Top 5 dos melhores lançamentos brasileiros de mangás com formato tão inovador quanto Super Onze da JBC

19 set

“Porra, mais um post da JBC? Você foi comprada pela Newpop e pela Panini para falar mal dessa editora tão excelent… nossa, um volume raro de Love Hina da primeira publicação! Onde eu tava mesmo?

inovador06E chegamos em mais um post consecutivo sobre a única editora brasileira que se arrisca a fazer algo novo, porque a Panini tá ocupada demais alugando um prédio para guardar todo o dinheiro da venda de Shingeki No Kyoujin e a Newpop  tá preparando mais anúncios para manter a fama. Aliás, dou os parabéns para a editora JBC, porque é fazendo coisa nova que vamos pra frente. Tudo bem que as idas pra frente tão dando mais em merda que em coisa certa, mas alguém tem que dar o primeiro passo, né?

Como puderam ver no post de ontem, a JBC anda se gabando pelo formato INOVADOR (palavra usada por eles) de Super Onze. Ao invés de sair como um tanko de 200 páginas custando 12 reais, a editora decidiu ser econômica e lançar 1/3 de tanko  (ou ¼ às vezes) por 5 reais e… pera….

A iniciativa é para emplacar mangá para novos públicos, porém está longe de ser inovadora. Sabem por quê? PORQUE OUTROS JÁ TENTARAM ISSO ANTES, porém foram ignoradíssimos pela JBC. Eu daria um puxão na orelha do Cássius Medauar se o Seiya já não tivesse cortado ela fora, então o que me resta é listas os CINCO melhores lançamentos de mangás com formato tão inovador quanto o Super Onze da JBC!!!

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Muito antes das 50 ou 80 páginas de Super Onze, a editora Animangá (um melona de banana para quem souber o que é isso) decidiu publicar no Burajiru o sucesso Ranma ½. Ele era publicado a preços populares, e cada edição mensal (que saia a cada 4 meses) tinha 2 capítulos do mangá da véia. Depois de um tempo, para dar uma aceleradinha, a Animangá passou a publicar 3 capítulos por edição. Foi um dos primeiros mangás publicados por aqui se você excluir aquela galeria de quadrinhos pedantes do começo da década de 90, e também foi o primeiro a fazer os leitores acreditarem que só leriam o final depois de 56 anos.

Hoje em dia essa função é do One Piece da Panini.

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Também em formato inovador de 50 páginas, o Pokémon Quadrinhos é uma tradução de um mangá chamado As Aventuras Elétricas de Pikachu, que não foi lançado aqui porque o nome confundiria com o grande sucesso As Aventuras de Tiazinha (me sinto o pessoal do Jbox resgatando esses lixos televisivos do passado). Teve só quatro edições, que dá apenas o primeiro tanko do mangá.

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“Mas Mara, sua gorda malcomida, Naruto Pocket é um tanko normal, por que ele está aqui nesse top de FORMATOS INOVADORES???”

Ei, otakinho, e quem disse que isso não foi inovador? Foi uma revolução dos mangás caça-níqueis a editora quase não ter custo e reimprimir uma versão menorzinha de algo já lançado uns anos antes e vender FEITO ÁGUA sem precisar pagar pela mão de obra. E por que isso deu certo? Será pelo preço mais barato? NÃO, porque hoje em dia criança pode comprar revistinha de 10 reais na banca sem que a mãe reclame porque, né, hoje em dia tá tudo o olho da cara. Vende muito porque é Naruto, um anime que passa na TV (garantindo publicidade de graça pra Panini). É a mesma estratégia da JBC, que conta com quem assistiu ISSO anos atrás:

Ah, passou na RedeTV.

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Shin-chan era publicado a um preço módico, 60 páginas e capa mole. Onde foi que você já ouviu isso depois? AAH, FOI COM SUPER ONZE!!! O tal formato inovador já foi usado por um mangá lançado quase dez anos atrás e resultou numa flopação sem tamanho, porque o Shin-Chan foi cancelado no volume 12.

