Budokai Tenkaichi: Sopa VS Canja de Galinha

6 jan

Surpresa! Vocês entraram aqui achando que era mais um post da série do Chuva de Nanquim, com aquelas briguinhas né? Peguei vocês, enganei vocês, vocês pensou que fosse outra pessoa (/Tiririca). Bem, o assunto que tá dando o que falar na Internet (depois do Jonas gostosão do BBB) é sobre a SOPA. E se você ainda acha que sopa ainda é o prato odiado da Mafalda, vou dar uma explicação rapidinha e com pouco embasamento teórico.

SOPA é uma sigla para Stop Online Piracy Act, um projeto americano que vai endurecer a batalha contra a pirataria. A ideia geral é que se um site oferece pirataria ele será, assim como o leitor que espera os mangás da Panini na data certa, punido.

Várias empresas decidiram curtir a ideia, como por exemplo todas as empresas do ramo do entretenimento, como empresas de músicas e filmes. Só que tem algumas que ficaram contra, como o Google e o Facebook. Por que? Porque qualquer usuário pode divulgar pirataria nesses sites, e com nisso os punidos seriam o Google e o Facebook. Por causa disso, esses sites já conversam sobre um apagão em seus serviços para protesto.

Mas onde estão as produtoras de games nesse circo? Como produtoras de conteúdo, assim como empresas de filmes e de música, elas devem estar ali na parte do “curtir”, certo?

Bem…

Como produtoras de conteúdo, por que as empresas de games deram pra trás? Assim como no final de Serial Experiments Lain, temos duas alternativas.

A primeira é que as empresas de games estão com o cu na mão porque… ai, desculpa, falei um palavrão. As empresas estão com o furico na mão porque podem sofrer atentados de pirateiros por apoiarem esse negócio. Aquele grupo que invadiu os servidores do Playstation já anunciou que o pau ia comer se a Sony continuasse de brimks com a galere.

A segunda, e principal alternativa, é que talvez as empresas estão mostrando que elas não se preocupam tanto assim com a pirataria. Segundo as leis, o Jailbreak do PS3 não é ilegal; a Nintendo nunca se importou muito com a pirataria no Wii e o Xbox 360 parece que foi eleito o videogame favorito do pessoal do Burajiru por suas facilidades em jogar de maneiras alternativas. E, mesmo com tudo isso, os jogos ainda estão vendendo pra cacete (Viram só? Agora não falei “caralho”), e recentemente o novo Call of Boring Duty já foi o jogo que vendeu mais rápido no mundo.

Levantamos dessa situação apenas que tudo é um grande jogo de interesses. O governo americano tem interesses em lutar contra a pirataria (estão arrecadando menos), e as empresas de games estão com medo/indiferença a respeito do assunto

Isso é o que tá acontecendo nos EUA. Lá no Império do Capitalismo os governantes reconhecem que a pirataria que mais causa prejuízo a eles é a virtual, então é onde concentraram os esforços. Agora, será que esse tipo de caça à pirataria chegará ao Burajiru? Mas é claro que desde já que sim! Conheça o nosso projeto nacional, a CANJA DE GALINHA!!!

Enquanto grandes potências decidiram ir atrás da pirataria virtual, que é a mais cometida no mundo, pequenas empresas (?) decidiram entrar na batalha NACIONAL contra a pirataria nas lojas físicas. Esse assunto, que deveria e É tratado pelo governo federal, agora tem mais uma frente de batalha: a campanha Canja de Galinha.

A campanha é muito fácil de entender. Você chega no vendedor de pirataria e fala “Meu filho, o que você tá fazendo é errado. O país perde muito com a sua pirataria. Para solucionar o seu problema, vou fazer você se tornar um afiliado da minha associação e aí você poderá comprar jogos através da distribuidora que, aliás, é a minha parceira.”. Genial, só que não.

O grande problema da campanha Canja de Galinha é que ela erra o foco. Ela parece tratar o vendedor como um ignorante que não sabe as vantagens de um produto original, e menospreza que esse tipo de venda de produtos alternativos acontece mais por causa dos preços elevados que por outras coisas.

Querer ajudar fazendo um projeto que eduque a população a usar produtos originais ninguém quer, né? É mais fácil chegar e culpar o vendedor. E não sou só eu e o professor Odilon que achamos isso, este site também teceu suas considerações sobre o projeto Canja de Galinha.

No fim, acho que tanto o primeiro mundo quanto os emergentes estão bem ferrados com o investimento dessas campanhas que visam apenas oferecer alimentos pouco sólidos.

Precisamos de mais sustância.

(Valeu leitor @GAMESFODA pelas correções)

***

(@maisdeoitomil)

19 Respostas to “Budokai Tenkaichi: Sopa VS Canja de Galinha”

  1. César Xavier (@cesartennou) 06/01/2012 às 20:39 #

    Véi…

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  2. Phillipe 06/01/2012 às 20:57 #

    Não gosto nem de SOPA nem de canja…

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  3. Ninguém 06/01/2012 às 21:05 #

    Essa campanha tá precisando de mais fibras…

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  4. Meteoros_pixelados 06/01/2012 às 22:47 #

    Pelo menos no PC, essa de games pirata por preços absurdos de impostos não cola. Steam é um dos maiores distribuidores digitais que propiciam preços ínfimos devido suas promoções.

    Aí vem a desculpa esfarrapada: “Não tenho cartão internacional”. Solução simples, existe dezenas de distribuidores de Keys da steam, cujo podem ser pagas através de boleto bancário.

    “Poxa, mas a internet da minha casa é lenta, demoraria uma semana baixando um jogo”. Amigo, sinto lhe informar, mas se você não consegue pagar uma internet que preste, você não precisa de jogos, mas sim de um emprego.

    “Mas eu adoro as caixinhas”.
    Ok frutinha, apenas os games em lançamento para PC custam R$99,00, quando um jogo fica velho, o preço vai caindo, chegando a R$19,90 ou até menos, geralmente encontrado nas bancas de jornal.

    “Mas ou gosto de ter muitos jogos”
    Caro desocupado, com um jogo, você vai perder em média oito horas no single player, mas no multiplayer, com amigos a jogatina pode durar anos.

    “Gosto do jogo, mas ele não tem multiplayer (Skyrin G.O.T.Y 2011), então não vale a compra”.
    Saiba que empresa precisa de grana (ah vá), se ela não obtiver um retorno, simplesmente vai deixar essa franquia de lado, você vai ajudar a matar grandes jogos.

    “Mesmo assim, vou na banca mais próxima”.
    Se mata seu merda.

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  5. Daniel 06/01/2012 às 23:21 #

    Sustância, kkkk faz tempo que não vejo/ouço isso.

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  6. jasque 07/01/2012 às 01:36 #

    Esperava um link fácil pro sankaku complex.

    I’m disappoint.

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  7. Tiago Szanto 07/01/2012 às 02:35 #

    Sopa Wins
    Flawless Victory

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  8. luciano 07/01/2012 às 11:09 #

    o foco da acigames foi principalmente os impostos altos, e a mara criticava, e agora q eles mudaram o foco para a pirataria, a mara continua criticando e diz q ERA MELHOR FOCAR NOS IMPOSTOS. essa anta deve sofrer de algum problema mental assim como os idiotas q vao na onda dela.
    ela so quer um motivo qquer para desmerecer o trabalho da acigames so pq tem birrinha do moacyr.
    atitude infantil.
    conheço um cara q tem grana mas prefere comprar games piratas pq segundo ele ”nao vale a pena gastar dinheiros em jogos”. nada melhor doq um incentivo, mesmo q virtual, para esse idiota se conscientizar e passar a contribuir com o mercado.
    a maioria dos meus amigos so querem jogos piratas tb. por mais q os games sejam baratos eles nao compram.
    ja eu nao gasto dinheiro alugando ou comprando filmes e series. baixo mesmo e foda-se. o dinheiro q guardo serve pra comprar games de ps3 e ateh de psp.

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  9. luciano 07/01/2012 às 11:21 #

    e nao pensem q eu axo q essa nova empreitada da acigames vai ter algum resultado.
    mas essa critica irracional da mara me irritou.
    diferente de varias outras em q concordei com ela.

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  10. anitajk 07/01/2012 às 11:51 #

    Odeio a campanha do SOPA e o prato sopa xD

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  11. Bruno 07/01/2012 às 12:09 #

    Mara, vc está equivocada em um ponto.
    O software não está apenas pra justificar a venda dos consoles, na verdade, é onde a grana realmente entra! A cada copia de Call of Duty vendida, uma boa parte da venda vai pra Microsoft/Sony/Nintendo… chama-se royalties isso =P
    Algumas empresas, inclusive, vendem o hardware com certo prejuizo (como foi o caso do PS3) justamente pra expandir a base e justificar o interesse de outras empresas produzirem game pro console.

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  12. Senseinoção 07/01/2012 às 15:28 #

    Mas diga-se de passagem, a ACIGAMES não teve resultado em nenhum de seus focos. Alias, muito do que foi feito já estava sendo planejado e algumas das grandes vitórias foram “conseguidas” por gente (leia-se políticos) que nem sabem da existência da associação ou são pequenas esmolas que parecem ser grandes fortunas.

    E é muito, mas muito inteligente você fazer uma campanha que ajuda apenas seu amigo né? Engraçado que quando é no governo, isso se chama corrupção, mal-feito e por aí vai. Gente, a discussão principal aqui não é os danos que um produto pirata causa, mas a intenção por trás dessa ação.

    Ou vocês realmente acham que quem ganha com a fama de ser o “responsável” pela ruína do mercado é o consumidor? Pq é isso que eles fazem, apontam o dedo na nossa cara e dizem que nós somos os culpados. E melhorar a situação, ou seja, comprar apenas jogos originais signigica forçar o vendedor a fazer o mesmo, que significa comprar da distribuidora que faz parte da ACIGAMES, que alias é a maior do país.

    Então, quem é que ganha mais com jogos originais? O consumidor malvado que arruina o mercado, ou a empresa quase-monopolista que vende esses jogos?

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  13. gwy 07/01/2012 às 16:57 #

    Deu sopa, eu baixo pro meu R4.

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  14. Panino Manino 07/01/2012 às 17:37 #

    Essa questão vai mais além da pirataria, é uma ferramenta que se cria onde um reclamante por tirar qualquer site do ar, todo ele, apenas fazendo um pedido sem que ele seja julgado.
    No mais, por mais que esperneiem o “pai” da internet já deu a opinião dele: não tem nada de errado nisso.
    Internet não é um direito, é uma ferramenta, e não é pública.

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  15. E as Fansubs? Tá na mira do SOPA também? Que se for aprovada, vamos ter que aprender japonês e viajar para o Japão para ver anime?

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  16. Senseinoção 07/01/2012 às 17:55 #

    Parabéns, vc provou que sabe ler qualquer blog que explica o SOPA e, quem sabe, a PIPA tb. Uhuuu.

    Agora, tenho certeza que o post não é para suscitar uma discussão acerca das possibilidade de cerceamento da liberdade virtual pela lei norte-americana e sua possível repercussão no futuro próximo, mas sim demonstrar como as grandes empresas – e governos – estão se focando na “área virtual” ao invés da “área física” e como pequenas empresas – e governos – estão se focando em algo que já não representa (em termos qualitativos) grande preocupação ou ameaça.

    Enfim, uma última coisa um pai que cria o filho para si próprio é um imbecil. Pais criam seus filhos para o mundo, a internet foi criada para determinados objetivos e foi, ao longo do tempo, sendo transformada no que é hoje, ou seja, não é o pai (ou pais) da internet que decidem seu futuro, mas sim seus milhares de filhos (usuários). Então, independente do resultado desta lei – que pode sim dificultar – os filhinhos encontraram novas formas (e muitas já foram desenvolvidas) para tornar essa iniciativa inútil.

    E, além da sua forma de escrever “hyper-moderna”, creio que vc deva investigar um pouco mais a distinção entre público e privado e a própria questão da autoria/propriedade.

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  17. Marskel 09/01/2012 às 17:42 #

    Prá quem tá lambendo as bolas do Moacyr: vai dar meia hora de bunda prá ele. A ACIGAMES não atingiu meta NENHUMA, nem das que tinha no INÍCIO, porque hoje mesmo perdeu totalmente o foco, e só consegue se dedicar em fazer queima de estoque prá grande distribuidora e limar parceria. Projeto burro da porra, e povinho mais burro ainda que baba ovo sem questionar por um segundo.

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  18. Marcos Paulo 10/01/2012 às 12:56 #

    Acho que a Acigames conseguiu sim muitas coisas:

    http://www.acigames.com.br/2012/01/retrospectiva-acigames-do-ano-de-2011/

    Mas como dizem por ai o pior cego é o que não quer ver.

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  19. Senseinoção 10/01/2012 às 13:20 #

    É Marcos Paulo

    O pior cego é aquele que não quer ver. Alias, pior do que o cego que não quer ver, é a pessoa que tem a capacidade de enxergar mas prefere se iludir com objetos brilhantes.

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