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O meu problema com o Love Hina da JBC

5 mai

Oi, minna, tudo bem? Vou dar uma pausa nesses dias sem post para voltar com um artigo opinativo, que kuso né? Tudo começou com a segunda maior decepção do meu namoro que foi quando meu kareshi querido comprou a republicação de Love Requentina da JBC (a primeira decepção foi quando começamos a namorar e ele usava um wallpaper do Sasuke para representar a subjetividade adolescente dele). Resultado: quase terminei o namoro com ele.

“Mas Mara, sua blogueira que ainda deve a matéria do K-Pop no Gilberto Barros, por que essa republicação te incomoda tanto? Você teve algum ex que era igual ao Keitarô-kun?”

SOME DAQUI! SAI DO MEU PROGRAMA!!! EU NÃO ADMITO ALGUÉM QUE USA OS COMPLEXOS E INTRADUZÍVEIS HONORÍFICOS JAPONESES!!! NÃO QUERO MAIS VER A TUA CARA!!! BAIXARIA É VOCÊ!!! MACHO TEM PRA TODA HORA!!!

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Desculpa, minna, eu me exaltei. Mas, então, meu problema com o Love Hina é o que ele representa para o mercado de mangás. Acompanhem meu raciocínio. Quais são os motivos alegados para a JBC lançar o mangá de Love Hina? Vamos enumerar abaixo os motivos:

1- Foi um dos primeiros mangás da editora e alguns volumes são mais raros de se encontrar que notícias sobre a saúde da Ai Yazawa.

2- É muito querido pelos otakinhos, porque foi um dos primeiros animes a ser legendado e distribuído pela interwebs.

3- Tem mulheres gostosas se prestando a poses comprometedoras, fruto de uma mente doentia.

Todos esses motivos justificam uma boa venda, então a editora está certa de publicar Love Hina. Devemos lembrar que a JBC não é casa de caridade, e busca o lucro acima de tudo. O que eu vejo de errado é um detalhe bem simples: a editora está publicando isso porque não tem mais nada de relevante para publicar.

O mercado de mangás do Burajiru é movido a shonens. Isso vem desde os primeiros lançamentos dessa nova fase dos mangás, com Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. E quem é que tem os shonens mais relevantes do mundo? A Shonen Jump. E quem publica mais shonens da Shueisha? A Panini. Alguns shojos até surpreendem, mas são minoria.

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Não adianta a JBC se revirar, os mais importantes shonens estão na concorrência. Seja por ter pacto com o Dabura ou por ter diversas maletas cheias de barras de ouro que valem mais que dinheiro, a Panini atualmente publica todos os medalhões: One Piece of Shit, <3 Dragon Ball <3, Naruto, Blixo, Torikocô etc… enquanto a JBC tenta convencer que está viva lançando mangás curtos (como Another e Level E) e outros que têm tanto apelo para o público geral quanto um workshop de Ikebana (estou falando de Genshiken mesmo).

A solução encontrada pela editora foi apostar em uma coisa mais forte que lançar um mangá de qualidade: o NOSTALGISMO. Não sei se vocês convivem com pessoas normais não-otakas, mas conheço muita gente que começou a comprar o relançamento de Sakura porque comprou no começo dos anos 2000.

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Ao invés de RENOVAR o público (algo que é complicado demais, convenhamos), a JBC preferiu oferecer algo ao pessoal que largou o mangá por algum motivo e não tem a menor garantia de voltar a esse mundo. Afinal, essas pessoas estão comprando porque gostavam de Sakura, e não por gostar de ler mangá.  E os relançamentos continuam. Veio Samurai X, veio Love Hina, veio Death Note (esse é um outro caso já), virá Yu Yu Hakusho etc…

O meu medo é que o já deficiente mercado de mangá entre na vibe dos relançamentos. Algum leitor espertão pode falar que nos EUA eles costumam relançar muita coisa, mas comparar o nosso mercado ao deles é o mesmo que comparar Ades Maçã com Mupy de uva.

Lembro, por exemplo, de uma famosa empresa da cultura mais rica que fez muito sucesso no passado, aí nunca mais conseguiu emplacar nada e hoje em dia vive apenas de seu passado.

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JBC, cuidado para não ficar cega.

