Ancine vs Crunchyroll? (Round 1)

5 ago

Vou confessar que nunca fui muito adepta da Crunchyroll, principalmente porque na veze que tentei ver no meu computador ficava passando em loop infinito aquela propaganda do piriri do Floratil e eu acho aquilo muito perturbador. Mas depois que colocaram o app do serviço no Wii U, minha vida mudou e agora até estou fazendo algo que eu odeio e que é ver animes. No entanto, minha alegria pode acabar logo, e nem é porque a merda da bateria do Wii U acaba mais rápido que o meu salário: a Ancine está querendo aplicar nos serviços de streaming as mesmas regras da TV paga. O que esperar disso? Claro que uma bosta.

crunchy03

(Estava com preguiça de fazer imagem então coloquei essa genericona do nosso vasto banco de imagens)

Para que você entenda: a TV paga, que sempre primou pela exibição de programas mal-legendados e por reprises infinitas do filme do Homem-Aranha, teve que se reformular e todos os canais foram obrigados a colocar conteúdo nacional. A intenção de estimular a produção nacional é ótima, mas no fim acabou que os canais a cabo compraram pacotes de filmes brasileiros manjadíssimos e reprisam eternamente no lugar do Homem-Aranha.

Enfim, com o aumento de assinantes na Netflix, claro que a Ancine inventou de querer se enfiar lá para aplicar as mesmas regras e tornar o “mercado mais justo”. Ou seja, podemos imaginar que eles vão obrigar serviços de streaming a colocar uma porcentagem de conteúdo nacional. Coincidentemente, hoje também saiu uma notícia no O Globo sobre a queda das assinaturas de TV paga e o anúncio da primeira série brasileira original na Netflix.

“Mas e o que eu tenho a ver com isso, Maracutaia? Eu só vejo One Piece e Soul of Gold na Crunchyroll!”

Então, lembra da lei que obrigava a colocar produtos nacionais em todos os canais? Ela complicou a vida de alguns como canais especializados em filmes clássicos (o TCM). O foco do canal é exibir filmes americanos anteriores à década de 70, como enfiar conteúdo nacional? Bem, o canal foi sendo desfigurado e hoje em dia passa até filme do Selton Mello.

Isso é o que imagino que pode acontecer com a Crunchyroll. Além do serviço ser sediado no Brasil, eles vão precisar colocar “animes brasileiros” pra cumprir uma cota. E como isso existe tanto quanto a noção da JBC de parar com anúncios em 2015, só temos duas saídas possíveis: ou o serviço vai embora do país ou enche a grade com vários desenhos nacionais apenas para ficar em dia com a regra da Ancine. Ou você acha que agora o anime do Holy Avenger vai vingar?

Só tenho uma dúvida sincera: beleza, na TV paga a gente é meio que obrigado a ver o que os canais passam… mas no caso do streaming quem é que vai me obrigar a ver conteúdo brasileiro?

20 Respostas to “Ancine vs Crunchyroll? (Round 1)”

  1. Neko Neka 05/08/2015 às 21:47 #

    Dai eu acho que era uma analise do ep de DBS, e não era. #Triste

    Curtir

  2. A.A. 05/08/2015 às 22:02 #

    Parece que ninguém conhece AdBlock, pelamor. Nunca vi um anúncio sequer no Crunchyroll depois dele.

    E se eles precisarem, também tem Meu Amigãozão, Princesas do Mar, Peixonauta, vários animes de qualidade.

    Curtir

  3. Gabriel 05/08/2015 às 22:27 #

    Que saudade de Hunter x Hunter.

    Mudando de assunto, alguém pode explicar qual a piada do cabeçalho atual?

    Curtir

  4. Hikki Shinozaki 05/08/2015 às 22:42 #

    Adorei o comentário final, obrigar os serviços de streaming a adicionar produto nacional não garante nada.
    Quem acessa o Crunchyroll (na maioria dos casos) só tá lá pra ver animes e ou coisas japonesas.

    Curtir

  5. johnny-sasaki 05/08/2015 às 23:25 #

    Ancine como sempre ferrando com a nossa alegria e ditando que só devemos ver o que ela achar melhor.

    Ela deve achar que tem mais gente que prefere que Gui e Estopa tenham mais espaço que Hora de Aventura,Steven Universo ou os dois Avatar.Tentem fazer algo do nível de O Segredo Além Do Jardim,Ancine,porque enquanto acharem que conteúdo nacional como Gui e Estopa e os trocentos Cine-Gibis são superiores aos desenhos que citei,voces não serão dignos de atenção alguma,tá?Já não é nem só a questão da qualidade de animação ser superior porque eles tem mais dinheiro,mas também roteiro e personagens,okay?

