Games são cultura, toma aqui um Final Fantasy

15 mar

Sabem o que é mais impressionante que este ser o quarto dia seguido com pauta no Mais de Oito Mil? O nível como os nerds, em geral, são bitolados com suas coisas. Caso você não acompanhe nenhum site e não tenha nenhum amigo gamer chato na sua timeline do Facebook, é capaz de não saber que os jogadores estão em pé de guerra com a Marta Suplicy. Será que é porque a Marta se veste melhor que a Ada Wong? Não, é porque a ministra deu a infeliz declaração que games não são classificados como cultura e, por isso, não poderiam ser comprados com o vale-cultura.

Embora uma ou outra matéria na imprensa especializada tenha exposto o assunto de maneira sensata, toda a imprensa marronzista saiu atirando controles de PS3 engordurados na cara da mulher só porque ela não acha que games são cultura.

Nem vou entrar no mérito de o que é e o que não é cultura, porque para isso já tem outra dezena de posts horríveis espalhados pela internet, no lugar prefiro mostrar a coisa mais bizarra que fizeram nessa história.

Preparados? Então INVENTÁRIO ABERTO e IKIMASU ver a imagem que deu na página Final Fantasy Aces do Facebook:

ffmarta01

Será que isso é a foto no Instagrão de um gamer que comprou produtos derivados de uma série em decadência que só sobrevive com spin-offs pretensiosos? Não! Olhem o texto que se segue:

ffmarta02

Tudo isso está tão gostoso que até nem vou jantar hoje. Tá, é mentira, mas é fato que isso é uma delícia.

Não pensem que esse é um post para criticar certos movimentos, até porque não posso criticar algo que está mais sumido da mídia que a Márcia Goldschmidt, e sim para elogiar a lógica maravilhosa da Square Enix e dos envolvidos no presente à Marta.

Olha que lógica linda: a ministra falou que games não são arte, por isso vamos convencê-la mandando de presente um livro ilustrado e um CD orquestrado de Final Fantasy. Adorei isso de convencê-la que games são arte mandando tudo, MENOS UM JOGO para ela.

Não que mandar um jogo fosse mudar alguma coisa, mas esse desespero em tentar autoafirmar games como cultura parece coisa de pré-adolescente tentando justificar que é adulto já e merece respeito.

Mas essa história toda serviu para mostrar algo que todo mundo deveria imaginar:

ffmarta03

Gente que pensa pouco e dá muita declaração infeliz está em todos os lados das discussões.

(E recomendo fortemente esse texto do IG, que é o melhor sobre o assunto)

51 Respostas to “Games são cultura, toma aqui um Final Fantasy”

  1. Allyson Fernandes (@allyson_gc) 15/03/2013 às 21:41 #

    Square-Enix mendigando junto com os Gamers os 50 R$ do vale-cultura é algo que nunca esperava ver…

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  2. Israel Del Duque (@israeldelduque) 15/03/2013 às 21:41 #

    O que mais me fez pensar que isso é uma idiotice foram as palavras “jogo justo” e o nome “Moacyr Alves”.

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  3. Ex-Otakismo 15/03/2013 às 21:48 #

    Na verdade acho que isso dialoga com o argumento de que hoje as mídias não são mais ilhas separadas e não podemos mais analisar o mundo ignorando a realidade ‘transmidiática’. Hoje o moleque joga Assassins Creed, e depois vai atrás do livro que complementa a franquia, pois é assim que a indústria trabalha hoje, convergindo os meios. O game pode ser uma porta de entrada para a literatura, coisa que as escolas estão falhando miseravelmente em conseguir…

    Videogame é a mídia do século XXI e quanto mais cedo o brasileiro aprender a lidar com ela – e com os modelos de negócio por trás dela – mais sintonizado estará com a economia global. O futuro dos games caminha pela gamificação, e jogos passarão a ser usados na educação, tratamento de doenças e solução de problemas coletivos. Concordo que o vale-cultura é o menor dos desafios que essa mídia enfrenta no Brasil, mas o combate à visão retrógrada sobre ela é válido. Gera discussão e reflexão. Já estamos anos-luz atrás do Hemisfério Norte, mas ainda dá para alcançar.

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  4. RocketWobbuffet 15/03/2013 às 22:22 #

    Mas videogames não são cultura mesmo.
    Segue abaixo o meu endereço para mandarem o artbook e-

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  5. Panino Manino 15/03/2013 às 22:28 #

    “Adorei isso de convencê-la que games são arte mandando tudo, MENOS UM JOGO para ela.”

    Eu achei a abordagem correta, porque se for pegar um jogo e tentar explicar vai ser complicado.
    Qual jogo mostrar? Como explicar? Seria preciso mostrar vários jogos, comercialóides, AAA e indies, e isso leva um tempo que ela não deve estar disposta a gastar, ainda mais que o pessoal da área de jogos do governo não é muito esperto não.
    A Square Enix fez o certo, ela estava defendendo os jogos em geral, não somente o jogo dela, e usou a abordagem mais simples: ao invés de dizer que jogos são cultura, ela mostrou que eles TEM cultura.

    O Amano é um artista famoso, mundialmente, já teve exposição de arte dele, exibindo artes até da série em São Paulo. Junto com a arte dele músicas da série, que sempre foi conhecida pela alta qualidade, Nobuo Uematsu é um dos maiores maestros japoneses.
    Atacou com dois pontos críticos e reconhecidos com arte. Pintura e Música.

    É uma forma de iniciar a discussão, ela pode folhear o artbook enquanto ouve as música e ficar curiosa. Caso sim, basta Square Enix mostrar por exemplo o novo jogo de Tomb Raider, tão caprichado quanto qualquer superprodução de cinema ou por exemplo Deus EX Human Revolution que é um jogo de história e roteiro complexos, com um tema e discussão super relevante socialmente e atual.
    Ou então outra empresa, a Ubisoft mostrando Assassins Creed 4, que deverá ter trechos no Brasil colonial.

    Não tem nada de errado nesse movimento da Square Enix, muito pelo contrário, é discreto e eficiente como cabe a qualquer empresa no momento. Discussões mais acaloradas ficam a cargo dos jogadores.

