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Record e seu papel de troll na televisão do Burajiru

E ontem todos nós ficamos vendo a programação da Rede Record. Depois de mostrar a história do chimpanzé Jimmy, uma matéria sobre uma elefanta com artrite e uma matéria sobre uma mãe que matou o próprio filho, o Domingo Espetacular começou a matéria sobre games.

Veja o que deu:

Inspirada na falta de estrutura do programa Esquenta, que traz muitas pautas e nenhuma coerência entre elas, a Record mostrou uma matéria que… não fez muito sentido pra mim.

Começou mostrando jogos e intercalando com vídeos do que aconteceu em Realengo, aí entrevistaram o amigo do assassino, que dizia que estava chocado porque o louco sempre jogava os jogos mais recentes. Tá, e daí? O assassino tem culpa que você ainda joga Colheita Feliz que é o que o seu computador pode rodar? E você está chocado que ele jogava jogos violentos, mas o que é esse wallpaper no seu computador mesmo? Ah, o Sub-Zero?

Depois, houve uma explicação educativa sobre jogos violentos. Duke Nukem é apresentado como um jogo em que você sai matando todo mundo e se envolve com dançarinas de strip-tease. Faltou só mencionar que as dançarinas são apenas cenário e que as pessoas que você mata são monstros alienígenas.

Aí veio a especialista, que claramente é formada por correspondência pela UniEsquina, que usou uma lógica brilhante para dizer que as pessoas que jogam videogame VÃO virar assassinas. E começou a falar sobre o vício de videogames.

É aí que apareceu uma mãe falando que o filho começou a ficar violento com ela depois do videogame. “Mas não fisicamente, só verbalmente diz a senhora. É lógico que a culpa é dos videogames, e não da puberdade que mexeu nos hormônios do moleque.

E para encerrar a matéria, mostrou uma família feliz jogando Rock Band e dizendo que os games não podem influenciar negativamente uma pessoa se ela tiver boa estrutura.

O que eu vi nessa história é que tá tudo errado!

Primeiro quem errou foi a Rede Record em fazer essa matéria tendenciosa e que não acrescentou nada, apenas requentou o assunto do massacre em Realengo e que perdeu a coerência pela própria ordem das matérias: antes de falar de games mostrou uma mãe que torturava e que matou o filho sem comida. Ela também jogava videogame?

E quem errou também foram os fãs idiotas de games e os otakus. Ao ver a manchete sensacionalista todo mundo fez um baita barulho nas redes sociais, que causou um provável aumento de audiência na própria matéria. E muitos aproveitaram esse barulho para aparecer, como o Jogo Justo.

A ignorância dos fãs e o sensacionalismo do jornal alimentaram esse círculo vicioso e fizeram com que víssemos uma matéria que tem tanto sentido quanto o Mitsumasa Kido comer cem mulheres pelo mundo. E agora tenho que ver pessoas fazendo vlogs (parem com isso!!!) mostrando que aquilo foi parcial. Francamente! Se você acredita em imparcialidade no jornalismo, você também acredita que um coelho te entregou seus ovos de chocolate ontem e que a Naoko Takeuchi proibiu a redublagem de Sailor Moon S.

O que a Record fez foi criar uma matéria para atrair a atenção das pessoas e gerar polêmica e discussão. Exatamente….

…como EU FAÇO. Mas eu sou (um pouco) menos sensacionalista.

E agora vamos pensar no pobre Jimmy.

***

(Eu tenho Twitter!)

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17 comentários em “Record e seu papel de troll na televisão do Burajiru

  1. Em primeiro lugar, a Record é uma emissora Evangelhica e provavelmente parte do princípio que o video-game é obra do diabo como todo o resto das coisas que não gera lucro para a emissora.
    E em segundo lugar se a mãe do garoto da reportagem quisesse que ele não jogasse jogos violentos, desse um Wii para ele e o jogo do Kirby.

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  2. kk
    Eu nem fiquei esperando a matéria ontem
    Vi a matéria hoje num jornal dles depois do almoço
    Aí lembrei, Ahhhh
    A matéria q a Mara-Chan falou no blog, e continuei a assistir.

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  3. Não sei pra que tanta revolta contra o R7 por parte dos gamers, na matéria eles até falam que assassinos como o de Realengo são casos extremos e isolados. Ou seja, eles deixam bem claro que não é porque um moleque joga GTA que ele vai sair matando e trepando que nem louco. Afinal, se ele já faz isso no game, por que fará na vida real?

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  4. Se jogo influenciasse do jeito que falam, levando em conta que os jogos de sucesso do passado, estariamos com pokémons e e robos do megaman… Daqui a pouco vão falar que Star Wars influencia a NASA…

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  5. “Quando nóis num mata eles qui mata né” – jogos violentos fazem as pessoas assassinarem o português!!

    E eu achei incrível o menino que era grosseiro com a mãe, foi pra psicóloga e hoje em dia se diverte saudavelmente jogando paciência e brincando no paint! É um exemplo de vida! Vou trocar meus jogos violentos pelo paint.

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  6. A ignorância dos fãs e o sensacionalismo do jornal alimentaram esse círculo vicioso e fizeram com que víssemos uma matéria que tem tanto sentido quanto o Mitsumasa Kido comer cem mulheres pelo mundo. E agora tenho que ver pessoas fazendo vlogs (parem com isso!!!) mostrando que aquilo foi parcial. Francamente! Se você acredita em parcialidade no jornalismo, você também acredita que um coelho te entregou seus ovos de chocolate ontem e que a Naoko Takeuchi proibiu a redublagem de Sailor Moon S.

    Acertou no alvo Marosa: o mais engraçado é que gamers gostam de criticar outros fãs (otakus principalmente), mas quando mexem no terreno deles fazem o mesmo recalque ou conseguem ser piores. Aí a gente vê que o mal não são os gamers, os otakus etc… e sim as pessoas que são desses grupos. A mídia sempre vai endemonizar as coisas aliás por que não falaram que o camarada era religioso e lia a bíblia.

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  7. Meh, eu não acho exagero os gamers falarem no youtube que a materia da Record isso, e games aquilo… Eles mostraram o lado deles na história, coisa que a Record ignorou.

    E como apenas a internet dá a voz ao povo… blá di blá

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  8. e sobre a repreção de games aonde só maiores podem comprar, ate o wagner é contra isso. ele disse que deve sim ter um aconpanhamento mas sem repreção e reprimir é oque o MJ(ministerio da justiça) mais faz. lamentavel. o negoccio é sair na rua e dançar creu msmo XD, ekaa.

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  9. Po, quando eu li o “matou o próprio filho” em negrito, logo lembrei do ep do DBZ que o Goku deixa o Gohan lutar com o Cell e o Piccolo grita “MATOU SEU PROPRIO FILHO!!!”

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  10. Desde quando Record é emissora que preste?
    Eles apostam no sensacionalismo, cutucando um público burro que vai assistir o programa xexelento pra depois fazer vídeos no YouTube.
    Eles ganham audiência, os vídeos haters do YouTube mantém a emissora bagaceira na mente das pessoas e assim foi uma multidão manipulada.
    Semana que vem eles farão uma reportagem dizendo que ser otaku não é sadio e vão ganhar mais uns pontinhos.

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  11. Mara, o Guilherme Gamer fez um vídeo em resposta a essa reportagem da Record. Segue o link:

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  12. Raramente concordo com o que você diz,mas desta vez você está certíssima,pois sites como o Gamevício já fizeram várias matérias em relação a essa reportagem(eu disconfio até que eles estão sendo pago por alguém da record)e já encheu o saco!O justin biber e o restart só fazem muito sucesso hoje devido a um monte de retardados mentais que faziam uma baita propaganda xingando á ambos.É revoltante,pois essa devereia ser apenas mais uma matéria da record a ser ignorada.

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  13. Esse tipo de repotagem lembra muito uma piada:

    O menino chegou para o pai
    – Pai me da uma bicicleta.

    E o pai respode
    – Não filho você ja tem 3 canetas

    O menino ficou tralmatizado e nunca mais chupou laranja.

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  14. Esse tipo de reportagem lembra muito uma piada:
    O menino chegou para o pai
    – Pai me da uma bicicleta.
    E o pai responde
    – Não filho você já tem 3 canetas
    O menino ficou traumatizado e nunca mais chupou laranja.

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  15. “antes de falar de games mostrou uma mãe que torturava e que matou o filho sem comida. Ela também jogava videogame?”
    Ela jogava “bichinhos virtuais” e sempre que ela não gostava de alguma das crias, era só deixar ele morrer de fome e depois apertar o botãozinho preto atrás do mesmo pra começar de novo, só que na vida real apertar o botãozinho não funcionou.

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  16. A ignorância dos fãs e o sensacionalismo do jornal alimentaram esse círculo vicioso e fizeram com que víssemos uma matéria que tem tanto sentido quanto o Mitsumasa Kido comer cem mulheres pelo mundo. E agora tenho que ver pessoas fazendo vlogs (parem com isso!!!) mostrando que aquilo foi parcial. Francamente! Se você acredita em parcialidade no jornalismo, você também acredita que um coelho te entregou seus ovos de chocolate ontem e que a Naoko Takeuchi proibiu a redublagem de Sailor Moon S

    Mara só gostaria de esclarecer alguns pontos.
    Primeiro: o Mitsumasa Kido comeu cem mulheres, porque ele é a reencarnação de Zeus, isso fica implícito no mangá de Saint Seiya, e considerando que na mitologia grega Zeus era um grande sedutor não fica difícil de imaginar o porquê dele conseguir engravidar cem mulheres.
    Segundo: creio que você quis dizer “impacialidade” no trecho “Se você acredita em…”.
    Terceiro: sobre a reportagem da Record, tenho uma opinião parecida com a sua, pois é mais do que claro que a matéria foi tendenciosa assim como a revolta dos gamers na internet serviu apenas como uma propaganda gratuita para a matéria da Record.

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