    Engraçado mencionar TCM,Mara,porque o Canal Brasil é basicamente uma versão brasileira do TCM,mas não,o TCM tem que virar um Canal Brasil também,afinal,nós possuímos uma variedade de filmes clássicos no Brasil nos anos sessenta e setenta como o Zé do Caixão,Trapalhões e pornochanchada,né?

    e no caso do Netflix ou Crunchy,a Ancine não tem nem porque se preocupar porque TEM ESPAÇO PRA TODO MUNDO.Diferente de um canal de TV,que precisa montar uma programação de acordo com as 24 horas de cada dia,serviço de streaming não tem que se preocupar com esse detalhe e possui espaço virtualmente ilimitado pra ocupar todo tido de filme,sério,show,documentário e o escambau…

    Só pra comparar,o Canadá tem essa mesma frescura de cotas que obrigam a TV a produzir e exibir conteúdo local (por causa disso temos troços como Tres Espiãs Demais,Total Drama e suas mil variantes e Johnny Test…Valeu Canadá,o mundo precisava disso… )m mas eles deixam o streaming em paz…

    Curtir

  6. Sakura_Clicker 06/08/2015 às 01:03 #

    Chola mais, BR porra.

    Tudo paga pau de americanos, europeus e pedófilos de pau pequeno. Se esse povinho bosta continua se odiando, tem que colocar conteúdo nacional na marra.

    #midiagolpista

    Curtir

  7. Eder 06/08/2015 às 09:15 #

    Se Turma da Mônica Jovem é “em estilo mangá!”, a versão animada seria um “anime brasileiro”, não é? Lembrando que já teve análise do episódio piloto (campanha do Governo) aqui: https://maisdeoitomil.wordpress.com/2012/11/16/analise-detalhada-do-anime-turma-da-monica-jovem-vs-problemas-sociais-do-bairro-do-limoeiro/

    Curtir

  8. Japan Zone (@JapanZoneBR) 06/08/2015 às 10:48 #

    Concordo totalmente, essas leis de incentivo a cultura nacional são um tiro no pé, pois, são criadas por pessoas que não entendem (ou estão pouco se f#dendo) com o modelo de negócios de serviços e empresas.

    Curtir

  9. diegomiyabi 06/08/2015 às 10:56 #

    Mara, eu viciei em fazer teste de internet e compartilhar no FB. Tem cura isso?

    Curtir

  10. Vlad Schüler 06/08/2015 às 11:13 #

    Eu vou ser o advogado do diabo nesse caso aqui, pelo jeito.

    Diferentemente da obrigatoriedade de conteúdo nacional na TV por assinatura (que eu acho uma babaquice justamente pelas emissoras terem uma grade de programação limitada), eu acho que serviços de streaming sofrem menos com tal obrigatoriedade – já que, justamente, eles podem só deixar disponível e só a meia dúzia de interessados assiste.

    No caso da Netflix, em particular, eu estou bem contente com a adição de conteúdo nacional – além da recente 3%, vibrei quando, uns meses atrás, houve a adição de filmes da Vitrine Filmes ao catálogo da Netflix (afinal, pra quem não mora em SP-RJ, assistir ao cinema nacional independente é depender da “importação” de DVDs).

    Se a lei for sensata, diferente da TV (ela exige 3h30 semanais de conteúdo nacional no horário nobre, o que é 8% da grade), obrigando os serviços de streaming a disponibilizar um quantidade razoável de conteúdo nacional em seu catálogo, eu honestamente não vejo porque reclamar. “Uma História de Amor e Fúria”, por exemplo, é meio merda mas é melhor que boa parte dos animes do CR.

    Ninguém tá obrigando as pessoas a pararem de assistir seus Narutos, Fairy Tails e garotas-monstro-pervertidas e verem Turma da Mônica Jovem. O bom do streaming é que cada um vê o que quer, quando quer.

    Curtir

  11. Eu_ 06/08/2015 às 14:23 #

    Se os filmes nacionais deixassem de ser mini-novelas com os famigerados atores globais de sempre, não precisaria de cota. Mas parece que cotas são a bala de prata no Brasil: Ninguém precisa pensar muito em uma solução melhor, basta implantar uma cota qualquer e tá tudo certo.

    @Gabriel: Tbm não entendi muito bem o cabeçalho, mas na globo tem uma novela chamada ‘verdades secretas’ com uma personagem chamada Angel. Entendi essa relação, mas não entendi a piada.

    Beijo na careca, Mara.

    Curtir

  12. Danilo Camargo 06/08/2015 às 15:22 #

    No final do texto você resolve toda essa questão: Sim, podem até obrigar o Crunchyroll a colocar “anime” brasileiro na grade. Vai se adequar a lei, agora, assistir, quase ninguém vai. Problema resolvido. No final das contas, não tem polêmica nenhuma essa situação (pro Chunchyroll), mas que é uma babaquice, é.