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  6. gwy 15/03/2013 às 23:01 #

    O livro e o CD são muito mais acessíveis pra alguém que tem resistência aos games. Mesmo sem um console, ela pode ver o artbook e colocar o CD pra rodar em qualquer aparelho ordinário do gênero. Não foi algo assim tão pouco planejado.

    Mas confesso que só achei brilhante até chegar no nome do Moacyr……..

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  7. micheloliveira 15/03/2013 às 23:24 #

    Mara, minha gorda que não gosta de Final Fantasy, eles já mandaram um jogo pra ela. Parece até que foi Assassin’s Creed, Tudo decido pelo líder daquela benfeitora associação. Agora, levando-se em consideração que o assessor vai entregar jogo e as tralhas da Square que eles compraram – duvido que a square mesmo mandou isso – o que ela vai fazer? Admirar as artes do Squall fazendo suas poses emo enquanto ouve o tema da Aeris e depois jogar um pouco ou só mandar aquilo à merda e fazer qualquer outra coisa? Voto na segunda opção.

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  8. MR-08 15/03/2013 às 23:45 #

    Vou ser o advogado do diabo e alimentar a discussão: Jogos são mesmo cultura ou só tem cultura inserida? Até onde um jogo é só um jogo, e onde ele começa a ser arte? Tetris, por exemplo, é arte ou é um jogo, assim como xadrez ou truco? E se vc colocar peças de xadrez ornamentadas e elaborar um cenário diferente pro tabuleiro, o jogo de xadrez passa a ser arte, ou só a conter elementos artísticos? Um JOGO eletrônico é definido como tal pela interatividade, ou pelo conteúdo cultural?

    Porque quando alguém escuta a palavra JOGO, pensa numa atividade que envolve desempenho, habilidade, sorte, pontuação, essas coisas, não uma arte foda ou uma música. Vejamos os filmes, por exemplo. Um documentário pode não ter nenhuma pretensão artística e ter apenas o intuito de informar, mas ainda assim pode ser considerado cultura, não é? Já videogames ainda são bastante conhecidos só como entretenimento (caro), não necessariamente cultura. Pintura e música até puteiro pode ter se quiser. Qual o critério pra definir um jogo como sendo arte?

    Não me entendam mal, cresci consumindo jogos e acho que eles são, sim, cultura. Mas a ignorância da nossa ministra pode muito bem servir como ponto de partida pra discussões importantes que podem mudar a maneira como os games são vistos no Brasil, pelo menos um pouco. O pessoal devia xingar menos no twitter e pensar mais sobre a validade das próprias convicções.

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  9. MR-08 16/03/2013 às 00:02 #

    Só um adendo: hoje ouvi um nerdcast onde foi citado os E-sports de Starcraft, e uma galera lá disse que esse tipo de competição não pode ser considerado esporte, pois não envolve desempenho físico. Um amigo meu disse que concorda, pois uma competição de poker, por exemplo, não é esporte, e é a mes acoisa que starcraft. Jogo é jogo, esporte é esporte.

    Mas fica a pergunta: a capacidade de reação IMEDIATA usando as mãos e os olhos não requer habilidade manual e mental, assim como uma competição de tiro, por exemplo? Isso é diferente num jogo de cartas. Enfim, contei essa história pra falar que o conceito de “jogo de videogame” é algo que precisa ser revisto, pois eles não são a mesma coisa que foram a 30 anos atrás. Se tornaram algo tão grande que até a própria definição não cabe mais pra todas as suas variações. Como diria Ba-chan: “reflitão”.

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  10. Ninguém 16/03/2013 às 00:04 #

    Isso aí é vingança: para ela sentir na pele o que ela fazia quando dava disco do Supla de presente pros outros…

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  11. Phillipe Lyra (@phil_lyra) 16/03/2013 às 00:36 #

    Gostei do novo header do blog ^_^

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  12. danee lampard 16/03/2013 às 00:37 #

    IG não, me lembra internet discada.

    Mas sério, o IG é um dos piores portais de notícias do Brasil.

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  13. Luiz Fernando 16/03/2013 às 00:42 #

    O Brasil é realmente um país único. Só aqui todos os lados de uma discussão conseguem estar errados.

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  14. felipe 16/03/2013 às 01:10 #

    o texto do ig eh bom, mas eu recomendo tb o do kotaku:
    http://www.kotaku.com.br/vale-cultura-marta-suplicy/

    nele alem de discutir a questao dos games tb se discute quem esta se beneficiando com o vale-cultura.

    “subsidiar” grandes producoes cinematograficas hollywoodianas e artistas de grandes gravadoras nao vai ajudar em nada o movimento cultural brasileiro.

    ou a martinha tah achando que o sujeito vai pegar os cinquentao, vai a 2 museus, vai a um concerto de alguma orquestra filarmonica e vai comprar um cd de musica independente ?
    ha faz-me rir

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  15. Rubs 16/03/2013 às 01:42 #

    A questão de jogo ser cultura não passa necessariamente pela questão de jogo ser arte.
    Se o vale cultura é para que os brasileiros tenham condição de consumir CULTURA, temos que jogos são SIM cultura, pois segundo o Michaelis:

    9 Desenvolvimento intelectual. 10 Adiantamento, civilização. 11 Apuro, esmero, elegância. 12 V culteranismo. 13 Sociol Sistema de ideias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade. 14 Antrop Estado ou estágio do desenvolvimento cultural de um povo ou período, caracterizado pelo conjunto das obras, instalações e objetos criados pelo homem desse povo ou período; conteúdo social.

    Tem muito mais definições, mas apenas com essas já podemos incluir games como cultura.

    (Só pra fazer um adendo em relação à arte: é MUITO complicado definir arte, e ainda mais complicado relacionar arte a qualquer coisa que se queira justamente porque a arte não tem muitos limites, não existem muitas barreiras pra que ela seja definida. Cara, eu estudo Design, e PUTA QUE PARIU, a gente já desistiu de tentar definir os limites do que é arte e do que é design HAHAHAHAHA)

    Logo resumir jogos a arte/música é um pouco precipitado, porque são mais que isso. Hoje em dia games definem o comportamento das pessoas, é um tipo de obra que faz parte de outras obras desenvolvidas pela sociedade (fazendo assim parte da definição acima)

    Agora algumas citações da Mara:

    “Olha que lógica linda: a ministra falou que games não são arte, por isso vamos convencê-la mandando de presente um livro ilustrado e um CD orquestrado de Final Fantasy. Adorei isso de convencê-la que games são arte mandando tudo, MENOS UM JOGO para ela.”