Nota de Falecimento – Video Quest

13 fev

Oi, pessoal. Aqui quem está falando é a Mara e tenho uma notícia bem desagradável. O vlog Video Quest morreu. O motivo?

Essa menina é um gênio das comunicações. Por ser bonitinha e muito simpática, ela atrai o público dos otakus babões. E por postar vídeos de gatinhos fofos brincando, ela atrai o público feminino.

QUEM QUER VER O LEONARDO KITSUNE AINDA????

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(@maisdeoitomil)

MdOM Interview – Leonardo Kitsune e Fábio Urso do Video Quest

19 jan

Na entrevista de hoje, temos convidados muito especiais, e daqui alguns dias eles farão aniversário. Mas é lógico que estou falando dos Bragaboys, que comemoram quase uma década de ostracismo! Mas como não pude localizá-los para uma entrevista, me restou falar com Leonardo Camargo e Fábio… (Urso?), os criadores do Video Quest. Com todo o carisma de quem comanda o maior videocast de animes da blogosfera especializada (pff), eles vão mostrar que para comemorar o aniversário de um ano do vlog deles você precisa por a mão na cabeça e fazer um movimento sexy.

***

Mara: Sejam bem vindos ao Mais de Oito Mil. Pelo número de vezes que eu comentei sobre o Video Quest e passei o link do blog de vocês, muitos leitores devem achar que sou amiguinha dos dois e que essa entrevista é comprada. Para esses leitores, como explicariam o motivo do Video Quest ter sido chamado para uma entrevista nesse blog de respaldo (pff)?

Kitsune: Acho que é porque estamos pra completar um ano e… e porque você parece ir com a nossa cara, de algum modo.

Urso: Acho que é porque você é nossa amiga, mesmo. Não vou mentir, não.

Mara: Muitos, inspirados pelo PC Siqueira e pelo Felipe Netto, começaram a fazer vlogs engraçadinhos, alguns até sobre animes e mangás. Por que o Video Quest continuou e esses outros nunca saíram da primeira ou segunda edição? E vocês tiveram alguma inspiração?

Kitsune: Não sei dos outros. Na época que a ideia do VQ surgiu eu fiz umas buscas rápidas no YouTube tentando achar algo semelhante e não achei. Recentemente eu vi alguns, sim, mas em geral a garotada (são quase sempre adolescentes) acha que é só sentar numa cadeira, ligar a câmera, falar qualquer coisa e subir no YouTube. Mas talvez se eles tivessem tido a publicidade que tivemos (cacete, que repetitivo isso), eles poderiam ter ficado mais motivados a continuar. Sério, demos MUITA sorte de sermos “achados” pelo JBox logo no primeiro vídeo (aliás, foi o nosso amigo @HappyOli que twittou pro JBox o link do nosso vídeo, e deu no que deu. Valeu, Happy!) Quanto à inspiração; na época, nenhuma mesmo.  Só achávamos que as nossas discussões corriqueiras sobre animê podiam ser interessantes… Além do que, o VQ nasceu de um outro projeto (talvez um pouco mais ambicioso), idealizado há muito tempo atrás, por nós dois e pelo Azrael (que não participou do começo do VQ por ter se mudado). Nos vídeos, foi quase no esquema desse pessoal que eu exemplifiquei, mas com um mínimo de “pauta” e esforço pro vídeo ter alguma edição (1 ano inteiro assistindo tutorial do Vegas no YouTube…). O “formato” (se é que temos um…) foi se ajustando aos poucos, de acordo com o que o público foi ou não aprovando, e com o que nós mesmos queríamos falar nos vídeos.

Urso: Eu acho que está muito ligado à motivação. A maior parte desse pessoal só quer algo pra se divertir no fim de semana. Dá um puta trabalho fazer o Video Quest (tá certo que eu dou ainda mais trabalho atrapalhando a gravação…), e muitas vezes o trabalho é ingrato, e temos menos visualizações do que esperávamos de acordo com o material. Todo mundo quer ser o PC Siqueira e ter 1 milhão de views por vídeo, mas nem todo mundo é. Nós também não. É difícil acordar de manhã sabendo disso.

Mara: Ok, prolixidade. Me senti entrevistando o Lancaster. Continuando… vocês fazem coberturas, como as do AnimABC, com o apoio da organização do evento. Mesmo com a organização dando certa liberdade, vocês ficam com o ânus na mão de apontar falhas de um lugar que acolheu tão bem vocês?

