Editora lança livros de Minecraft que se parecem muuuito com umas propriedades intelectuais aí

20 abr

Se eu parar um otaku no meio de um Anime Friends e falar a palavra “Tambor“, provavelmente o virgem vai achar que quero me informar sobre a falidíssima atração de taiko e que é muito popular na Grande Nação Japonesa. Dificilmente ele vai se lembrar que Tambor também é o nome de uma editora.

Aliás, um pouco de história: antigamente existia a Conrad, que era feliz publicando duas coisas pré-historicas que eram “meio-tankos” e “revistas de videogame“. Aí a editora se separou, a Conrad ficou com os mangás e as revistas informativas foram para outra editora que viria a se tornar a Tambor hoje. Atualmente ela publica basicamente uns mangás biográficos bizarros e revistas de games decadentes escritas por especialistas em porra nenhuma como é o caso da Nintendo World. Sim, estamos em 2016 e ainda existe revista de Nintendo e pessoas que a compram.

Mas uma editora precisa ficar com o caixa no azul, e essas publicações não devem garantir nem o cafezinho do editor da EGW. Por isso, a Tambor decidiu investir no assunto de maior popularidade atualmente entre os jovens: sim, estou falando de Minecraft. E como não tinha como bancar uma licença oficial do jogo, a editora foi atrás de algo mais barato e menos oficial como é o caso de…

minecraft-galaxy-wars

GALAXY WARS. Para você que não entendeu: aparentemente Minecraft é a forma mais segura de você violar propriedades intelectuais, logo depois das paródias da Turma da Mônica. Pra quê gastar uma fortuna com uma licença de Star Wars se você pode gastar um centésimo com esse incrível Galaxy Wars? A tipografia e a ambientação são iguais, e a única diferença perceptível é a inclusão de Dilma Rousseff pós-prosseguimento do Impeachment no cast de personagens:

dilma-galaxy

Mas, até aí ,quase nada disso tem a ver com o assunto do Mais de Oito Mil, tirando a virgindade do público-alvo. Sim, porque aqui eu não falo de Star Wars e muito menos de Minecraft, meu foco são os animes, mangás e aquelas bizarrices japonesas. Não é como se a editora Tambor tivesse licenciado um livro não-oficial de Minecraft que contasse a história de um cara com gi laranja, cabelos louros espetados e que tivesse o nome de Dragon Ball pra virar uma pauta aqui, né?

dragon-boy-tambor

PORQUE ISSO SERIA ÓBVIO DEMAIS, A EDITORA LICENCIOU UMA HISTÓRIA CHAMADA DRAGON BOY MESMO!!!

Parabéns para a editora americana disso que não recebeu o processinho da Shueisha e da Disney e também para a Tambor porque é bem mais econômico comprar uma licença dessas que uma de Dragon Ball.

9 Respostas to “Editora lança livros de Minecraft que se parecem muuuito com umas propriedades intelectuais aí”

  1. Otaku_Revoltado 20/04/2016 às 12:45 #

    As obras da Maurício de Sousa usam e abusam de propriedade intelectual alheias, com a desculpa de homenagem/paródia, mas tem o maior rigor em se tratando das dela, basta lembrar daquela garota que dançava fantasiada de Magali, e a treta que deu, dois pesos duas medidas

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  2. "traída por um vice decorativo" 20/04/2016 às 13:23 #

    Meu deus, eu to rindo tanto do “dragon boy”

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  3. Brizolla 20/04/2016 às 14:30 #

    Menos Estado Mais Mercado

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  4. Vitimista 20/04/2016 às 14:38 #

    Perdeu a oportunidade de colocar a legenda “Tchau Querida”

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  5. Dilma 20/04/2016 às 21:49 #

    Foi golpe!

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  6. jasque 20/04/2016 às 21:57 #

    Acho que a bachan tá fazendo falta

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  7. Robson 21/04/2016 às 13:08 #

    Otaku_Revoltado, em relação a dançarina vestida de Magali, a editora interveio pois a forma como a menina dançava da desvirtuava o sentido da personagem, pois via-se até sensualidade em sua dança, e tornou-se viral, muitos viam.

    Não entendo essa mania de alguns, principalmente no meio otaku em criticar Maurício de Sousa. O cara é um exemplo de brasileiro que deu certo, muitas crianças começaram o hábito da leitura com seus gibis. Mania de criticar o que é nosso, mas tudo que vem de fora é bom. Até porque quem acompanha sabe que as paródias dele não são nem 5% da produção deles, e cá entre nós, são paródias bem feitas que os fãs gostam. Vide a paródia de Harry Potter. Criticam até turma da Mônica jovem, por ser estilo mangá mas dizem ser infantil demais. É pra ser. Tem público para isso. Muitos que começam com turma da Mônica jovem podem se tornar leitores de mangás mais elaborados no futuro. Parem de síndrome de vira lata, critiquem funk, e outras baboseiras nacionais, deixem o cara trabalhar. Aliás, leiam a li há graphic MSP, são muito boas, abrem espaço para artistas nacionais e são bem elaboradas.

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  8. bob 22/04/2016 às 11:30 #

    Robson falou tá falado! Todo mundo tá proibido agora de criticar mauricio de souza. Não só mauricio de souza, mas tudo q vem do burajiru agora é incriticavel. Só o funk não.
    Também queria dizer q criticar o mauricio de souza em um blog de animu vai fazer o cara parar de trabalhar com certeza. Ele lê esses comentários todo dia e chora rios de lágrimas, dae passa o resto dia inteiro sem trabalhar pensando em como nós ferimos os seus sentimentos

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