    E você acha que ela ia comprar um console pra jogar? Se algum material tem chance com ela com certeza são as mídias mais tradicionais (no caso, CD e livro). Seria muita ignorância por parte da Square Enix mandar um jogo pra alguém que sequer reconhece jogo como manifestação cultural.

    “mas esse desespero em tentar autoafirmar games como cultura parece coisa de pré-adolescente tentando justificar que é adulto já e merece respeito.”

    Ninguém precisa disso, a indústria de games já ultrapassou indústrias consolidadas (como o cinema por exemplo) tanto em matéria de qualidade de produção quanto em faturamento. Não existe desespero algum em autoafirmar games como cultura, pelo contrário. Não acho nem um pouco de desespero tentar enfiar na cabeça de uma ministra ignorante que games são cultura.

    É simples: temos uma ministra tão boçal que a própria indústria precisa explicar de maneira óbvia o que ela faz.

    A propósito, dizer que é “coisa de pré adolescente precisando justificar blablabla” foi relativamente tendencioso da sua parte, não tinha necessidade de postar uma coisa dessas. Ninguém que defende a posição da Square Enix ganha alguma coisa pra isso, pelo que vi até agora a única revolta coletiva é pela falta de noção da ministra.

    E por último: a matéria do IG é ótima! Obrigada por postá-la como referência, gostei bastante =] o problema é realmente esse que eles abordam no artigo. Mas mesmo assim não vejo problema em tentar enfiar na cabeça da boçal da Marta que ela é uma ignorante e foi infeliz na colocação.

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  16. Mateus 16/03/2013 às 10:18 #

    “Ninguém
    16/03/2013 às 00:04 #
    Isso aí é vingança: para ela sentir na pele o que ela fazia quando dava disco do Supla de presente pros outros…”
    PODEM FECHAR O BLOG HAPOSIHFODIHFP)HR#(*EHDWPOHD)(W*HDPOUGFD

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  17. ninguém 16/03/2013 às 12:55 #

    já devem ter falado isso né, mas mandar um jogo pra ela não ia adiantar de porra nenhuma mesmo
    e achei ótimo terem mandado aquilo pra ministra

    “Não que mandar um jogo fosse mudar alguma coisa, mas esse desespero em tentar autoafirmar games como cultura parece coisa de pré-adolescente tentando justificar que é adulto já e merece respeito.”
    essa sua comparação foi nonsense LOL
    e eu acho que games são cultura sim mara, se você gosta de algum jogo especifico ou não aí já é outra história
    o problema tá é na definição de cultura, até que ponto algo é determinado como cultura? games podem mesmo ser definidos como cultura?

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  18. MMMMM 16/03/2013 às 13:07 #

    Concordo com a Marta porque um produto cultural não se aplica mesmo ao game, apesar do jogo conter arte, ele não é cultura. Pesquisem o que é cultura e o que é arte antes de jogarem consoles na senadora. Não sei se a Mara gorda sabe o que é realmente cultura, mas senti pelo post que ela não entende e tá misturando como os nerds fazem. O game nada mais é que um brinquedo para divertimento lúdico e é um brinquedo que não faz parte na nossa cultura. Agora que ele está sendo mais usado e talvez no futuro faça parte da nossa cultura jogar, mas mesmo assim o game em si não será cultural.
    Baixar o preço do game não é tão urgente quanto baixar o preço da comida e remédios. O game não é um produto de primeira necessidade e é óbvio que adultos governantes não estão interessados em game.
    O game não está caro é o brasileiro que ganha pouco. Os impostos são altos pra tudo aqui no Brasil.
    Baixar os impostos pra produtos importados é algo inteligente, mas dizer que game é cultura e por isso precisa desse incentivo cultural do governo é indecente, né? Aí os nerds já estão apelando.
    Se podem mandar artbook pra Marta podem comprar os games sim.

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  19. Rubs 16/03/2013 às 13:55 #

    Filmes também não são de primeira necessidade, e estão aí pra ser contemplados pelo programa. A questão não é que o país precisa mais de comida do que de videogame, isso ninguém discute.

    Agora dizer que games são brinquedos que não fazem parte da nossa cultura é errado. O futebol não foi criado no Brasil e faz parte da nossa cultura, assim como a Capoeira e por aí vai… e é tudo considerado cultura brasileira. E um brinquedo não pode ser desprezado como cultura por ser simplesmente um brinquedo, uma coisa não tem a ver com a outra. Não existe um documento oficial dizendo que “só podem ser considerados cultura: música, arte, esportes, etc etc”, já estaria ferindo a própria definição da coisa…..

    E mesmo que estivesse certo ao dizer que não é da nossa cultura porque não é produzido no nosso país, essa afirmação não tem nada a ver com a definição de cultura. A definição é muito ampla, inclusive. E se for parar pra ver os games entram nesta definição sim.

    Cara, dizer que games não são caros aqui é brincadeira né… eles sofrem com tudo quanto é imposto, chegam aqui com valores abusivos, é só dar uma googlada que você vai achar muitas matérias sobre isso.

    E quem mandou artbook pra Marta foi a própria Square Enix, e não os fãs…….

    Depois dessa me vejo obrigada a encerrar minhas colocações u.u’

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  20. felipe 16/03/2013 às 14:00 #

    rubs

    nao dah ideia falando que futebol eh cultura, senao vao querer passar o vale pra assistir o curinthia

    hhahahahahahah

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  21. GFS1 16/03/2013 às 14:04 #

    Haha, como se R$ 50 fosse comprar jogos de videogame e ainda tem a questão de ter o console pra poder jogá-los, que também não são nada baratos.

    Texto do IG foi sensacional.

