers PESADOS de 20th Century Boys e 21th Century Boys] Ok, foi muito inesperado que o grupo do Kenji perdesse a batalha no Reveillon de Sangue e que o Amigo virasse uma pessoa tão influente. Rolou o time skip, a Kanna virou uma personagem importante, o Kenji estava tão morto quanto a linha de mangás da Conrad atualmente e a história começou de novo praticamente. Foi um pouco arrastada que nem Monster, mas tava indo bem. O momento com o Godzilla foi bem legal, inclusive. Aí o autor foi construindo uma situação que ficaria linda para um final, com o assassinato do Papa… até que PÁ, ROLA MAIS UM TIME SKIP COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIO E A HISTÓRIA COMEÇA DE NOVO, MAIS PRO FUTURO AINDA. Com mais personagens enfiados no rolê contra o Amigo em meio a um cenário distópico mais cafona que a premissa do Ash vs Red, a coisa começou a degringolar num nível que não tinha mais conserto. Até o retorno do Kenji foi a coisa mais forçada do mundo! Depois de terminar tudo bem corrido, começou o 21th Century Boys (que não faz sentido ter zerado a numeração e muito menos a Panini dizer que se pode considerar o volume 22 como o final da história) e MEU KAMI-SAMA DO CEU, O URASAWA TÁ ESCREVENDO ISSO COM A BUNDA, SÓ PODE. Como que o mangá que me prendia tanto no começo virou essa palhaçada? Quando começou a coisa de que existe um novo Amigo, a bomba antipróton e o papo sobre cópia da cópia eu já comecei a pensar que isso, na verdade, é um grito de desespero do autor, que criou uma galhofa tão patética para chamar a atenção do público para seu encarceramento nos porões da Shogakukan.

[Cabô os spoilers no texto] Normalmente eu esperaria o final do 21th Century Boys para falar com propriedade da história como um todo, mas não dá. Comprarei a última edição porque tenho meus momentos masoquistas, pois o Urasawa despirocou completamente e até tenho curiosidade em saber como essa merda vai acabar. Por ser algo recorrente, posso até dizer que o Naoki Urasawa é um autor que tem ideias maravilhosas para começar uma história, mas que se perde completamente em algum lugar ali no meio. Seja por pressão do público, da editora ou apenas para garantir o cheque da Shogakukan todo mês pra pagar as dívidas, a forma arrastada como ele trabalha Monster e 20th Century Boys é muito parecida com a de uma famosa autora que também é conhecida por ser mestre.

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Igualzinho à Rumiko Takahashi, mestra dos autores que têm boa premissa, mas não têm a famosa hora de parar.

24 Respostas to “Desculpa ae, mas o Naoki Urasawa não é um autor tão bom assim, tá?”

  1. riickss 09/08/2016 às 11:15 #

    Infelizmente o autor também está se debatendo e arrastando em Billy Bat. A última história tem um ritmo diferente das anteriores, mas utiliza os mesmos recursos de passagem no tempo para evitar não ter que explicar os buracos que deixou. Apesar disso, o gosto não está tão amargo com o final das duas últimas obras ( o “mistério” é mais digerível, a ideia de como contornar o “vilão” é mais palpável).
    Voltando às críticas, eu me senti tão perdido quando o mistério de Monster foi revelado,; sinceramente me senti burro lendo uns dois-três volumes. É tão confuso que nem sei se tenho vontade de ler

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  2. Danilo Batalha 09/08/2016 às 11:19 #

    Acho que o maior problema neste caso não chega nem a ser do autor, mas sim do problema editorial das editoras japonesas, que sugam seus autores e “impedem” que os mesmos finalizem deus títulos enquanto os mesmos estiverem em alta.
    São vários os exemplos que poderiam ser usados de títulos que começam muito bem e se perdem no caminho.
    No caso do Urasawa em específico eu acho que prolongou muito mesmo, o título poderia ter acabado com uma história bem mais curta, são tantos momentos em que pensamos “agora vai” mas que não vai, como você exemplificou com a ejaculação, rs.
    Isto vai soar clichê, mas Bakuman é um ótimo título que ajuda a entender o sistema editorial de mangas no Japão, e como eles fazem com que os autores fiquem escrevendo pelo máximo de tempo possível.

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  3. Wesley Prado 09/08/2016 às 12:28 #

    Acho que o lance do final bosta é um problema dos mangás em geral.
    Muito difícil autores manterem a qualidade com o ritmo de produção extenuante do mercado editorial japonês. A maioria dos mangás que tenho/li perdem consideravelmente o pique da metade pro fim, e geralmente tem finais mixurucas. Uma pena.