Kitsune: Nem tanto. No caso do AnimABC, por exemplo, as falhas que vimos falamos diretamente ao Átila (organizador do AnimABC), durante o evento mesmo, já que ele é sempre interessado nas nossas opiniões. Mas nos vídeos a intenção não é fazer “resenha de evento”, e sim fazer 15 minutos de bobagem pra mostrar que o evento é divertido.

Urso: Primeiramente, não devemos cuspir no prato que comemos. E segundo, nos eventos que fomos não haviam grandes falhas estruturais (e quando achamos, falamos diretamente pros organizadores). Então, nunca participamos de nenhum evento que dê vergonha de mostrar; muito pelo contrário, foram todos bons eventos.

Mara: Let’s talk about Money. O que acham do Mineirinh… digo… quer dizer… No último Fest Comix vocês apareceram com vídeos patrocinados pela Comix e pela 89FM. Toda a blogosfera quer saber se vocês ganharam algum dinheiro de verdade ou se foi tudo em troca de divulgação. E dá pra ganhar dinheiro fazendo blog ou vlog?

Kitsune: Ganhamos, sim. E, já que ganhamos essa grana, posso dizer que dá pra ganhar dinheiro com blog sim, uai… Nós ganhamos, não?

Urso: Ganhamos 5 mil reais no Jogo da Vida e um hotel na Av. Atlântica no Banco Imobiliário. E depois dessa resposta, queremos ganhar brindes da Grow. Cadê, Grow?

Mara: Vocês fazem parte da imprensa especializada (pff) que dá opinião, que critica o que não gosta mesmo e que se foda. Sabendo disso, qual é o tipo de crítica de leitor mais ouvida nos comentários? O “Faz melhor então!” ou o “Ah, mas você gosta de XXXXX, que é bem pior que essa série que vocês falaram mal”?

Kitsune: Surpreendentemente, esses seus dois exemplos NÃO SÃO frequentes. Tem sempre o “vocês não entenderam/sentiram o animê”, aqueles mais diretos “vocês são uns merdas e não sabem nada de animê”, e os supostos machos-alpha, que preferem achar que somos virgens do que ouvir o que temos a dizer. Mas os que mais me irritam são: 1) quando fazemos uns vídeo de 15 minutos sobre algum animê qualquer e a única coisa que a pessoa tem a dizer é “fala de Code Geass”. Custa comentar o vídeo dessa semana também?; e 2) os que desconsideram nossos comentários só porque o Urso é gordo.

Urso: Seus exemplos, embora sejam irritantes, não ocorrem tanto. O que mais acontece mesmo é o “vocês não entenderam”. E isso me irrita até as profundezas das galerias da minha alma.

Mara: Muitos otakus consideram vocês como duas celebridades. Vocês lidam bem com esse tipo de coisa? Por exemplo: serem reconhecidos na rua, gente pedindo autógrafo, fazendo casalzinho com outras pessoas da blogosfera etc…

Kitsune: Essa história de formar casalzinho é de uma falta do que fazer que dá desgosto… já os outros são legais. Não costuma acontecer com frequência (umas duas vezes comigo, e outras duas com o Urso), mas quando acontece eu fico feliz e ao mesmo tempo MUITO sem graça. E o ego perfura os céus.

Urso: Nunca formaram casalzinho comigo, a não ser com o Kitsune. Quanto às pessoas me reconhecerem, me dá medo. Nunca sei o quão desengranhado eu estou. E eu costumo estar desengranhado com frequência.

Mara: Vamos para o Bate-Bola Jogo Rápido. Vou falar palavras e vocês arranjem uma resposta curta que valha para os dois:

Um sonho: Sermos autores de quadrinhos.

Um arrependimento: o Video Quest 10, sobre Madoka Magica. Tá uma merda aquilo.

Um atrevimento: Mara, bora pro OtakuBar, sua gostosa! E sem o kareshi!

Um real: Churrasco Grego com suco de detergente.

Inquietação: essa porrada de animê de menininha no colégio, toda temporada…

Pirataria é: NEXT!

Video Quest na opinião de Val Marchiori: “Ai gente, vai arranjar uma namorada e perder a virgindade, HELLOO-OW!”