Uma pena, eu adorava.

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Em 2005, a Conrad estava na vanguarda da preocupação editorial e pensou “ué, o que será do futuro dos mangás se não há renovação do público?” e decidiu lançar um mangá para crianças. Pegou uma série com anime na Globo (Megaman NT Warrior), lançou em um formato menor que o tanko (ela escolheu meio-tanko) e colocou o preço a menos de 5 reais. O que aconteceu? Foi cancelado no volume 6.

Boa sorte aí, JBC!

32 Respostas to “Top 5 dos melhores lançamentos brasileiros de mangás com formato tão inovador quanto Super Onze da JBC”

  1. Sandra Monte 19/09/2013 às 11:17 #

    Só uma consideração…
    Acho que Ranma só não deu certo naquela época porque a Animangá não tinha ideia do que estava fazendo. Não creio que foi culpa do formato…

    Sandra Monte
    http://www.papodebudega.com/2013/09/mercado-de-animes-quando-culpa-e-sim-do.html

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  2. Estranho 19/09/2013 às 11:18 #

    Porque o mercado de 10 anos atrás é igualzinho o mercado atual, isso aí.

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  3. Jurubeba 19/09/2013 às 11:20 #

    E o detalhe desse trem aí fia, é que Megaman foi presepada do mesmo Cassius Merdaur!

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  4. The Fool 19/09/2013 às 11:25 #

    Na minha época, mirar outros públicos era a ideia, o foco, a razão de ser das editoras!
    Na minha época… =_= Raios de mundo moderno onde se foca no nicho PRIMEIRO e DEPOIS no público geral…

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  5. Apo 19/09/2013 às 11:30 #

    Cheguei a tentar colecionar Ranma 1/2 Animangá version, mas larguei de mão porque não achava mais. Não tinha saco pra ficar caçando nas bancas. Até a JBC não é inovadora com a distribuição de títulos, a Animangá já fazia essas peraltices.

    Pokémon quadrinhos foi outra coisa que me deixou puto quando cancelaram.

    Naruto não coleciono nem a versão normal nem a pocket.

    Shin Chan também gostava, foi uma pena mesmo que foi cancelado. Eu tenho até um DVD com episódios da Imargh filmes.

    Mega Man NT não cheguei a ler, mas pelo sucesso da versão impressa cansei de ver encalhes desse mangá em feiras de livro por aqui. Junto com coisas como Blade, Vagabond e Edições definitivas de Dragon Ball (que foi um chute no saco quando foram canceladas para quem tava acompanhando).

    Esse post mostra que o mercado de mangás não mudou para melhor.

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  6. Apo 19/09/2013 às 11:35 #

    Acho que Ranma só não deu certo naquela época porque a Animangá não tinha ideia do que estava fazendo. Não creio que foi culpa do formato…

    -A Animangá era amadora no ramo Sandra, por isso que não vingou.

    Na minha época, mirar outros públicos era a ideia, o foco, a razão de ser das editoras!

    – Mais uma vez a didática do óbvio: a massa tem que ser conquistada. Hoje as editoras preferem presepada de internet e rede sociais do que fazer um marketing efetivo. Um dos culpados são as próprias majors Japonesas que largam seus títulos na mão desse povo que faz o que quer. Porque potencial, até alguns títulos citados no post tinham, só foram estragados pela cagada de seus gestores.

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  7. The Fool 19/09/2013 às 11:45 #

    Eu lembro que comprei o Dengeki Pikachu na época, tinham prometido o Pokémon Adventures também.
    Acabou que o Dengeki foi cancelado e Adventures nunca saiu… -_-
    Pena, eu compraria o Dengeki, de boa. Gostei das histórias.

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  8. Apo 19/09/2013 às 11:50 #

    @The Fool eu também gostava. Eu lembro de um flyer divulgando o Adventures (vinha nos primeiros vol de Dragon Ball?).

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  9. The Fool 19/09/2013 às 12:04 #

    @ Apo: Não lembro. Naquela época tava saindo a Herói ainda? Ou a Pokémon Club?
    Não lembro onde eu vi isso do Adventures.