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  22. Rubs 16/03/2013 às 14:06 #

    VALE CURINTHIA

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  23. ksfire 16/03/2013 às 15:10 #

    Mara, eu não costumo fazer comentários extremamente sérios. Mas acredito que como game designer e estudante de artes digitais, eu deva dar meu parecer sobre o assunto.

    A atitude da Square/ Enix foi louvavel, sim, louvável.
    Uma declaração assim ofende profundamente quem trabalha com games e mídias digitais em geral. Ao mostrar os trabalhos reais envolvendo a franquia, a Square/ Enix lavou a alma de toda a indústria, deu a resposta mais que merecida não apenas a ministra mas a todo o governo brasileiro que ignora complemente uma indústria que movimente bilhões anualmente.

    Estamos falando de uma empresa que trabalha no ramo desde a década de 80, produziu centenas de jogos, suas franquias são históricas e possui em seu portfólio verdadeiros clássicos. Não é qualquer empresa que pode convidar maestros, roteiristas e mangakas de renome para suas produções. Não é qualquer empresa que patrocina turnês e exposições mundiais com seus artistas.

    Os itens mandados para ministra são de altíssima qualidade, são itens de colecionador.
    Eu não irei tecer comentários sobre os produtos, apenas pesquise e verá a grandiosidade dos itens em questão e quantidade estrondosa de pessoas envolvidas na produção dos mesmos. Como foi citado acima por #Panino Manino, Yoshitaka Amano é um dos mais reconhecidos ilustradores japoneses da atualidade. Como você acha que ele reagiria a uma declaração publica de um Ministro da Cultura de que “o que ele faz não é arte, não é cultura, não presta para absolutamente nada”?
    Como você acha que a os integrantes da orquestra filarmônica real de Estocolmo reagiriam ao se deparar com declaração da ministra de que “suas composições não passam de lixo, são um nada, algo totalmente irrelevante para a sociedade mundial”?

    Falo sinceramente, Mara. Nós, artistas digitais nos sentimos humilhados quando declarações assim partem do governo, principalmente de um órgão que deveria zelar e incentivar cada vez mais a produção e desenvolvimento das mais diversas áreas culturais.
    A questão de ser 50, 100, 200 reais é irrelevante, ser ou não ser compatível com o mercado atual de games no Brasil ou “pra onde vai o dinheiro” também deve ficar em segundo plano. A questão central aqui é que temos uma ministra da cultura que não faz a mínima idéia do que fazer em seu cargo, que humilhou uma classe inteira de profissionais das mais diversas áreas em escala mundial. Não espero que isso aconteça neste país de cegos, mas em qualquer outro país isso seria o suficiente para ela ser exonerada do cargo. A declaração em questão mostrou total falta de competência e falta de domínio de assuntos essenciais para o desempenho corretos de suas funções na pasta que está a frente (no caso, mídia e arte digital). Foi comparável a declarar que “não existe produção artística no cinema” ou então que “jornalismo não é uma fonte cultural”, é uma declaração verdadeiramente absurda (como tantas outras que os políticos brasileiros costumam fazer e que na maioria das vezes não dá em nada).

    A ministra Marta Suplicy deve examinar cuidadosamente todo o material que chegar as mão dela e fazer uma retratação publica perante indústria de jogos digitais, perante a comunidades de artistas, e perante a todos os funcionários e empresas envolvidos nesta área, que é sem duvida, uma das maiores revoluções culturais do ultimo século.

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  24. Apo 16/03/2013 às 15:43 #

    O que mais me fez pensar que isso é uma idiotice foram as palavras “jogo justo” e o nome “Moacyr Alves”.

    -Moacyr estava pesando em outros meios de convencer que games são cultura: eu vi o Twitter da Acigames ameaçando derrubar servidores e fazer bagunça. Isso que é gente que pensa nos gamers.

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  25. ksfire 16/03/2013 às 16:06 #

    Li todos os comentários e farei apenas um adento para #MMMMM.

    Videogames não são brinquedos, são mídias digitais interativas. Desde sua concepção como um “primo” do PC é assim.

    Agora, e se fossem brinquedos? Qual é o problema?
    Um fabricante de bonecas é um ser humanos menor por trabalhar nisso?
    Continuando neste exemplo, algo como uma “Rozen Maiden” não pode ser definido como arte e seu criador um artista? São “brinquedos”, sim são. Muitos são comerciais, sim são. Igual pinturas, filmes, livros, dvds e cds. O que diferencia na cabeça pequena de vocês uma escultura de Aleijadinho e uma garagekit de Evangelion? Uma foi produzida por um escultor e a outra pela Bandai? Logo quem trabalha para a Bandai produzindo esses itens não pode ser considerado artista só por que depois eles foram reproduzidos em massa?

    Se não está satisfeito ainda, tente criar um “mero Tetris” (como foi dado de exemplo acima). Pegue uma engine qualquer (Gamemaker talvez) e tente criar um game do zero que simule exatamente todas as condições do Tetris. Depois vá para uma engine 3D (Unity 3D talvez) e tente fazer o mesmo, tente criar um Tetris em 3D sozinho. Acredito que como, na sua cabeça, games são “brinquedos infantis” e que nós profissionais estamos apenas “brincando de casinha”. Você #MMMMM, nosso “grande adulto”, não terá dificuldade em criar um Tetris 2D e um Tetris 3D em poucas horas posta-los aqui para a apreciação da “criançada”. Aproveite e também pegue uma pilha de panos e madeira e crie uma “Rozen Maiden”, neste caso pode usar o Instagram para postar as fotos.

    Se modelar códigos e cálculos abstratos em uma forma de interatividade visual não é arte, simplesmente não sei mais o que é.
    Podem de dar um tiro.

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  26. Zezé 16/03/2013 às 16:41 #

    Enfiem o cinquentão no cu

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  27. Momito 16/03/2013 às 19:00 #

    A discussão é muito da hora, muito legal, eu mesma acho que jogos são culturas e acho que ao invés de mandarem artbook e cd deviam ter mandado logo um Journey, um Flower ou um Shadow of the Collossus até. Os dois primeiros MUITO adulto quadradão assistem pelo menos super interessado. Acho que seria mais válido que mostrar o conteúdo artístico de um jogo (Yoshitaka Amano e Moebius são grandíssimos artistas reconhecidos pelos seus feitos. Qualquer um que pega vai julgar a arte e não a outra parte do material que ela não recebeu.), mas o post do Kotaku é que já linkaram aqui é o mais certinho sobre o assunto.