Mara: Esse é o fim da entrevista. Deixem um recado para os leitores do Mais de Oito Mil, e pode ser em vídeo para atingir o público analfabeto.

Kitsune: Já estamos gravando mais de oito mil vídeos por fim de semana… não deu pra fazer o seu… desculpa…(Comentário da Mara: ULTRAJE!!!!!) Mas MUITO OBRIGADO! É a primeira entrevista da minha vida! Estou profundamente emocionado! Esse segundo ano do VQ vai nos dar muito trabalho, mas espero que nos recompense… e, amigos e “fãs” (não consigo escrever isso sem as aspas), continuem conosco e com toda a equipe do Video Quest: eu, Urso, Azrael, Kaneda, Rah e mais alguns que pretendemos sequestrar em 2012! E, Mara… EU TE AMO! (viu? agora também tem declaração de amor pra você)

Urso: Essa também é a minha primeira entrevista da vida, tirando entrevista de emprego; mas acho que pelo menos nessa eu fui bem. Boa sorte pra toda equipe do MdOM: você, o Kareshi, o Vegeta e o Professor Odilon. E saiba que o seu blog é o meu segundo preferido, só perdendo pro Sankaku Complex, que além de ser um outro nível de descompromisso com a realidade, não é nem um blog. Obrigado a todos que acompanham o Video Quest; espero não decepcionar vocês. Adeus.

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(@maisdeoitomil)

Pedação de Constrangimento do Século

18 set

Coloque no minuto 3:01 e veja Leonardo Kitsune cantando e dançando Single Ladies.

O post era só isso mesmo.

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Afinal, o que querem as otakas? – O bom filho a casa retorna

17 set

Boa noite Mara! Sua linda!

Eu não respondi antes porque eu achei muita prepotência da minha parte responder seus comentários e o da galerinha lá. Mas como sempre, as pessoas do mundo são bastante sinceras com a vida alheia, e elas abriram meus olhos. Realmente, eu tava reclamando de barriga cheia. Queria um drama na minha vida, agora que a mesma faz sentido, e eu tenho alguém pra amar. (…) Hoje tô vivendo o melhor momento da minha vida. (…)

Valeuzão mesmo, Mara \o/

Quem é você mesmo? Ah! É o leitor Rafael! Provando que minhas dicas sempre ajudam as pessoas. Que bom que você está vivendo o melhor momento da tua vida. Aproveite bem… porque ele vai acabar logo.

TSUGI!!!

 

Mara, preciso de ajuda… Meu nome é Rodney, tenho 15 anos.

Eu acho que sou gay, mas não tenho certeza. Há um tempo eu era um hétero machão, mas hoje tento esquivar de todas as garotas… Certo dia eu fui me masturbar e sem querer meu pensamento foi pra um amigo que me deu muito mais t**** que a garota na qual eu estava pensando…Será que isso só é coisa da minha cabeça,é coisa da puberdade ou eu sou gay mesmo ? Me ajuda por favor >_<

Se masturbou pensando num amigo e gostou disso? Pode ser puberdade e pode ser homossexualismo.

Mas quer saber a minha opinião? Significa.

Aproveite os dois e depois decida o que gostar mais. Sem crise.

TSUGI!!!

 

Bom dia, Mari tudo bem ? Bom eu conheço uma menina que vamos dizer que é bem bonita e tal eu gosto dela , mais como sempre não sei se ela sente o mesmo por mim. (…) Ela deve pensar que só porque somos amigos , que eu não gosto dela!

E o pior é que eu e ela somos muito tímidos. Várias pessoas já chegaram pra mim e pra ela perguntando se nós éramos namorados ou algo do tipo, e nesta hora nós dois ficamos com muita vergonha começamos a enrolar a pessoa que perguntou e não damos a resposta que sim ou não. (…) O que eu faço?

Adoraria te ajudar, mas meu nome é Mara, e não Mari. Deve ter sido engano, você discou errado.

Mas como estou bondosa, é fácil: seja homem. Quem não chora não mama e a necessidade é a mãe da criação.

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Mande sua dúvida amorosa para maisdeoitomil@gmail.com.