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  10. Apo 19/09/2013 às 12:14 #

    Eu lembro de um mini flyer divulgando isso até com a capa do referido mangá.

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  11. Jurubeba 19/09/2013 às 12:48 #

    “Junto com coisas como Blade, Vagabond e Edições definitivas de Dragon Ball (que foi um chute no saco quando foram canceladas para quem tava acompanhando).’

    Mas Vagabond e Blade até que eram foda. Arte ducaralho, roteiro idem. O que melou foi que na época do ponto forte desses mangás, a Conrad já estava cheia de dívidas e demais problemas editoriais/administrativos e financeiros.

    E já com o barco afundando, nessa mesma época, o espertíssimo Cassius resolveu descontinuar a versão meio-tanko de Vagabond, e investir apenas na versão de luxo. O que foi tiro no pé, pois – por mais uma vez, um monte de equivocos editoriais – Vagabond acabou indo por definitivo pro saco.

    E Blade, que até então ainda tinha público cativo e vendia relativamente bem, também foi pro buraco com a então não renovação do contrato. E o detalhe, o bambambam da Conrad naquela época ainda era o Merdaur! O mesmo que agora está se achando a última cocada no bolo do tabuleiro de quitutes da JBC.

    Só fico mesmo é aqui matutando na lógica da JBC em ter contratado esse senhor jurássico. No mínimo, deve ter sido uma indicação do MDG, como forma de vingança!

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  12. Apo 19/09/2013 às 12:55 #

    Mas Vagabond e Blade até que eram foda. Arte ducaralho, roteiro idem. O que melou foi que na época do ponto forte desses mangás, a Conrad já estava cheia de dívidas e demais problemas editoriais/administrativos e financeiros.

    -É foda quando os colecionadores ficam na mão por conta de problemas financeiros de empresas. Não adianta ter produto bom e ir na mão de quem gerencia mal. Não questiono a qualidade e sim o tratamento que os mangás tiveram por aqui.

    E já com o barco afundando, nessa mesma época, o espertíssimo Cassius resolveu descontinuar a versão meio-tanko de Vagabond, e investir apenas na versão de luxo. O que foi tiro no pé, pois – por mais uma vez, um monte de equivocos editoriais – Vagabond acabou indo por definitivo pro saco.

    -Isso é uma puta falta de consideração com o leitor. Aí se pergunta por que ela faliu?

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  13. Jotaro da vida real 19/09/2013 às 13:39 #

    Super Onze é o novo Futari H, cada volume vai vender uns 17 exemplares, mas a JBC vai ficar falando que tá fazendo sucesso, anunciando reimpressões inexistentes, e no final vai acabar cancelando.

    e acho muito legal esses posts que a Mara critica a JBC, só pra ver o butthurt dos funcionários imaturos no twitter!!!!! kkkkkkkkk

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  14. gwy 19/09/2013 às 14:17 #

    Eu comprei desse Ranma! A impressão era feia, o mangá era todo espelhado (pra servir no osso sentido de leitura) mas não era feito de papel higiênico!

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  15. Jurubeba 19/09/2013 às 14:52 #

    Mas Futari realmente vendia, e tinha público, mesmo sendo meio-tanko. O detalhe é esse, putaria sempre vende!

    E no caso, esse título só foi cancelado pois o gerente de negociação de Futari era o MDG. E como o Cassius não gosta de ecchis, resolveu fazer corpo mole e deixar cancelar.

    Ou será que ninguém aqui reparou que desde que o Merdaur foi pra JBC, eles nunca mais anunciaram nenhum novo ecchi?

    Enquanto que o MDG, está publicando montes deles pela Nova Sampa. Coincidência? Não mesmo!

    O Cassius é todo carola, evangélico, e ignora totalmente os lançamentos do gênero. O negócio dele é republicar mangás que ninguém pediu, e cometer a proeza de dividir um tanko em quatro e ainda dizer que sai mais barato.