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  4. Niv-Mizzet 09/08/2016 às 12:34 #

    ao invés de dizer otaca, o certo não seria dizer otome?

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  5. Diego Carneiro Camara 09/08/2016 às 12:35 #

    Um dos grandes problemas das histórias do Urasawa é que em quase todo volume ele introduz um personagem, que nem vai ser tão importante assim, que ocupa metade do encadernado, pra só nos últimos capítulos fazer esse infeliz se conectar com a trama principal, e geralmente pra ficar de muleta de um personagem mais importante. (Como as crianças que encontram o Otcho machucado, já na reta final de 20th Century Boys, por exemplo).

    Além disso, ele cria vilões e mistérios incríveis, mas ele parece não conseguir carregar o peso dos próprios personagens e da trama, e acaba escorregando pela segunda metade de suas obras.

    Sou fã de Monster, e aprendi a gostar mais da obra depois de uma releitura, mas os problemas mencionados estão lá. 20th Century Boys possui os mesmo problemas, porém potencializados, levando a uma frustração maior e à confusão da resolução da trama.

    Não li Billy Bat pra opinar, e tenho uma boa lembrança de Pluto (exceto pelo final meio meh), mas mereceria uma releitura pra dizer se foge à regra das críticas.

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  6. gilberto94819 09/08/2016 às 12:50 #

    Não li todo o post por causa dos spoilers. Não posso falar de Monster nem de 21st Century Boys, pois nunca li essas obras (ainda), mas terminei a minha leitura de 20th Century Boys e posso afirmar que é um dos melhores mangás que já li.
    O autor soube equilibrar mistério, ação e humor na medida certa. A história de 20th é muito diferente, não consegui formular nenhuma teoria sobre quem era o Amigo – até duvidei se ele era realmente um ser humano. Sem contar que ele tem a maestria de prender o leitor a querer acompanhar a história.
    Sobre a quantidade de volumes, um mangá que faz sucesso é esticado até o infinito. Isso faz parte do modelo editorial do Japão. O Naoki soube administrar bem isso, não acho que ele enrolou o mangá ou se enrolou no meio do caminho, quase tudo que ele apresentou está dentro do contexto da história.

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  7. iandimas 09/08/2016 às 12:53 #

    Achei engraçado você comparar com Inuyasha, pois foi exatamente isso que pensei enquanto via o anime de Monster. Várias vezes o herói chega perto de pegar o vilão, mas ele foge de última hora, e recomeça a perseguição :P

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  8. Lucy Gimenez 09/08/2016 às 13:10 #

    Miga, tu falou mau do Urasawa só porque eu cobrei para que essa coluna mantivesse o semanal?

    chateada :<

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  9. Cavaleiro Negro 09/08/2016 às 14:11 #

    Mara, eu não sei o que é sexo, portanto sou burro e não entendo da vida, nem de mangas. Me ajuda. Huehuehue

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  10. Nat 09/08/2016 às 16:00 #

    Não li nenhuma das obras, mas entendo da sua dor quando uma obra com premissa empolgante se torna uma grande decepção. Sinto isso com Shingeki no Kyojin, o tão aclamado Attack on Titan que fez otakinhos revoltarem com o título Ataque dos Titãs pela Panini por motivos de frescura.
    Uma trama que começa fazendo o leitor se questionar o motivo das muralhas e o que pode ter do outro lado além de gigantes deformados (ou a incapacidade do Isayama em desenhar melhor). É levantado um grande mistério acerca do porão da casa do protagonista Eren, que supostamente deve ter toda a explicação para o que caralhos está acontecendo, até que ~ALERTA DE SPOILER~ os colegas do protagonista se revelam titãs e de repente TODO MUNDO é um tipo de titã e quê???? ~FIM DO SPOILER~
    O mistério se perdeu e agora ficamos em uma grande enrolação. Nada de novo acontece e acabamos esperando um novo capítulo apenas para conferir os óbitos da vez, já que Shingeki se sustenta com suas infinitas baixas de personagens, seja na figuração, seja no elenco principal.

    Pontas soltas que nunca se emendam e um título longo apenas para vender mais. Imagino se o autor se decepciona com o resultado final, tanto quanto o leitor :/

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  11. samurandre 09/08/2016 às 19:04 #

    concordo totalmente, apesar de serem bons mangás, 20th e monsters são enrolados pra caralho

    considero pluto um mangá muito superior a esses dois

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  12. Panino Manino 09/08/2016 às 19:41 #

    Normal, problema de serialização longa.
    Ele sempre publica duas séries simultâneas, tem que dividir a atenção entre elas, e por serem séries populares todas acabam sendo esticadas. É fácil reconhecer que todas as histórias dele, exceto talvez Pluto, seriam bem melhores se fossem mais curtas.