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Mais de Oito Mil Interview – Entrevistando o pessoal do JBox

12 set

Olá minna! Eu estou muito animada com os entrevistados de hoje. Vou dar uma dica para ver se vocês adivinham! Um gosta muito de Final Fantasy VII e o outro gostaria que a abertura de DNA² estivesse em Inuyasha. Ainda não descobriram? Eles cuidam do melhor site informativo da interwebs do Burajiru, na minha humilde opinião (falando de humildade que nem o Netoin). Mais dica? A entrevista aconteceu no flat de um deles, que tem uma vista para o mar e dezoito criadas louras de olhos azuis e corpinho violão. Querem mais dic… o que foi, produção? Ah, já tá escrito no começo da entrevista quem são os entrevistados?

Então IKIMASU para o papo com o Tio Cloud e o Larc Yasha do famoso site Jbox.

Mara- Vamos começar com a pergunta mais fácil, valendo cinco mil reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro: como surgiu o Jbox e por que vocês quiseram entrar na imprensa especializada (pfff)?

Tio Cloud- O JBox surgiu em 2002 com o nome Japan X (eita criatividade ¬¬) e na época 99,9% dos sites sobre animação japonesa não se preocupavam em passar informações pro público, focando-se sempre em disponibilizar algo que estava engatinhando na época: downloads de episódios de animes. No máximo botavam notícias control c + control v do Animepró e somente. Muitos desses sites inclusive se recusavam a trocar links conosco, pois o Japan X era considerado inferior por não possuir downloads – logo não teria muitas visitas – pois se focava apenas em matérias sobre produções exibidas no Brasil. O site foi crescendo e depois mudamos de nome para OrbitaX (Comentário da Mara: HAHAHAHAHA que nome ridículo) (não ria, pois depois eu vendi o domínio pra um canadense e faturei horrores =P), que fechou em pouco tempo quando fomos perdendo o gosto por escrever. Depois o Larc foi tocando o barco sozinho com um blog que na época despertou a ira de uma certa empresa de eventos por falar verdades. Esse blog e o conteúdo que tínhamos armazenado (matérias) deram origem ao JBox que está no ar até hoje. Infelizmente o foco nas matérias foi caindo por simples falta de tempo para escrever e isso foi dando lugar às noticias – conteúdo rápido e que exige menos pesquisa, já que algumas matérias (acreditem) demoravam semanas pra ficarem prontas.

Larc- Então… O Cloud respondeu tudo sozinho (que falta de graã… ¬¬). Só não mencionou que eu puxava o saco dele achando que ele escrevia muito bem (HAHAHAHA) e comecei a colaborar com o Japan X e dessa nossa interação diária no MSN nasceu uma amizade. O estilo do site me despertou a atenção pelo jeito despojado, leve e de bom humor – parecido com o de uma revista chamada Japan Fury. Como não tinha p*rra nenhuma pra fazer, ficava catando animes na internet pra ver e fazer matérias com um teor cáustico diferente das revistas que entupiam as bancas naquela época. Sempre pensei que o nosso jeito de escrever era um diferencial atraente pro negócio. Pra que ler na internet matérias insossas do mesmo jeito que tinha nas bancas? Hoje nossas rotinas são mais “adultas” (temos que trabalhar pra pagar as contas!) e o pique e inspiração pra escrever (ou mesmo ver animes) é outro…

Mara- Vocês se diferenciaram por usar humor nas notícias, além de suas próprias opiniões. Já excluindo o Mais de Oito Mil, muitos outros sites tentaram copiar o estilo de vocês?

Tio Cloud- No princípio o site era muito, mas muuuuito anárquico. Adorávamos (e adoramos!) falar mal da Patrulha, do papel dos mangás daquela editora e da feiúra da Rumiko Takahashi, o problema é que tinha gente que tomava as dores desse pessoal – chegamos a receber muitas ameaças de processo, inclusive por parte de um funcionário da Patrulha. Fora que nosso jeito descontraído fazia com que o site não tivesse muita credibilidade para muitos – algo que acho totalmente sem sentido, mas viviam dizendo isso. Mas não ficamos “mais sérios” porque decidimos, foi acontecendo aos poucos. E hoje o JBox ainda dá pitacos em uma coisa ou outra, mas não chama uma leitora de gorda feia e sem amigos (ei! @_@) como já fizemos inúmeras vezes – ela merecia. Acho que ninguém, além de você, seguiu esse caminho de “escrachar para conscientizar”.

Larc- Acerca desse nosso humor, me lembro de um fuzuê que fãs de tokusatsu fizeram porque maculamos os sagrados Goggle Five por eles usarem armas tronchas (um bambolê, uma fita de cetim, a bola do Kiko…) na hora da batalha e os monstros terem retardo mental. Aliás, nossas matérias de tokusatsus sempre pisam no calo de algum nerd tetudo que se esqueceu que muitas coisas que curtiram na infância se tornaram datadas. Se o Jbox tivesse uma sede própria, acho que essa galera viria com enxadas e tochas pra nos matar (ou fazer assistir uma maratona do Machineman sem parar, o que é equivalente =P).  O engraçado é que, se por um lado a galera das antigas se sentia chocada por apontarmos os defeitos especiais dessas produções, a galera mais nova (leia: geração Pokémon) ficava com curiosidade de assistir pra constatar se o troço era ruim mesmo. Involuntariamente, acabamos “apresentando” o tokusatsu pra muita gente – que acabou gostando do negócio.

Mara- Já peço desculpas pelo nervosismo, é que sou uma grande fã do trabalho de vocês. Se pudesse eu compraria até camisetas e action figures do Tio Cloud e do Larc, e isso serve para a próxima pergunta: vocês ganham algum dinheiro com o Jbox?

Tio Cloud- Como você é falsa ¬¬. Bom, não ganhamos nem um centavo e acredito que ninguém que escreva sobre animes na Internet ganhe – a não ser que você venda DVD pirata no seu site. Infelizmente, além das editoras de mangás, praticamente não existem empresas que trabalhe regularmente com produtos orientais no Brasil, ou seja, se não há mercado não há patrocínio. E se levarmos em consideração que as editoras não acreditam no potencial de sites informativos – tanto que lançam coisas e não colocam nem nos sites das próprias – esperar ganhar algo com isso é utopia. Seguimos o lema “fazemos porque gostamos”. Aliás, o site só está no ar porque temos uma parceria com o Portal Sonic que nos cede a hospedagem, caso contrário é bem provável que já teríamos fechado as portas há muito tempo.

Larc- Tem gente que acha que vivemos do JBox. O pequeno Jiba, nosso primeiro colaborador e escravo, tentou viver do Jbox e adquiriu raquitismo. Só pra não dizer que não temos “receita”, aqueles anúncios do Submarino rendem uma comissãozinha que a cada 6 meses dá pra rachar e comprar um Trident de hortelã =). Portanto, cliquem nesses anúncios pra comprarmos um MC Lanche Feliz =(.

Mara- Vocês sempre têm notícias em primeira mão da Rede TV, e já chegaram a comentar que possuem diálogo com a emissora da Daniela Albuquerque. Vocês fizeram algo de útil com os animes na Rede TV ou a ajuda de vocês foi tão valiosa quando a do CavZodíaco na Band?

Tio Cloud- Na época em que a Elisa Ayub (a mulher que saracoteou e convenceu as esposas dos donos a investir em Pokémon) era a gerente de aquisições do canal tínhamos um diálogo aberto com eles. Inclusive quando o Tv Kids estava em alta queriam um desenho no mesmo estilo de Pokémon e obviamente indicamos Digimon – só que eles foram lá e compraram o 4 ao invés do primeiro… Na mesma época ofereceram One Piece e vieram pedir nossa opinião, mas tinham receio pegar algo da segunda temporada pra frente, pois Pokémon já tinha virado uma bagunça. No mais, montamos grades, fizemos algumas coisinhas. Só que, infelizmente, nem a própria Elisa tinha muito poder em cima do que podia ser feito, pois existia uma gana por números e poucos recursos pra alcançá-los (Comentário da Keila Lima: Quero deixar um beijo para a produção, que trabalha muito, com pouco recurso, doze horas por dia…) Assim não tem santo que ajude… Depois ela foi pra Band e o bloco virou o que está no ar hoje, sem investimentos – a última estréia, Yu-Gi-Oh!GX vai fazer um ano no ar mês que vem. A realidade é que, mesmo muita gente oferecendo produtos bacanas (a Toei que o diga…), eles não têm dinheiro pra comprar. Se nem os salários estão conseguindo manter em dia (mas o helicópteros dos donos são indispensáveis), imagina comprar desenho animado. Simples assim.

Larc- No final do ano passado nos perguntaram se o longa Ghost in the Shell seria algo legal pra passar num TV KIDS especial de Natal. Olha o nível de informação deles… Dissemos que não e indicamos várias outras opções, como produções do Miyazaki. No final não compraram nada…

Mara- Vocês, por trabalharem nesse meio há anos, devem ter acompanhado a trajetória do anime no Brasil. Para vocês, o que é que falta para os animes engrenarem de vez assim como o mercado de mangás? Mais um revival de Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon?

Tio Cloud- Apesar do choramingo de muitos quando um Naruto vira “modinha” é isso que falta pro mercado de animes no Brasil sair desse estado de coma: “modinhas”. Cavaleiros, Pokémon e Dragon Ball Z foram manias que desencadearam a vinda de outros títulos e investimentos no gênero. O problema é que, com o “politicamente correto” tomando conta da televisão brasileira (no que diz respeito à programação infantil, pois no resto está cada vez pior), as animações japonesas passaram a ser mal vistas pelos executivos de tv e empresários. E com os canais diminuindo cada vez mais seus horários pra programação infanto juvenil, o anime tende a se tornar cada vez mais um nicho. Uma pena, já que esse tipo de produto é feito para a massa. Reviver produções que deram certo pode ser interessante pros nostálgicos, mas é sonhar demais achar que isso irá aquecer o “mercado”.

Larc- Sinceramente, acho que não dá mais pra engrenar anime algum no Brasil. A Toei, por exemplo, insiste em trabalhar com One Piece da 4Kids. E essa série (uma das poucas com potencial pra emplacar se exibido de forma decente) retalhada é impraticável para conquistar o público. Talvez se as produtoras viessem pro Brasil e se preocupassem em entender como funciona nosso mercado, como é nossa audiência, eles pudessem evitar gafes como exibir aquela versão americana troncha de Dragon Ball KAI. O mercado parece não ter “confiança” nos animes mais. Ou você vê produtos dos Super Onze nas lojas?

Mara- Vocês têm um bom relacionamento com os outros grandes sites de notícias da imprensa especializada? Ou alguma vez algum site fuleiro foi até o seu servidor pedir que vocês excluíssem suas menções a notícias “deles” que, na verdade, foram traduzidas de sites americanos e não creditadas? Interpretem como quiser.

Tio Cloud- Temos um bom relacionamento com todo mundo da “impresa especializada”, principalmente os que são humildes e sabem que anime e manga é apenas diversão. Mas já tivemos problemas sim com um certo site e começou ao darem um Control c + Control v em uma nota sobre a estréia de Desert Punk na MTV e, quando fomos reclamar, nos mandaram ir cuidar da nossa vida – com essas mesmas palavras. Cuidamos tanto que nos tornamos espelho (quase que literalmente) pra eles. Também já quiseram nos fazer dar crédito por informações retiradas de site de impresa de canais pagos – as quais qualquer um que finja ser jornalista (como nós) tem acesso – com direito a piquetes e campanhas pela net. Coisas assim, mas nada que nos tire do sério. Mas hoje acredito não há mais problemas, ao menos por nossa parte. Não temos tempo (nem idade) pra ficar dando birra.  Hoje em dia acredito que os blogs brasileiros de animes (não vou citar nenhum, pois são taaaantos) é que estão se destacando nesse quesito de conteúdo informativo, e às vezes leio coisas que digo “puxa, como queria publicar algo assim no JBox”.

Larc- Existe imprensa especializada de animes no Brasil? Imprensa que precisa correr atrás das empresas para anunciar as coisas cujo público alvo é a audiência do site? Já tomamos chamada por “não termos divulgado” certas notícias. Cadê o pessoal da comunicação e marketing pra formatar o material pra ser divulgado? Tudo tem um limite.

Mara- A maior diferença entre uma sub-celebridade da mídia e uma sub-celebridade otaku é que essa última não aceita piada. Por usarem do humor nas notícias, vocês já feriram o ego de alguém?

Tio Cloud- Somos bonzinhos e amiguinhos de todos, mas existe um certo dublador que acha que tem que fazer o Silvio Santos em seus trabalhos  que sei que não gosta da gente – nem me pergunte o motivo (Comentário da Mara: Minha mãe dizia que se uma pessoa tem problema com várias pessoas, geralmente o problema é com ela). Mas acho que não me vem mais ninguém à mente.

