Adivinha quem está de volta ao Mais de Oito Mil? Marcelo Del Greco! Depois de uma entrevista polêmica (relembre aqui) durante a época que o blog era melhor e mais engraçado que hoje, Marcelinho está de volta para responder novas perguntas sobre sua nova empreitada na editora Nova Sampa.
“Mas Mara, sua blogueira que é tão gorda que sediaria em sua barriga um Anime Friends, o
QuiaboGyabbo já entrevistou o MDG há algumas semanas. Foi uma entrevista provavelmente mais séria e interessante que a sua.”
E você que tá curtindo o enésimo requentamento de Evangelion com aqueles movies horrorosos e não reclama?
Voltando à entrevista, Marcelinho deu respostas objetivas (aka curtas) porque ele deve estar ocupado com seu novo trabalho de editor de mangás. Melhor que gente que fala mais que o homem do saco e no fim não consegue manter uma periodicidade de um mangá nacional… faleei.
IKIMASU ler o que Marcelo Del Greco tem a falar!
Mara: Marcelinho que não lê contos eróticos, sinta-se honrado por ser o primeiro convidado do Mais de Oito Mil a ter duas entrevistas distintas. E vamos começar com a pergunta mais importante da noite: quando surgiu a oportunidade de lançar mangás em uma editora especializada em revistas de tricô?
Marcelo: Estou muito honrado e deveras agradecido pela oportunidade. E você se esqueceu de citar as revistas de artesanato, croché, ponto cruz, piadas de salão e culinária – inclusive tem uma que ensina emagrecer comendo só berinjela que é uma beleza. Ah, sim, e eu leio contos eróticos e sou fã do Marcelinho. Suas histórias são bem, digamos, instrutivas. 0_o’ Quanto à oportunidade de trabalhar com a Sampa, ela surgiu meio que por acaso. Eu sou amigo do dono da editora, o Carlos Cazzamatta, há muito tempo por conta da Herói – para quem não lembra ou não sabe a Herói era publicada pela Sampa e a Acme, que depois virou Conrad, era o estúdio de produção. Há uns 3 anos, acabamos nos reaproximando por causa da Revista Preview, que eu apresentei para o Carlos e aí, quase no meio desse ano, pintou a oportunidade de trazermos mangás juntos.
Mara:O mercado parece ser um pouco mais duro para editoras sem tradição em mangás. Tem uma aí que anunciou dezenas de títulos e não conseguiu colocar nem ¼ nas bancas. Não foi ousado de sua parte anunciar tantos (e tão longos) mangás assim pela Nova Sampa?
Marcelo: Eu até gostaria de ter anunciado mais títulos. Mas no curto espaço de tempo que tive desde que vim para a Sampa está de bom tamanho. Além disso, o fato de termos anunciado os mangás não quer dizer que vamos lançar tudo na banca de uma vez. Vamos começar com Hitman e Yakuza Girl – que é bem curtinho, só 2 volumes. Depois vêm Ikkitousen e Oldboy.
Mara:Todos os títulos anunciados têm em comum serem destinados aos adultos. Você está lançando porque vê um nicho inexplorado de mercado ou porque é o que tinha pra hoje?
Marcelo: Entendo que é um nicho pouco explorado e que tem títulos que realmente podem atrair desde o leitor tradicional de mangás como novos. E também é uma maneira de expandir o mercado e não saturá-lo ainda mais.
Mara: O seu jeitinho peculiar de adaptação ganhou fama mundial e virou até seção fixa em um grande blog da imprensa especializada. Nos mangás da Nova Sampa vamos ter de novo isso ou a repercussão do caso te fez repensar o seu modo de vida?
Marcelo: Tudo depende do mangá. Tem aqueles que em que cabe uma gracinha aqui, outra ali. E tem outros que ficaria sem sentido. Por exemplo, Fairy Tail cabia um Pintando as Zebras, o mesmo já não vale para Golgo 13. Mas o mais importante sempre será não mudar o sentido das falas originais. Além disso, essa é uma maneira de destravar os diálogos e dar mais dinamismo às falas em português. Do contrário, as traduções dos mangás iriam ficar parecendo algum japonês que fala male-male nossa língua.
Mara: Já decidiram formato, preço e esses detalhes? E que tal extras ensinando a fazer ponto-cruz de Ikkitousen, olha que nem tô cobrando por essa sugestão.
Marcelo: Sim, tudo decidido. E pode deixar que vou criar uma coleção Aprenda Corte e Costura com a Hakufu Sonsaku e suas amigas ; )
Mara: A imprensa especializada (pff) não é muito sua fã, tem uns aí que soltaram rojões quando você saiu da JBC. Você acha importante fazer uma média com esse pessoal especializado ou o nicho que acompanha esses blogs não é o mesmo nicho que compra os mangás?
Marcelo: O importante é gostarem dos títulos que a Sampa está trazendo. O resto é consequência.
Mara: Na JBC você devia contar com uma equipe grande. Como a Nova Sampa não publica quadrinhos, onde foi que você arranjou pessoas pra te ajudar?
Marcelo: Tem muito profissional competente no mercado. E, por sorte, conheço alguns.
Mara: Duas editoras que estão voltando aos mangás são a Abril e a Nova Sampa. Você acha que é mais fácil entrar editora grande ou pequena?
Marcelo: Talvez para uma editora menor seja mais fácil porque a meta de vendas é bem menor que de uma grande. Mas também depende do título que será lançado por cada uma, do contrato que foi feito e tals.
Mara: Bate bola, jogo rápido. Direi algumas palavras e você diz a primeira coisa que vem à sua cabeça. É tipo um teste psicotécnico, mas eu não posso emitir carteira de motorista.
Eventos de Anime – diversão
Fansub - fãs
Mangá nacional – quem sabe um dia
Republicação de mangás - legal
Encontro com Fátima – assistir o SBT
Mara: Muito obrigada pela sua nova entrevista ao blog. Para encerrar a entrevista, diga alguma frase de efeito digna de Cavaleiros do Zodíaco que seria algo que a Nova Sampa gritaria para avisar às outras editoras de mangá que está entrando na briga.
Marcelo: Acho que nem precisa. Todo mundo já está sabendo que a Sampa veio para ficar. ^^ E valeu mais uma vez pelo convite. Quando precisar, estou aí firme e forte à disposição. ^^v


























