    Curtir

  13. Danilo Camargo 06/08/2015 às 15:25 #

    Completando minha resposta anterior: Bota um menu separado chamado “Nacionais” e tasca qualquer merda lá e resolve judicialmente isso. O publico não será afetado diretamente com isso por se tratar de uma mídia streaming.

    Agora TV a cabo se ferrou por justamente ter uma grade de programação fechada.

    Curtir

  14. Tum Tum Zum Zum 06/08/2015 às 15:57 #

    CARALHO SUA GORDA ESQUELÉTICA QUE MATÉRIA OBVIA, É A MESMA COISA DE FALAR QUE A AGUÁ É MOLHADA POHA JÁ FOI MELHOR E ESSAS PUTINHAS FICAM BAJULANDO ESSA GORDA DA MARA AFFFF

    Curtir

  15. Jasque 06/08/2015 às 17:30 #

    Não precisam passar pelézinho ou turma da mônica, o CR já passa ultraman e umas novelas chinesas, eles podem colocar A favorita e Carrossel lol

    (além de Insector Sun)

    Btw a lei é justa, haters gonna hate

    Curtir

  16. WJ 07/08/2015 às 00:48 #

    @Vlad_Schüler Sim, vamos supor que existam animes nacionais o suficiente para compor a porcentagem nacional agora. O problema é que toda vez que aumentarem o número de animes no catálogo, eles vão precisar aumentar proporcionalmente os de animes nacionais também, para manter a percentagem. E eu não acho que exista tanto anime brasileiro sendo lançando anualmente…

    Curtir

  17. Vlad Schüler 07/08/2015 às 13:13 #

    @WJ A questão é que a lei (12.485/2011, pra quem quiser pesquisar) não é de porcentagem (e até onde eu saiba nunca foi). Ela é de um número fixo de horas de programação que, na TV paga, pode ser convertido em porcentagem. Num catálogo de streaming, uma quantidade X de horas semanais/mensais/anuais não é um problema tão grande quanto numa grade televisiva, já que o catálogo online é potencialmente ilimitado.

    Se a obrigatoriedade for, sei lá, de 12h de conteúdo adicionado ao catálogo por semestre (o equivalente a um anime de 24 episódios), não será problema nenhum para o CR – já que só de Turma da Mônica temos uma caralhada de desenhos produzidos ao longo das décadas, isso sem contar as novelas e minisséries que podem ir pra parte de Dorama.

    E se acharem que vai desconfigurar o CR (como se o monte de coisa aleatória do catálogo fosse um todo coerente), é só fazer que nem o Kaneda falou e botar uma aba “Nacional”, que resolve todo o problema.

    Curtir

  18. Apo 07/08/2015 às 14:25 #

    Só tenho uma dúvida sincera: beleza, na TV paga a gente é meio que obrigado a ver o que os canais passam… mas no caso do streaming quem é que vai me obrigar a ver conteúdo brasileiro?

    Sugiro uma criação de uma estatal que garanta que cada conta tenha sua meta de produção nacional para assistir por mês. Assim garantido com eficiência o incentivo de atenção para produção nacional que sofre atualmente de déficit.

    Curtir

  19. escroticeiloveyou 08/08/2015 às 17:40 #

    Eu acho que tem sim de obrigar a colocar um pouco de conteúdo BR tanto na biblioteca do streaming quanto nas grades de televisão (mas nestes tem de estar coerente com o restante da programação).

    O TCM fez burrada, deveria ter criado um bloco com clássicos da BR com pegada equivalente ao restante da proposta do canal. Se as produções são ruins ou tem pouco em comum com o tema da rede, aí é outra questão mas que não justifica estragar toda a grade apenas por isto.

    Tem desenhos bacanudos aqui: Yoohoo Amigos da Natureza, Historietas Assombradas pra Crianças Malcriadas, Irmão do Jorel, Tromba Trem, Turma da Monica, Peixonauta, e etc.

    Ninguém é obrigado, mas precisa ter a opção de poder ver estas produções e muitas outras produzidas aqui.
    Vocês são burros ou o que? O.O

    Curtir

  20. WJ 09/08/2015 às 12:05 #

    @Vlad_Schüler Como você disse, na TV paga as horas podem ser convertidas em porcentagem, afinal não existe dia com 35 horas ou mês com 40 dias. No serviço de streaming é diferente, não há uma limitação de tabela de horários, como na TV. Por isso eu acredito que eles tratariam em termos de porcentagem (do número de títulos disponíveis) e não de horas.

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: