Tag Archives: Pintando Zebras

Vagabond pela Nova Sampa e opiniões que mudam

22 out

Minna, vocês não sabem o que aconteceu! Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade? Claro que não, estou falando do graaaaaande anúncio do novo mangá da Nova Sampa, a republicação de Vagabond!!! É, a editora do Marcelinho Del Greco que era especializada em corte e costura agora publica mangás de gente grande, algo que algumas editoras que se dizem pop não conseguem. Como Vagabond é algo bem grande, vamos relembrar todos os itens:

É um mangá cancelado pela Conrad que não teve todos os seus volumes publicados, então uma outra editora pegou os direitos e vai publicar exatamente de onde parou, com o mesmo formato e o preço próximo. Se tudo der certo, rola publicar desde o primeiro de novo.

Como minha opinião não conta muito por aqui, vamos colar a opinião sempre sensata dos meus ÍDALOS do Jbox sobre esse assunto:

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Realmente é a melhor notícia do an…

OPA! Desculpa, minna, confundi tudo! Acabei colando essa notícia de 2010 sobre uma editora que pegou um mangá cancelado da Conrad para publicar de onde parou e foi considerada uma notícia excelente.

Agora não errarei mais, o que o Jbox falou?

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UM TIRO NO PÉ? =( Mas… mas… não é a mesma situação??? Caros amigos do Jbox, por que implicar com o Marcelinho Del Greco quando vocês exaltaram o lançamento do Evangelion que foi idêntico?  Entendo que devemos criticar as coisas, mas também podemos dar uma chance, ainda mais quando a editora dele tem se mostrado mais preparada que outras.

Mas não estou culpando vocês, não me entendam mal. Até porque mudar de opinião é algo muito bom quando percebemos um erro.  

Felizmente, isso é algo que não acontece comigo. Tenho a sorte de sempre acertar os meus julgamentos e palpites editoriais. Posso até falar de boca cheia:

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EU NUNCA MUDEI DE OPINIÃO

Mais de Oito Mil Interview – Entrevistando (de novo) Marcelo Del Greco!!!

2 out

Adivinha quem está de volta ao Mais de Oito Mil? Marcelo Del Greco! Depois de uma entrevista polêmica (relembre aqui) durante a época que o blog era melhor e mais engraçado que hoje, Marcelinho está de volta para responder novas perguntas sobre sua nova empreitada na editora Nova Sampa.

Mas Mara, sua blogueira que é tão gorda que sediaria em sua barriga um Anime Friends, o Quiabo Gyabbo já entrevistou o MDG há algumas semanas. Foi uma entrevista provavelmente mais séria e interessante que a sua.

E você que tá curtindo o enésimo requentamento de Evangelion com aqueles movies horrorosos e não reclama?

Voltando à entrevista, Marcelinho deu respostas objetivas (aka curtas) porque ele deve estar ocupado com seu novo trabalho de editor de mangás. Melhor que gente que fala mais que o homem do saco e no fim não consegue manter uma periodicidade de um mangá nacional… faleei.

IKIMASU ler o que Marcelo Del Greco tem a falar!

Mara: Marcelinho que não lê contos eróticos, sinta-se honrado por ser o primeiro convidado do Mais de Oito Mil a ter duas entrevistas distintas. E vamos começar com a pergunta mais importante da noite: quando surgiu a oportunidade de lançar mangás em uma editora especializada em revistas de tricô?

Marcelo: Estou muito honrado e deveras agradecido pela oportunidade. E você se esqueceu de citar as revistas de artesanato, croché, ponto cruz, piadas de salão e culinária – inclusive tem uma que ensina emagrecer comendo só berinjela que é uma beleza. Ah, sim, e eu leio contos eróticos e sou fã do Marcelinho. Suas histórias são bem, digamos, instrutivas. 0_o’ Quanto à oportunidade de trabalhar com a Sampa, ela surgiu meio que por acaso. Eu sou amigo do dono da editora, o Carlos Cazzamatta, há muito tempo por conta da Herói – para quem não lembra ou não sabe a Herói era publicada pela Sampa e a Acme, que depois virou Conrad, era o estúdio de produção. Há uns 3 anos, acabamos nos reaproximando por causa da Revista Preview, que eu apresentei para o Carlos e aí, quase no meio desse ano, pintou a oportunidade de trazermos mangás juntos.

Mara:O mercado parece ser um pouco mais duro para editoras sem tradição em mangás. Tem uma aí que anunciou dezenas de títulos e não conseguiu colocar nem ¼ nas bancas. Não foi ousado de sua parte anunciar tantos (e tão longos) mangás assim pela Nova Sampa?

Marcelo: Eu até gostaria de ter anunciado mais títulos. Mas no curto espaço de tempo que tive desde que vim para a Sampa está de bom tamanho. Além disso, o fato de termos anunciado os mangás não quer dizer que vamos lançar tudo na banca de uma vez. Vamos começar com Hitman e Yakuza Girl – que é bem curtinho, só 2 volumes. Depois vêm Ikkitousen e Oldboy.

Mara:Todos os títulos anunciados têm em comum serem destinados aos adultos. Você está lançando porque vê um nicho inexplorado de mercado ou porque é o que tinha pra hoje?

Marcelo: Entendo que é um nicho pouco explorado e que tem títulos que realmente podem atrair desde o leitor tradicional de mangás como novos. E também é uma maneira de expandir o mercado e não saturá-lo ainda mais.

Mara: O seu jeitinho peculiar de adaptação ganhou fama mundial e virou até seção fixa em um grande blog da imprensa especializada. Nos mangás da Nova Sampa vamos ter de novo isso ou a repercussão do caso te fez repensar o seu modo de vida?

Marcelo: Tudo depende do mangá. Tem aqueles que em que cabe uma gracinha aqui, outra ali. E tem outros que ficaria sem sentido. Por exemplo, Fairy Tail cabia um Pintando as Zebras, o mesmo já não vale para Golgo 13. Mas o mais importante sempre será não mudar o sentido das falas originais. Além disso, essa é uma maneira de destravar os diálogos e dar mais dinamismo às falas em português. Do contrário, as traduções dos mangás iriam ficar parecendo algum japonês que fala male-male nossa língua.

Mara: Já decidiram formato, preço e esses detalhes? E que tal extras ensinando a fazer ponto-cruz de Ikkitousen, olha que nem tô cobrando por essa sugestão.

Marcelo: Sim, tudo decidido. E pode deixar que vou criar uma coleção Aprenda Corte e Costura com a Hakufu Sonsaku e suas amigas ; )

Mara: A imprensa especializada (pff) não é muito sua fã, tem uns aí que soltaram rojões quando você saiu da JBC. Você acha importante fazer uma média com esse pessoal especializado ou o nicho que acompanha esses blogs não é o mesmo nicho que compra os mangás?

Marcelo: O importante é gostarem dos títulos que a Sampa está trazendo. O resto é consequência.

Mara: Na JBC você devia contar com uma equipe grande. Como a Nova Sampa não publica quadrinhos, onde foi que você arranjou pessoas pra te ajudar?

Marcelo: Tem muito profissional competente no mercado. E, por sorte, conheço alguns.

Mara: Duas editoras que estão voltando aos mangás são a Abril e a Nova Sampa. Você acha que é mais fácil entrar editora grande ou pequena?

Marcelo: Talvez para uma editora menor seja mais fácil porque a meta de vendas é bem menor que de uma grande. Mas também depende do título que será lançado por cada uma, do contrato que foi feito e tals.

Mara: Bate bola, jogo rápido. Direi algumas palavras e você diz a primeira coisa que vem à sua cabeça. É tipo um teste psicotécnico, mas eu não posso emitir carteira de motorista.

Eventos de Anime – diversão

Fansub - fãs

Mangá nacional – quem sabe um dia

Republicação de mangás - legal

Encontro com Fátima – assistir o SBT

Mara: Muito obrigada pela sua nova entrevista ao blog. Para encerrar a entrevista, diga alguma frase de efeito digna de Cavaleiros do Zodíaco que seria algo que a Nova Sampa gritaria para avisar às outras editoras de mangá que está entrando na briga.

Marcelo: Acho que nem precisa. Todo mundo já está sabendo que a Sampa veio para ficar. ^^ E valeu mais uma vez pelo convite. Quando precisar, estou aí firme e forte à disposição. ^^v 

Escalação completa do elenco de xxxHolic

10 set

A não ser que você tenha pegado no sono de sexta até agora por causa da sua vó contando como ela se emocionou com o fim da novela das seis, você deve saber que xxxHolic vai ganhar um dorama. Para você que não sabe, dorama é quando os japoneses querem dar trabalho pra aquelas atrizes de dentes acavalados e atores afeminados, aí eles pegam um mangá de sucesso pra economizar em roteiro.

Como é de praxe aqui no Mais de Oito Mil, achei melhor eu mesma fazer a escalação para não termos os problemas dos doramas da Grande Nação Japonesa.

IKIMASU!


Yuko – Narcisa Tamborindeguy

Narcisa é a melhor pessoa para interpretar uma mulher doida que fala coisas sem sentido e que são hipervalorizadas por algum motivo que parece lógico para todo mundo. Badaloooo!

Watanuki – Sérgio Mallandro

Só Serginho pra fazer o papel de um cara chato que fica toda hora sendo inconveniente e gritando. No eyecatch do dorama ele vai fazer uma versão da porta dos desesperados, valendo prêmios para o telespectador.

Himawari – Zooey Deschanel

A Himawari é a puta que todo mundo paga pau, mas que na verdade quer mais é foder a vida de todo mundo. Quem nem a Zooey Deschanel, que virou a embaixadora dos nerds e nos irrita com sua cara nos tumblrs da vida.

Doumeki – Yayoi Aoba

Quem faria melhor esta pessoa apática e sem carisma que Yayayoi Yayoi Aoba? Aí em cenas de grande confusão mental, o Watanuki pode perguntar “qual é a verdade?” e a melhor personagem do mundo diz que a verdade é que o capitão está proibido pelo médico de jogar futebol.

Mokona preto (CG produzido pela Vídeo Brinquedo)

Como não poderia escalar ninguém para esse papel sem ser chamada de preconceituosa, achei melhor fazer o Mokona ser uma CG feita pela Vídeo Brinquedo, cujas contribuições ao imaginário popular incluem o sucesso Carrinhos e Ursinho da Pesada.

Participação Especial: Pomba na Balaia (Marcelo Del Greco)

Com um elenco estelar desses, prevejo uma audiência maior que o programa da Inezita Barroso!

Entrevistando Marcelo Del Greco

15 mar

Oi, minna. Não, não vamos ter outra entrevista com o editor da JBC que não me mandou tirar o blog do ar por ter usado sua foto na Caras de Otaku. Acontece que a loja Comix e a Rádio Animix (estamos em 2012 e ainda existe rádio online no mundo) vão entrevistar o famigerado Marcelo Del Greco com perguntas feitas pelas pessoas no Facebook.

Como o meu BFF da JBC não está em seu álbum de fotos do Facebook, não há motivos para dar muitas explicações ou revelações. E para poupar o trabalho de responder às mesmas perguntas com as respostas vagas de sempre, venho sugerir o uso daquele site divertidíssimo, o Lero Lero, para as respostas. Olhem como ficaria:

 “Qual é o gosto do leitor brasileiro atualmente? ”

***

 “Gostaria de saber em média quanto é o lucro da JBC por mangá vendido?”

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“Por que a JBC tem uma quantidade de títulos shoujo tão pequena?”

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“com tantos artistas brasileiros em começo de carreira ,por que não foi feita uma coletânea dando oportunidades a eles?”

***

“Existe uma “lenda”, um disse-me-disse que afirma que o mangá boy’s love Gravitation foi um fracasso de vendas, isto é verdade? ”

De nada, Del Greco.

Vitória da Otakada! Dublador é afastado da tradução de Fairy Tail!

13 mar

Sabe quando você tá lá vendo o Jornal Hoje e passa uma reportagem sobre a importância da especialização para conseguir um emprego? Ah, você prefere ver a reprise de Power Rangers? Tá, eu conto como é. Eles falam que sabendo outro idioma você pode tanto conquistar o emprego dos sonhos quanto manter o que você tem. Bem, agora temos a confirmação da tese do Jornal Hoje:

Guilherme Briggs, aquele dublador, cantor, tradutor, dançarino, desenhista, fantochista, ilustrador e estudante de etc, foi afastado de sua função como tradutor do mangá Fairy Tail porque apenas conhecia o inglês, e o material neste idioma estava indisponível. Assim, a tradução de Fairy Tail passa a ser feita do Japonês, e agora tem até glossário para competir em excessos com a Panini.

Para quem não lembra, neste post tivemos a denúncia (quem vê a palavra acha que é coisa grave e séria) sobre a tradução do Fairy Tail ter sido feita com base no inglês cheia de piadinhas e gírias regionais. Questionado no Twitter, o dublador mandou irmos ver quem pintou as zebras e disse que é importante para o indivíduo se esforçar em conhecer novas gírias.

Como uma pessoa boa e não rancorosa, seria incapaz de demonstrar qualquer sentimento de felicidade pelo afastamento. Muito pelo contrário, vou mostrar que sou superior e relevo os erros do passado, do presente e do futuro! Para mostrar essa superioridade, entrei em contato com o empresário Roberto Jutsu para que ajude Briggs neste momento delicado de sua vida.

Sugiro que use o dinheiro do seguro-desemprego para um curso japonês, pois foi a segunda vez que você foi afastado de um trabalho pelo mesmo motivo.

Simulado Surpresa do ENEM – Dois estilos diferentes?

27 fev

SURPRESA! Depois do carnaval chegou a hora de começar a estudar de verdade. Para evitar que você corra até o fiscal da sala e rasgue as provas do MEC como se fossem notas de Escola de Samba, que tal se empenhar nos simulados do MdOM?

(ENEM)

Tendo como base os quadrinhos exibidos acima, respondam a alternativa que mostra do que se trata essa afronta.

(a) É mais um trabalho porco do Marcelo Del Greco, porque ele adora estragar mangás com gírias que ninguém entende.

(b) Mais um mangá da JBC que acha que todo mundo entende essas gírias malucas.

(c) “Pajear”? Deve ser mais uma coisa que o Marcelo Del Greco viu no Pânico. Eu moro na região XXXXX e nunca ouvi essa gíria. “Cumé qui é”? Esse Marcelo Del Greco está DESTRUINDO a língua portuguesa.

(d) Isso é mais um motivo pelo qual eu não compro mais mangás da JBC. O editor lá é um tosco que enfia gíria em tudo e escreve errado achando que tá um trabalho legal.

(e) Trabalho de uma JBC medíocre e de um editor relapso e que quer aparecer mais que o próprio mangá.

Resposta abaixo:

Resposta Correta: Nenhuma das Anteriores

A resposta certa é que esses diálogos são do mangá Morango 100% publicado pela Editora Panini, aquela que faz edições perfeitas segundo toda a imprensa especializada (pff). Procure seu deus agora.

(Dica do Leitor José Roberto, que espero não ser o JRP)

***

(@maisdeoitomil)

Escalada Mais de Oito Mil – Fama, fogão e outras notícias

2 ago

Olá otakada diferenciada que também acordou de mau humor! Em um dia sem pauta, nada melhor do que aproveitar esse verão maravilhoso na Europá para compartilhar com vocês esses meus bons link. Se você acessa o Mais de Oito Mil pra ficar inteirado das notícias do dia… então você está fodido, pois a última coisa que eu faço é isso. Mas vamos para o que importa, que é a ESCALADA!

Segundo o Japan Pop Cuiabá, cidade que fica no Mato Grosso do Sul de acordo com a Banda Restart, o governo japonês vai dar um prêmio de honra para as jogadoras da seleção feminina de futebol, por terem ganhado o campeonato mundial.

Considerando a sociedade machista, esperamos que não seja um fogão ou mais uma ilustração do autor de Super Campeões, senão a palavra “punição” seria mais plausível na notícia.

Segundo o Animepró, que sempre impressiona pela relevância da pauta, a criadora da Hello Kitty fez um novo bicho pra ganhar dinheiro. A cachorrinha Rebecca, ainda segundo a notícia, gosta de fazer compras, comer doces e se vestir bem.

Observando essas três características, já vemos que as otakas não vão comprar nada da personagem por falta de identificação na última categoria.

O Jbox postou que a série Tiger & Bunny vai ganhar um mangá. Mostrando total desconhecimento e tentativa de zoar com qualquer coisa, eles decidiram traduzir o nome do mangá para desvalorizá-lo perante os leitores.

Uma atitude lastimável deste grande site, que só o faz ficar próximo do nível de um certo blog que tem o nome de um clássico meme do anime Bola de Dragão Z.

E o nosso parceirão J-Wave publicou que Marcelo Del Greco, aqueeeele que entrevistei faz um tempo, colocou no Facebook as capas dos novos mangás e escondeu uma surpresa na foto, que no caso é a continuação de Rosario + Vampire.

Com isso, o álbum de fotos do Marcelo Del Greco no Facebook vai se tornar muito mais visitado que o álbum de fotos do seu ex-namorado, aquele canalha.

E a Folha publicou que uma rede norueguesa vai tirar das prateleiras os jogos que teriam inspirados o louco responsável pelo lamentável massacre. Os jogos que serão retirados serão World of Warcraft e Call of Duty.

Após a publicação desta notícia, ouvi gritos vindos do bairro da Barra Funda, em São Paulo. É o Paulo Henrique Amorim gritando É PAUTA! É PAUTA! É PAUTA!”.

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The Recalling

30 jun

Deu no Twitter do Chuva de Nanquim:

E depois deu no twitter do @rdrigopimentel:

Então a JBC errou as páginas do mangá e decidiu imprimir um recadinho avisando que estava errado ao invés de providenciar um recall? Vamos ver esse recadinho:

Enquanto você otaku que nem compra Ranma ½ começa a xingar muito no Twitter por essa sem-vergonhice e criando evento no Facebook pra boicotar a editora, eu vejo o lado positivo disso.

“Mas Mara, sua gorda que não vira homem quando joga água quente, e qual o lado positivo disso?”

Porque essa é a chance da JBC começar a colocar esses recadinhos de erro em toda edição problemática. Já imaginaram?

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RESULTADO do Grande Debate – Tradução de Mangás

6 jun

Surpreendendo o leitor Houndurr e a minha preguiça que me dizia para ficar na cama quentinha ao invés de digitando esse post imenso, estamos aqui de volta para terminar de uma vez por todas a discussão sobre tradução de mangás. Foram mais de 200 comentários aqui no blog, um recorde. Milhares e milhares de pessoas  leram o post e muitas deram suas opiniões, postaram flames e discutiram sobre a cultura da Grande Nação Japonesa. Minha idéia era deixar o post pra lá, mas como teve tanto comentário, é minha obrigação fazer uma síntese de tudo, falar quem ganhou a discussão, dizer MINHA opinião sobre as traduções de mangá etc.

Então IKIMASU começar a discussão! Durante o post teremos vários dos comentários relevantes que o tópico teve, mostrando a grande inteligência de meus leitores e como eles conseguem articular seus argumentos parciais de uma maneira gentil e civilizada.

Analisando o grosso dos comentários, deu pra ver que a grande maioria é #TeamPanini, por buscar um mangá fiel ao original da Grande Nação Japonesa. Muitos dos leitores gostam de conhecer a cultura mais rica e o mangá é a principal porta para tanto conhecimento.

Pronto, isso é o que os leitores disseram estatisticamente, mas lendo os comentários vemos coisas bem interessantes.

Todos, mesmo os #TeamPanini e os #TeamJBC concordaram em um ponto sobre a JBC: ela inventa demais. A JBC, buscando uma popularização do mangá no Burajiru, começa a colocar frases engraçadinhas e gírias. E todos concordam que o problema está nessas frases. Um mangá japonês não vem com referências a Pânico na TV ou ao Chaves.

E a maior briga nos comentários foi sobre os tão falados honoríficos. Aqueles –chan, -kun, -san foram defendidos por unhas e dentes por muitos, que alegam que aquilo é a representação hierárquica da complicada cultura mais rica e que isso não deveria ser traduzido. Outros acham que é uma baita preguiça não traduzir essas coisas, e que isso seria um otakismo desnecessário. E falam que, mesmo estando tudo explicado no glossário, o mangá deveria ser uma leitura fluida e descompromissada, e não uma grande aula sobre métodos de tratamento da Grande Nação Japonesa.

Depois de trazer esse resultado do debate, que foi a vitória esmagadora da Panini, eu venho colocar a minha opinião, que foi formada com base nos comentários sensatos e alimentada pelos flames da Aline Kachel.

Eu decidi começar esse debate pois eu mesma não sabia qual era a minha posição sobre tradução de mangás. Depois de entrevistar o Marcelo Del Greco, eu achei até certo uma adaptação para facilitar o mangá para o público do Burajiru, mas não fui tão a favor das gracinhas que foram incluídas, como as pobres zebrinhas. E compro coisas da Panini, e o excesso de otakices me incomoda um pouco. Em Tokyo Mew Mew precisa mesmo de “nya” quando os gatos brasileiros falam “miau”? Então, a discussão fica entre os liberais da JBC e os conservadores da Panini.

E a minha solução para o caso é bem simples:

Eu sou #TeamConrad.

“Mas Mara, sua gorda trapaceira, essa opção nem tava na conta!”

E daí? Na vida e no Exame Hunter aprendemos que o melhor caminho nem sempre são os pré-definidos, e que precisamos ser criativos. E essa semana coincidiu com meu namorado me emprestando o Slam Dunk (que fiquei com vontade de ler depois de ler a matéria no Chuva de Nanquim).

Slam Dunk mostra uma escola japonesa, certo? Mas, lendo o mangá, eu não achei nenhum –chan, -kun ou qualquer outra otakice do gênero. Os personagens, quando têm um grau de proximidade digno de um –chan ou –kun, se chamam apenas pelo primeiro nome. E quando não são íntimos, se chamam pelo sobrenome. Não precisei de um grande sistema hierárquico pra entender isso. O Hanamichi Sakuragi é meio revoltado, então ele fala um português mais solto que os outros personagens, sem a necessidade de incluir frases do Chaves. E os apelidos são coerentes ao português.

“Ah Mara, sua gorda basqueteira, mas é porque é um shonen de porrada e esporte! Quero ver colocar essas coisas num mangá que mostra toda a poesia da cultura mais rica, como num shoujo.”

Um shoujo tipo Paradise Kiss, que também não tem –chan, -kun, -san…?

E citaram como exemplo um mangá da Panini chamado Sunadokei que os personagens falam sotaque caipira, e pra mostrar isso eles terminam as frases falando –ken. Não li o mangá, mas achei uma coisa meio idiota. Ou a Panini poderia ter escolhido uma outra palavra, ou então simplesmente omitir isso, não?

“Ah Mara, sua galinha caipira gorda, mas a autora queria que eles fossem caipiras e isso tem que estar no mangá.”

E no mangá japonês o Goku também não tinha um sotaque caipira? Não passaram isso nem pra nossa dublagem e nem pra nossa tradução do mangá, e tá tudo Entei até hoje sem ninguém reclamar.

Temos um purismo com os mangás da Grande Nação Japonesa que não temos com materiais de outras culturas. É como se valorizássemos de mais a cultura mais rica e desvalorizássemos a nossa própria cultura. Em gibis da Disney ou de Super-Heróis não vemos esse purismo que tem nos mangás. E ninguém considera que são fontes para se aprender cultura, como falam do mangá.

A função do mangá é divertir e contar uma boa história, e não complicar a vida do leitor com informações que, às vezes, nem são tão necessárias assim para se entender o que tá rolando. E como bem lembraram nos comentários, essa é a opinião dos otakus… e a opinião de quem lê mangá apenas porque se diverte pois viu o anime na TV? Não deve ser respeitada só porque não é conhecedor da Grande Nação Japonesa?

Isso tudo foi o que deu pra tirar do Grande Debate Mais de Oito Mil sobre tradução de mangás. O que valeu a pena nisso foi que eu consegui muitas visitas finalmente pudemos discutir sobre esse tema polêmico e, quem sabe, mostrar para as editoras o que realmente queremos. Porque eu sei que tem gente de editora que dá uma passadinha nesse blog…

Agradeço de novo a participação de vocês e nos vemos num futuro próximo num novo debate ou nos posts normais deste blog.

“Porrãm Mara, sua groda ambiciosa, você quer mais visitas para o seu blog, por isso vai fazer novos debates, né?”

Eu só tenho uma coisa a dizer disso:

FAZ TUDO PARTE DO MEU KEIKAKU!!!

***

Se você quer ler o post original do debate com todos os comentários, clique aqui.

Se quer ler o post do Quiabo Gyabbo comentando isso, clique aqui.

Se quer ler a entrevista com Marcelo Del Greco, clique aqui.

Se você ficou interessada em rir dos otakus que verão o show do FRESNO no Anime Friends, clique aqui.

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Grande Debate – Tradução de Mangás

30 mai

Oi minna! Estão prontos para mais uma seção do blog que eu invento e não levo pra frente que nem a Experiência Mais de Oito Mil? Bem, o Grande Debate funciona da seguinte maneira: eu vou expor um tema polêmico do mundo da cultura mais rica, aí coloco o reloginho na tela e vocês comentam como se não houvesse amanhã nos comentários sobre a questão. Aí eu invento depois alguma maneira de mostrar como foi esse debate em outro post.

Depois de explicado, é hora de soltar a vinheta!

Tô tão orgulhosa dessa vinheta… bem, vamos pro tema de hoje, que é TRADUÇÃO.

Um dos posts mais visitados do Mais de Oito Mil foi o da minha briga com o Guilherme Briggs por causa da história da tradução de Fairy Tail. Se você não lembra, vou refrescar a sua memória.

A Editora JBC lançou o mangá Fairy Tail e convidou o talentosíssimo dublador Guilherme Briggs para traduzir essa grande obra do cânone da Grande Nação Japonesa do inglês. Muitos reclamaram da tradução ter sido feita do inglês ao invés do japonês, mas para isso eu tô cagando. O meu problema foi que o dublador, naquele jeito irreverente e divertido que cativa as multidões, inseriu nos diálogos algumas piadas próprias que não estavam no original, além de colocar gírias bem regionais no mangá. E quando os fãs foram reclamar, ele foi bem pragmático: “As pessoas deveriam se abrir para aprenderem novas gírias. Nada como um recurso discursivo que você joga o seu problema na pessoa que te acusa, né minna?

O problema do talentosíssimo dublador, que acha que fazer a voz do Sílvio Santos em todos os personagens é igual a fazer comédia, é que ele está mexendo na obra original do autor. Não que o Hiro Mashima tenha feito uma grande obra e que mereça ser respeitada, mas ele é o autor e não colocou os personagens falando gírias ou referências.

Quando entrevistei o Marcelo Del Greco, além de assumir a culpa pela pintura das zebras, ele falou bastante sobre adaptação de quadrinhos da Grande Nação Japonesa. Ele disse que os fãs reclamaram de Fairy Tail porque não teve anime antes, porque Ranma ½ teve um anime cheio dessas irreverências e ninguém reclamou que elas estavam no mangá. Em um ponto ele está certo, pois nunca vi uma pessoa reclamando das gírias e piadinhas do mangá de Yu Yu Hakusho (talvez porque só um ou outro tenha reclamado). E olha que se você torcesse o mangá como um pano de limpeza sairiam escorrendo citações às pegadinhas do João Kleber e bordões do Zorra Total.

A Editora JBC acabou conseguindo uma “marca” de tradução, que segue uma linha um pouco mais solta. Os honoríficos (aquelas coisas de –san, -kun, -chan) quase não são usados, até porque o Burajiru não costuma usar isso em sua fala normal, e os personagens falam com uma coloquialidade que seria a menina dos olhos de ouro dos livros do MEC (alguns “você” viraram “cê”).

No outro extremo, encontramos a editora Panini. A editora que entope mensalmente nossas bancas com mangás tem uns costumes um pouco diferentes de traduções, como, por exemplo, o uso de todos os honoríficos (aqueles negócios que expliquei no parágrafo anterior. Se você se esqueceu o que é isso, bata sua cabeça oito vezes na parede enquanto grita “Eu preciso de um cérebro maior”) e de um nível de adaptação quase ZERO no mangá, ou seja, eles colocam todas as referências japonesas e depois colocam uma notinha no final do mangá explicando aquilo.

Para exemplificar o estilo de tradução e adaptação das duas editoras, pegarei um mangá que não foi lançado no Burajiru (Omamori Himari, que não faço a menor idéia do que se trata) e mostrar uma mesma página duas vezes, uma com a tradução da JBC e outra com da Panini.

***

Cada um dos estilos tem seus pontos positivos. O estilo JBC tenta fazer os mangás falarem português, eliminando coisas que são desnecessárias para a nossa leitura e adaptando as coisas para deixar engraçado para quem tem uma cultura bem menos rica. Já o estilo da Panini segue fielmente o estilo japonês e é uma excelente maneira de se conhecer a cultura da Grande Nação Japonesa.

E sobre os contras? Os personagens na JBC fazem mais citações a Chaves e ao Pânico na TV que eu faço da Luisa Marilac, e isso pode parecer estranho pois sabemos que os personagens do mangá não assistem esses programas lá (mas a Marilac é conhecida no mundo inteiro, principalmente na EuroPÁ). E a Panini é tão fiel, mas tão fiel que acaba restringindo um pouco o mangá a um público bem fechado, que não estranha as referências e honoríficos. Lembro uma vez de emprestar o mangá pra uma amiga não-iniciada e ela me perguntar se –kun era o sobrenome dos personagens. Eu me pergunto, isso é realmente necessário? Não se pode só colocar o nome e/ou sobrenome?

Bem, agora o momento Capitão Planeta, em que o poder é de vocês. Espero que todos os quatro leitores desse blog discutam nos comentários a seguinte pergunta:

“Vocês são #TeamJBC ou #TeamPanini? Ou nenhuma das duas? Afinal, como vocês gostariam que fossem as traduções de mangás no Burajiru?”

***

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