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  28. Bruno 16/03/2013 às 20:02 #

    E Mara acaba de criar mais um post polêmico

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  29. Paulo 16/03/2013 às 20:38 #

    Semanas atrás o pessoal do site Omelete postou um vídeo em que eles refletiam e defendiam a idéia de que videogame é arte, sim. A criação do vídeo foi motivado pelo texto do crítico de arte Jonathan Jones do jornal inglês The Guardian em virtude da decisão do Museu de Arte Moderna de Nova York de expor videogame como arte, algo que o crítico inglês achou um verdadeiro absurdo.
    O interessante disso tudo é que tanto no Brasil como no exterior ainda existe toda uma discussão a cerca de que games podem ser considerados arte, se eles possuem algum valor cultural ou não. Confesso que ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto, pois ao mesmo tempo que encaro muitos games como mero entretenimento também existem jogos, como Okami (citado no vídeo do Omelete) que são de uma beleza ímpar, que não tem como não considerar com o aquilo como sendo arte ou possuidor de valor cultural.
    Se alguém se interessar em ver o vídeo do Omelete, o link segue-se abaixo:

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  30. André Mishima 16/03/2013 às 20:43 #

    Isso é dinheiro PÚBLICO. PÚBLICO! Vocês sabem o que é isto? Não é dinheiro que brotou, não. É dinheiro de IMPOSTO pago por quem PRODUZ. Esta palhaçada de vale cultura nem deveria existir, é fazer caridade com o dinheiro dos outros. Vocês que ficam ofendidinhos são uns trouxas mesmo. Dão um terço do seu dinheiro para o governo federal e ficam chorando por 50 míseros reais. Gostava mais da época em que nerd era inteligente e não chorão otário mimado. Eu adoro video game, mas não acho que seja cultura. E nem precisa ser (isto não diminui o valor ou a importância dele). Só quem não tem cultura mesmo é que acha que video game é cultura e fica irritadinho.

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  31. Diotupi 16/03/2013 às 21:32 #

    Essa discussão descarrilou e o pessoal, incluindo a Square Enix Latin America, foi na onda.
    Primeiro, a birra de Marta Suplicy é de que games não são cultura, aí tentam provar que eles são por considerarem games arte. ???
    Sabemos que toda arte é cultura, então o mais lógico é tentar elevar os games a arte. Só que isso não é consenso, e a Square Enix, enviando os presente, só provou que os jogos eletrônicos usam de artes, mas eles em si, não o são.
    Sabemos também que cultura não é só composta de arte, um livro didático não é um material artistíco mas é cultural, então é melhor tentar provar que os games possuem valor cultural não por serem arte (que não são) e sim por que ele é, entretenimento.

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  32. Renan SHQ 16/03/2013 às 22:03 #

    A piada de “Deram tudo, menos um jogo” foi excelente! E disso eu preciso rir!

    Mas concordo com os responsáveis, que para uma abordagem essa foi a melhor decisão… primeiro eles tem que amaciar e mostrar que há “arte” envolvida na produção.
    Depois disso, é possível mandar o jogo (até porque duvido que ela fosse entender o jogo).

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  33. Arthur Duarte 16/03/2013 às 22:09 #

    Primeiro eu acho que o pessoal deveria dar uma lida no que a Marta realmente falou. Ela disse que, na visão dela, videogame não são arte ou cultura. Mas… que se alguém apresentasse algo a ela que comprovasse o contrário, ela admitira o erro. Ora, ela própria abriu espaço para o diálogo, mas os “nerds-gamers ai-meu-deus-Okami-é-arte-porque-é-bonito” nem se deram o trabalho de realmente saber o que foi dito e criaram uma cruzada contra a mulher. Ora, a Marta é uma mulher criada e crescida em uma era pré-digital e vocês querem que ela tenha opiniões em áreas que ainda não são consenso em parte alguma do mundo? Os EUA possuem um dos maiores mercados e são um celeiro de produção de jogos, e nem por isso essa batalha da valorização cultural da INDÚSTRIA de jogos foi vencida lá. São produtos culturais? Se partir de uma definição mais “aberta” de cultura, são sim. Mas a discussão é bem mais complexa e ainda não há consenso. A dificuldade de definir a arte num contexto de produção industrial em massa tá aí desde os teóricos da Escola de Frankfurt. Exigir uma posição formada pela ministra a favor dos gamers não me parece lógico. E o vale-cultura, iniciativa que eu acho louvável, é feito para incentivar o contato do povo brasileiro com produtos culturais, das mais diversas procedências. Compreendo, como o articulista do IG, que videogames não são uma linguagem simples e que exige determinado poder aquisitivo para ter contato. Focar em outras áreas fragilizadas (lemos 1,3 livros por ano. Não vamos ao teatro, mal vamos ao cinema, não vamos a espetáculos ou galerias ou museus) me parece sensato. Declarar guerra à ministra não me parece o melhor caminho para o reconhecimento da indústria (acho o termo bem curioso) dos vídeo-jogos.

    E, afinal, os games precisam realmente serem entendidos como arte? E arte é aquilo que é bonito? OK, há jogos em museus mas… lembrem-se de Duchamp.

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  34. yuukisouma 16/03/2013 às 22:11 #

    Afinal, se eu ganhasse esses 50 reais, gastaria com livros e filmes, anyway. Mas isso se eu ganhasse. Se você ganhasse. Se eu conhecesse alguém que ganha.

    Aliás, quem ganha pode usar isso pra adquirir TV a cabo. Alguém ainda acredita que o vale-cultura entrará nesse mérito do game, quando dá opção muito mais difundidas e práticas, como tv a cabo e cinema ?