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  13. The Fool 10/08/2016 às 14:04 #

    Mara, me ensina a fazer crítica sem dar spoiler de tudo e daí expôr o problema!
    Enfim, triste que tu dropou o 21th Century Boys, mas eu bem que desconfiava dos títulos quando via, perdido pela net, comentário de fãs dizendo que a história “desandava”.
    Talvez fosse mais saudável pro Naoki ir pro mundo dos Doujins e ficar lá, mas é aquele negócio: se ele fizer isso, só japa vai ler ele.

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  14. The Fool 10/08/2016 às 14:06 #

    @ Nat: Compartilho tua dor sobre Shingeki. Eu tava lendo emprestado de uma amiga, ela parou de comprar e até onde li (volume 12) não senti um pingo de vontade de continuar a leitura.

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  15. JV (@Naggykun) 12/08/2016 às 23:58 #

    não confio muito na sua opinião crítica, você disse em 2012 que gin no saji ia ser um fracasso. e o mangá Tornou-se o título da Shogakukan que mais rápido alcançou um milhão de cópias impressas vendidas.

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  16. Mara… se não quiser mais Monster eu quero, me revende?

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  17. Ginzo Melo (@_Gin_san) 18/08/2016 às 01:27 #

    Esperando um texto do Mais de Oito Mil sobre Lobo Solitário… Postei e saí correndo pro banheiro…

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  18. Maria 22/08/2016 às 03:57 #

    Seu blog é muito bom! Parabéns.

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  19. Fabiano Novaes Ferreira 24/08/2016 às 08:33 #

    Concordo 100% com o texto. são dois mangás que eu adorei ler mas que o final te deixa pensando: mas que porra é essa?

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  20. Fly 29/08/2016 às 11:04 #

    Um cara que vejo o pessoal pagando pau é o Junji Ito.

    Uzumaki parece uma compilação de one-shot pq de linear aquela história não tem nada.

    Chamam o cara de rei dos one-shot pq é só isso que ele sabe fazer.

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  21. Ana Tércia 30/08/2016 às 18:13 #

    Eu gosto do blog, mas preciso discordar. Não posso falar de 20th Century Boys, mas li e assisti Monster e acredito que você não foi capaz de entender realmente a mensagem da história. Monster foi um mangá que soube colocar os eventos no tempo certo, não saiu jogando os acontecimentos terminando a história muito cedo (como Death Note) e nem ficou enrolando igual você diz que ficou. Confesso que as vezes me irritava quando Tenma “desaparecia” e a história se focava em um personagem novo, mas depois o leitor descobre que aquele personagem era fundamental pra o desenvolvimento da história e que tudo estava interligado. Não conseguia prever nada e creio que esse imprevisível é que fez Urasawa ganhar tantos fãs. O final foi ÓTIMO! Não consigo imaginar um desfecho melhor para Monster. Não foi clichê, não foi triste. Foi misterioso e sombrio assim como toda a obra. Acho que o título deveria ser “Urasawa não é pra mim” ou “Motivos pelo qual não gosto de Urasawa”, agora afirmar que ele não merece a fama que tem? Me diga um mangaká que escreva suspense melhor do que ele, porquê em anos nesse mundo não consegui encontrar nenhum.

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  22. Tsuss 02/09/2016 às 11:27 #

    Não achei Monster tão enrolado assim, não sei, talvez se eu revisitar a obra eu mude de opinião. Quanto a 20th Century Boys eu assino em baixo, até o primeiro time skip eu não conseguia desgrudar do mangá de tanto que a história me prendia, mas do meu pro fim cai muito em qualidade.

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  23. Bakinha 26/09/2016 às 12:26 #

    Entenda que um autor gênio é aquele que NÃO atende as expectativas de mentes medianas como a sua. O roteiro de um gênio jamais cai no comum, começo, meio e fim normais. Não é enrolação, é genialização e pessoas normais acham que não foi do jeito delas, se fosse, seria vc e não o autor que é fodão…estaria tristemente escrevendo esse blog porco e não sendo considerado gênio… aceita que é melhor, minha querida…só porque vc não entendeu nada não significa que é ruim. E deixa de ser hipócrita, vc não compra nenhum mangá, tenho certeza que lê scan…porque senão fotografava sua coleção pra mostrar aqui.

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  24. Joseph Carvalho 07/10/2016 às 04:33 #

    Monster tem um péssimo final??! Quem deve ter algo com certeza é você, e no seu caso é um belo de um distúrbio mental dos grandes!

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