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  16. Apo 19/09/2013 às 15:03 #

    Mas Futari realmente vendia, e tinha público, mesmo sendo meio-tanko. O detalhe é esse, putaria sempre vende!

    -Se isto fosse dito nos anos 90, até que eu concordaria.

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  17. Asevedo 19/09/2013 às 15:12 #

    Mara está fazendo melhor marketing que muita editora brasileira. Tá certo que é um marketing reverso, mas já é alguma coisa.

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  18. Renan SHQ 19/09/2013 às 15:20 #

    Apo e Fool, eu também comprei as Aventuras Elétricas de Pikachu, hehe.

    Na época tava rolando a Pokémon Club e a Herói estava começando seu marketing. :P

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  19. Jotaro da vida real 19/09/2013 às 15:52 #

    Jurubeba, se eu não me engano, o primeiro mangá que o Cassius trouxe foi Freezing, que é uma putaria do caraio!!

    mas concordo que ele ainda vive na época da Manchete.

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  20. - haru-ka 19/09/2013 às 16:25 #

    MDG pra lá, MDG pra cá, parece até o ‘Você sabe quem’ da vida real

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  21. Asevedo 19/09/2013 às 17:19 #

    Freezing já estava até pronto, a apresentação dele foi também o lançamento do mangá.

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  22. RocketWobbuffet 19/09/2013 às 18:57 #

    Pokémon Adventures da Conrad tinha o formato mais inovador, o infinitésimo de tanko.
    Melhor ainda por ser totalmente gratuito.

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  23. Jurubeba 19/09/2013 às 19:36 #

    Freezing veio ainda na época do MDG, pouco antes dele sair. Depois disso, nacas da JBC investir no segmento.

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  24. KokoroKokoroKokoro 19/09/2013 às 22:18 #

    No primeiro número d’As Aventuras Elétricas de Pikachu vinha um pequeno tutorial ensinando como desenhar o Onix, Butterfree e Jigglypuff.

    Com isso em mãos eu fui por aí com giz e canetinha desenhando Onix em parede, rua, caderno, na cara do cachorro, enfim, ninguém entendia por que eu ficava desenhando uma piroca segmentada com cara de cavalo em tudo que é lugar. Sdds.

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  25. Hud (@010190) 20/09/2013 às 12:03 #

    Eu podia fazer um comentário construtivo sobre o assunto, mas depois de ler um pessoal falando que Super Onze vai sair “a preço de banana” meu cérebro derreteu.

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  26. Cleiton (@CourageNFaith) 20/09/2013 às 13:17 #

    E parece que a “novela” do mercado brasileiro de animes continua, e a nuvem negra também.

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  27. Arthur Duarte 20/09/2013 às 13:36 #

    E o Lobo Solitário da Cedibra e Nova Sampa? Hehe, eram bem na vibe do Ranma da Animangá (cancelados, ambos)

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  28. Asevedo 20/09/2013 às 17:06 #

    E o mesmo Lobo Solitário publicado na integra pela Panini.

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  29. Jurubeba 21/09/2013 às 10:38 #

    Por outro lado a Panini censurou Crying Freeman, e eu tenho a versão antiga da Nova Sampa sem censuras. Como pode, né? Na Nova Sampa as xerecas foram liberadas, já na versão da Panini só liberaram pinto.

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  30. Arthur Duarte 22/09/2013 às 11:33 #

    e daí, Asevedo? Ranma ½ foi publicado completo pela JBC e nem por isso deixa de estar aí. Ou só a Panini conta?

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  31. Bruno 23/09/2013 às 11:11 #

    Mara, acredito que parte do insucesso do mangá Megaman NT Warrior foi o preço, na verdade ele era um meio-tanko que custava R$6,90 numa época que outros meio-tankos mais populares como Inuyasha eram vendidos por R$4,90. Pagar mais por algo de qualidade menor foi o verdadeiro problema.

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  32. Garbage 26/09/2013 às 07:08 #

    lol que ano é hoje
    (uma piada velha em um post que não é mais relevante só pra entrar no clima da JBC)

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