    Aliás, outro dia eu vi na TV um estagiário reclamando que ganhava 22 reais de vale-refeição e que nem assim conseguia almoçar. Se este imbecil consegue transformar 22 reais em algo incomível, imagine o que gamers não falarão de 50 reais lol

    Dúvida: se game entrar no vale-cultura, será que o console também entra? Pra rodar aquele Final Fantasy LXIII vai precisar do ps958, oras :O

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  35. freak 17/03/2013 às 00:01 #

    Tá todo mundo esquecendo o mais importante… AQUI É o BURAJIRU! Peguem seus vales culturas e troquem no camelo/lanchonete/tiozinho da esquina, assim como fazem com seus vales refeição ou vale transporte! Pronto! Virou grana, comprem o game que quiserem e sejam felizes!

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  36. ksfire 17/03/2013 às 11:29 #

    #Diotupi

    Essa linha de raciocínio é perigosa. Se seguir estreitamente ela, cinema e tv também “não são arte” mas “contem arte”. Agora, você realmente acredita nesta afirmação? Como não dizer que Chaplin foi um artista? Como não dizer que Senhor dos Anéis é uma obra prima?

    Os games fazem uso exatamente dos mesmos recursos que outras mídias visuais e ainda adicionam um que a mais, a interação. Só que estes recursos não “saem do nada”, musica precisam ser compostas, enquadramentos precisam ser feitos, roteiros precisam ser escritos, objetos precisam ser modelados, personagens precisam ser animados, a física precisa ser entendida e simuladas, etc etc etc.
    Existe todo um processo extremamente complexo (que está ficando cada vez mais complexo inclusive) envolvido na produção de um game que dependendo dos artistas envolvidos trás um resultado melhor ou pior (igual ao cinema, igual a sua série favorita, igual ao livro que está na sua mesa). E isso vale para qualquer game, do Tetris ao Shadow of the Colossus, e é exatamente por isso que estamos putos com a ministra.

    #Arthur Duarte

    Esta linha de raciocínio também é unilateral, Arthur. Também está vendo as coisas apenas pelo lado do consumidor (que vê tudo prontinho pra pegar na prateleira) e não do lado dos envolvidos na produção daquilo.
    Se for seguir a essa linha de raciocínio, Tênis também não é um esporte. Tênis não é popular, é preciso um belo poder aquisitivo para praticá-lo e ir acompanhar as competições e também é preciso entender previamente uma caralhada de regras complexas. Mas nem por isso deixa de ser um esporte, de ser cultura e de ter um tremendo esforço envolvido por parte dos participantes.

    Eu espero sinceramente que a ministra reveja seus conceitos e faça uma retratação publica sobre o assunto. Isso será uma ótima oportunidade para abrir o dialogo entre a indústria e o governo.

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  37. emphighwind 17/03/2013 às 11:57 #

    acho dahora o fato de que falar mal de jogos, faz ganhar presentes bons

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  38. Raphael Soma (@RaphaelSoma) 17/03/2013 às 12:11 #

    Alguém devia é dar uma cópia de To The Moon pra ela. Se esse game não é arte…

    http://store.steampowered.com/app/206440

    Detalhe que custa bem menos da metade do valor do tal Vale-Cultura, isso quando não tá em promoção. Aí quero ver se ela não morde a língua.

    E os pontos que eu trataria agora, o ksfire já tratou por mim.

    (Já não bastava o crime de ter botado a cocota elétrica do Supla no mundo e agora ela me fala uma merda dessas. Tinha que ser comuniista mesmo…¬¬;)

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  39. marcos inoue 17/03/2013 às 14:04 #

    Cultura são as porcarias dos livros que ela escreveu

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  40. Rubs 17/03/2013 às 16:04 #

    Tentar levar os games pro lado da arte, ao mesmo tempo em que é o mais “óbvio” de se fazer, é também o mais complexo.

    Já cansaram de falar aí em cima: a arte tem uma dificuldade enorme de ser definida, de ser separada de outras áreas (o exemplo dado sobre a Escola de Frankfurt foi bastante pertinente e está aí pra provar que essa discussão já é antiga), então o mais sensato na minha opinião é manter a discussão no campo da cultura, apenas. Se a discussão já tá complicada sem tentar incluir a classificação de arte, imagina levando pra esse lado?

    Outra coisa: vocês estão batendo tanto na tecla do preço que esquecem que um quadro pode chegar a custar milhões e todo mundo sabe e o enxerga como arte.

    E pra fechar o assunto “arte”: só pintura é arte? só escultura, gravura, são arte? então um game foi feito utilizando a linguagem da pintura: ele CONTÉM arte, mas não é arte? Vamos avaliar com clareza, pessoal. As artes clássicas são incríveis, realmente… mas se pararmos pra pensar sob esse ponto de vista, então só fazem arte as grandes escolas clássicas que existem: universidades, ateliês antigos, escolas de música clássica.
    Aí você sai de casa e olha um grafite foda feito no muro da esquina: não é arte? Vamos refletir.

    E pelo amor de Deus, vamos deixar de lado essa coisa do “game é caro, 50 reais não paga nem 1/5 do valor da parada” ou então “não adianta comprar o game se ela não vai dar o console”, esse não é o ponto que a Marta atingiu. Todo mundo sabe que um jogo custa os dois olhos da cara, e um console ainda custa os rins + fígado. O problema é a ministra lançar o tipo de comentário que lançou sobre o que não sabe. Seria mais digno ela dizer “ainda não parei pra pensar nisso” ou então “não sei”, do que dizer aquilo. Não foi sinceridade, foi falta de noção.

    Não adianta ela ter dito que “pra ela não é cultura”, se ela não sabe deveria ter assumido e não tomado a posição que tomou. Ela é Ministra, tem que ter idéia do cargo que ocupa e do peso que suas palavras têm. Ela é um ser humano sim, erra como todos nós, mas a partir do momento que ela está tomando a frente de um projeto nacional de incentivo à cultura ela deve estar preparada pra ser questionada sobre o projeto que ela própria está à frente! Não vejo ninguém pedindo pra ela ser perita em videogames, basta ela ter a mente aberta o suficiente pra entender que o mundo está em constante mudança e que esse tipo de manifestação pode sim ser considerada cultural.

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  41. Marskel 17/03/2013 às 21:29 #

    Que mané entregar jogo, Mara. O Moacyr entregou para a mãe do Supla uma cópia do Assassin’s Creed III. Sabe o que ela vai fazer com isso? NADA!

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  42. goldslash 17/03/2013 às 21:49 #

    O rubs e ksfire, já humilharam os babacas q mal entendem a definição de um game.
    E nem sabem q sua composição é feita de cultura, ou seja a musica e a arte que são sempre tido como sinônimos de cultura…
    Ou seja perda de tempo, saliva, debater com boçais e como já falaram só demonstra uma ministra q tá vivendo no sec passado, dirigindo um país do BRIC, q deveria estar de olho no futuro.
    Gordas;

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  43. goldslash 17/03/2013 às 22:03 #

    Acho que a questão é bem mais simples do que parece…
    Basicamente são pessoas julgando cultura “tudo q é produzido aq”…
    E outros julgam cultura tudo que tem aq raízes…

    Por exemplo como já citaram o Futebol, faz parte da nossa cultura, porém não foi criado aq, ou seja já demonstra q quem pensa da 1 maneira está equivocada. Digamos q ele apenas foi adaptado.

    Então filmes, tropa de elite seria cultura, ora pois foi produzido aq…E outros filmes não seriam… Mesmo q isso esteja correto, pra nós produzirmos filmes, ter a cultura de filmes, foi preciso conhecê-los e adaptá-los a nós.

    O mesmo deveria ocorrer com games, precisa desse mercado. ELES PRECISAM SER CULTURAS. PRA MAIS TARDE TOMAREM FORMA A NOSSA CULTURA.
    Basicamente, nós precisamos consumí-los, para algum dia produzir-los e enfim transformarmos a nossa moda.

    Bem acho q deu pra entender, pra algo ser cultura, precisa passar por esses processos.
    E latino não é cultura!!! KKK

    Ta aí minha opinião.

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  44. Ninguém 18/03/2013 às 10:03 #

    Religião é cultura? Será que eu posso usar o vale para cobrir o valor do dízimo? A igreja onde eu vou pro culto já fica num antigo cinema mesmo…

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  45. Diotupi 18/03/2013 às 19:34 #

    @ksfire

    Arte é geralmente entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias da consciência e dando um significado único e diferente para cada obra.
    Além disso a arte é definida pelo material com o qual trabalha. Tendo origem em uma cultura especifica, a arte é um esforço intelectual-criativo baseada nas inspirações deixadas por GERAÇÕES.

    Destaquei a palvra gerações porque ela é importante para entender arte.
    Arte precisa ser maturada, ou seja, o tempo é crucial para entender se as produções feitas tem todos esses valores descritos aí em cima.
    E games ainda é uma mídia muito nova, ainda nem deu tempo maturar. Ela, ultimamente, tem imitado o cinema – que durante muito tempo não foi considerado arte – muitas vezes, por ele hoje ter um valor artístico reconhecido.
    Se retirarmos as artes dos video games, o que sobra é um jogo. Jogo é arte? Até hoje xadrez, nem baralho ganhou esse status.
    Se retirarmos as artes que compõe o cinema, sobraria quase tudo, na verdade só seria retirada a música, já que cinema não é só teatro na tela grande. E olha que demoram muito pra reconhecerem isso, e vocês querem que considerem games arte?
    Televisão, até hoje não é arte.

    Se estiver interessado, aqui está a lista das artes:

    1. Música: artes que trabalham com sons;
    2. Dança: arte do movimento do corpo relacionada aos sons;
    3. Teatro: arte que trabalha o corpo, mas com função narrativa;
    4. Pintura: arte de representar o real (ou a idéia) por meio de cores e texturas. Creio que aqui entrem também ilustrações, inclusive digital;
    5. Escultura: arte que representa o real ou a idéia usando materiais tridimensionais.
    6. Arquitetura: arte de criar edificações e espaços para abrigo das atividades humanas;
    7. Cinema: arte de representar o real através da imagem em movimento oferecendo um adicional a prática do teatro, o close. De certa forma une na tela todas as outras 06;
    8. Fotografia: a arte de representar pela representação do momento imediato está depois do cinema. Realmente não faz sentido, mas talvez seja por que a arte em movimento está mais presente na história humana do que as representações estáticas (mesmo na caverna de Lascaux vemos ilustrações que representam uma sequencia de movimentos);
    9. Quadrinhos: a arte sequencial entra como uma das últimas na história das artes, mas ainda bem que seu valor é reconhecido neste século;

    Talvez games integre essa lista, ou não.

    @Rubs

    Grafite é um tipo de pintura, e como pintura é arte…

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  46. Shiroyasha 19/03/2013 às 13:23 #

    Eu não Final Fantasy, mas, “Shin megami tensei” pode ser considerado cultura. :)

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  47. Rubs 21/03/2013 às 23:04 #

    @Diotupi

    Quando citei graffiti, quis dizer o seguinte:

    Você usa latas de tinta [cujas tintas não são feitas de pedras preciosas como nos clássicos tempos da pintura], e usa-as com spray pra pintar um muro [um muro, não uma parede de catedral nem nada do tipo]. E não utiliza a linguagem clássica da pintura renascentista/barroca, que é a busca pela representação perfeita do real (sabemos que a maioria absoluta dos graffitis não vem dessa escola).

    OU SEJA, se formos pegar as características mais clássicas da pintura, graffiti não é pintura.
    Agora se você acha que a geração pós-clássica, tipo o pessoal do impressionismo, do abstrato, do surrealismo e posteriores e considera -os arte, então você provavelmente considera graffiti também como uma manifestação artística.

    Onde eu quero chegar: São etapas. As pessoas já estão na etapa de considerar a música e a arte dos games como cultura. Porém, ainda não consideram o próprio game como cultura, e porquê? Entende, não faz sentido não considerar. É como na pintura clássica: o pessoal renegava o impressionismo por trabalhar com uma nova linguagem, um novo gestual, mas hoje já temos uma noção diferente.

    Estamos QUASE lá pra considerar games como cultura: a mídia digital é como se fosse o gestual do impressionismo, é uma apenas uma linguagem diferente. Quem sabe um dia também consideremos como arte? =]

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  48. Diotupi 22/03/2013 às 21:49 #

    @ Rubs

    Como disse no meu primeiro post, não misturemos a questão da arte e cultura, e muito menos, usá-los como sinônimos, ok?

    Quando disse que o grafite é(pode ser) arte é porque ele se encaixa numa das categorias que são reconhecidas como arte, no caso a pintura. Sabemos que nem toda pintura pode ser arte, assim como nem toda escrita é arte, etc… Essa é outra discussão. O cerne do meu questionamento é que games, ainda, não podem ser arte porque ele não se encaixa em nenhuma categoria reconhecida por arte, ou seja, ele teria que fundar uma. Mas aí que está a dificuldade, video games, em essência, são jogos. E jogos temos de vários tipos, desde o início dos tempos? Não sei dizer, mas eles estão aí há muito tempo, e ainda não há reconhecimento deles serem arte.

    Isso não que dizer que eles não sejam fonte de cultura, nada disso. A maioria dos jogos são ricos em valor cultural, ele podem também transmitir cultura. E eu acho que seria mais proveitoso se focar nisso e não tentar provar que eles são uma coisa que não são.
    Afinal estão lutando pelo vale cultura e não vale arte.

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  49. Fabio Melo 26/03/2013 às 00:22 #

    Só uma coisa: se querem MESMO definir cultura, recomendo muito que leiam Levi-Strauss, que certamente está se revirando no túmulo ante tantas bobagens que os defensores dos games colocam. E depois vejam sobre mass media e cultura de massas (Adorno manda um abraço), Quem sabe assim algumas postagens boçalizantes aqui mudem.

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  50. ksfire 27/03/2013 às 19:48 #

    @Diotupi

    Você está equivocado em um ponto, está comparando os games ao nada.
    Deixe-me discorrer.

    Como falei acima, o que é chamado de “game” atualmente na verdade é considerado uma “mídia digital interativa”. Ou seja, um programa/software que por meios sensoriais interage com o usuário. Você disse que se tirar as outras artes do cinema ele ainda seria cinema. Pois bem, um game também continuaria sendo um game, pois ele nunca deixará de ser o que ele realmente é, ou seja, um programa.
    A questão aqui é; O que difere o game de qualquer outro tipo de “programa”?, E não, o que difere o game de qualquer outro tipo de jogo? Consegue entender o ponto dos produtores agora?

    Se você retirar tudo que for “interação visual” de um game, se você retirar todas “as outras artes”, ele ainda será um game. Você ainda poderá interagir com ele (desde que saiba linguagem de maquina), suas regras, mundos e valores ainda estarão lá, mas de uma maneira indecifrável para a maioria dos humanos.

    É claro que estou sendo hipotético e seguindo a linha de raciocínio levantada por você. Mas na pratica isso que falou é impossível. Não existe como “retirar todo e qualquer outro tipo de arte” do cinema, o cinema é formado por estas artes e ao menos um “roteiro” ele vai ter. Com os game é igual, porém um pouco diferente.
    Não existe como desvencilhar as “outras artes” dele, mas ele ainda em seu miolo será um software, ele ainda precisará de um computador para operar.

    Aí é que está a reposta. Quem trabalha com games e os compara com outros softwares sabe (alias, aprende na marra) que sua diferença fundamental é permitir a interação com o usuário. Ele não deve apenas “funcionar”, mas sim “funcionar de forma que o usuário o entenda”, “funcionar de forma que o usuário cria empatia por ele”.
    Jogos não precisam ter empatia, eles precisam ter regras bem definidas, que nem sempre são fixas. As regras de um game são sempre fixas, caso contrário isso trás desequilíbrio para o “mundo proposto”. Um game, apesar do nome, não é “jogo propriamente dito” ele é “um programa que conversa com o usuário”. E isso é o que o difere de outros tipos de programas, mas ele nunca deixará de ser um programa.
    (Jogo no sentido antigo da palavra, não estou levando em conta a nova definição de “jogo”, que engloba RPG, TCG e tantos outros exemplos, estou seguindo seu raciocínio.)

    Entende agora por que eu falei no começo do texto que “você está comparando games ao nada”? Não existe um parâmetro antigo para se comparar, não existe um exemplo de algo se quer parecido, os “músicos renascentistas clássicos” ou “grandes escolas de pintura” não podem ser comparados aos games, pois programas não existiam naquela época.
    Quando os primeiros “jogos de peteca” foram inventados, não existia computadores.
    Quando Van Gogh “aprontava todas com seus pinceis”, não existia computadores.
    Comparar os games ao cinema é covardia. Comparar games a pintura, dança e musica é uma covardia ainda maior. Computadores não existiam nessas épocas, computadores são coisas atuais e a discussão, para ser saudável, tem a obrigação de seguir por essa linha.
    Se você quer comparar games a alguma coisa, o deve faze-lo comparando a outros tipos de software e entendendo o que o difere de “seus irmãos” (da mesma forma que você sabe diferenciar “cinema” de “um vídeo familiar”, apesar de ambos serem “irmãos”)

    A verdadeira arte dos games não está nos desenhos, não está nas composições belíssimas, não está nos roteiros maravilhosos que até rendem livros, não está nos efeitos especiais ou nas atuações dos atores. A verdadeira arte dos gemes é juntar tudo isso em programas interativos e dar essas perolas para o usuários “brincar de se imaginar nestes mundos fantásticos”. E é isso que a Square/Enix quis passar por meio dos itens que ela mandou para a ministra.

    Ela quis mostrar o que os seus artistas e todos os outros artistas no ramo podem expressar através de “meras linhas de código, em uma tela azul”.

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  51. Saulo Augusto Duarte 05/04/2013 às 08:17 #

    Marta Suplicy, foda-se. Games são cultura sim. Nossa, como tem pessoas imbecis nesse país que só sabem criticar os games. Ela é outra pessoa entorpecida que não sabe nada sobre games. Pelo menos em países como os EUA e o Japão, games são cultura. Marta Suplicy, você é uma grande idiota mesmo….

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