Larc- Tem fã de tokusatsu que acha que trabalhamos pro Satã Goss. Sabemos também que há pessoas que nunca vimos na vida que gratuitamente falam mal da gente nos “bastidores” do mercado porque falamos que a armadura do Sharivan é de isopor (e não é mesmo?). Como o Cloud disse, tem até certos dubladores que não vão com nossa cara por motivos que não temos a menor noção! Fora as ameaças de processo por falar o que pensamos e que nos eventos vendem DVDs pirat… Ops! De divulgação =). Além claro, da rixa enigmática que certos blogs possuem contra nosso trabalho. Se a notícia saiu no Jbox e é de interesse geral da “nação otaku”, tem gente que nem divulga. Puta profissionalismo esse não acha? O mal do brasileiro – otaku ou não – é não aceitar críticas e se acomodar com sua condição de mediocridade na vida. E quando se apontam falhas, há pessoas que acham que estamos incitando a opinião dos outros a ser negativa. Existem otakus pensantes e não pensantes: os pensantes vão conferir o negócio e avaliar com seus próprios parâmetros e conceitos se algo é bom ou ruim. Já a outra categoria absorve as opiniões alheias e replicam idéias ignorantes sem sequer ter pegado ou visto um produto. Mas uma coisa é certa: se muitos concordam com a crítica, porque não buscar uma alternativa para melhorar? Eu encaro minha vida assim…

Mara- Vamos terminar essa entrevista. Além de darem uma palavrinha para os leitores do Mais de Oito Mil, vocês dariam que dica para quem quer começar um site de notícias? Pode ser dica errada também, para afastar uma eventual concorrência.

Larc- Ter um site de notícias é relativamente fácil: copiem tudo do Anime News Network. Dos gringos não precisa dar a fonte (hihihi) e dos brasileiros, seria educado para que depois não venham com “tire o conteúdo copiado, pois a notícia que está no site da Turner ou da HBO foi vista por nós primeiro”. Hahahaha…

Tio Cloud- A dica de ouro o Larc já deu. Pra finalizar gostaria de agradecer tanto a você pela oportunidade (não publique que pagamos, ok? Fica em off…), quanto aos nossos fiéis leitores que nos acompanham pela paciência. E aproveitando, também precisamos agradecer aos nossos grandes colaboradores Allena, Gustavo Martins, Jibinha, Leo, Le, Kuroi e Laura que compartilham informações através do nosso site, seja com matérias, reviews e outras coisitas. Palmas pra eles (porque dinheiro que é bom, não podemos dar XD).

(Fonte das imagens: Google)

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Afinal, o que querem as otakas? – Born This Way

11 set

Olá Mara, sua gorducha falastrona.

Eu sou um garoto e tô afim de um cara desde o início do ano e não consegui falar nada com ele ainda. Acho que ele é gay, mas minha amiga disse que não, mas eu não acredito nela. Eu ia falar com ele, mas não sei como faço porque ninguém sabe que eu sou bi e eu nem conheço ele.

Como eu começo a falar?

Como descubro se ele é gay?

Será que seria certo raptar ele?

P.S: Eu nunca fiquei com um garoto na minha vida

Beijos

Oi, caro leitor. O seu problema é muito fácil, você apenas precisa saber se ele é gay ou não. Para descobrir esse tipo de coisa, você tem que fazer seu próprio Mais de Oito Mil Investigations na vida do seu alvo amoroso.

Primeiro você pode ver por rede social. Se ele é nostalgista ou então gosta de postar fotos com várias fitas do Anime Friends no mesmo braço, ele vai ter um Orkut. Então a melhor maneira de saber se ele é gay é encontrar comunidades que entreguem isso. Vamos ver alguns exemplos:

Se ele estiver em algumas dessas comunidades, você já pode começar a suspeitar que seu amigo leva a plaquinha de “Abraços Free” para a Sala Yaoi.

No Twitter e Facebook é ainda mais fácil, porque é só ver se ele posta mensagens histéricas nos lançamentos de singles da Lady Gaga, se chama rapazes de “Boy Magia” ou se dá RT nos posts da Katylene e do Morri de Sunga Branca.

Descobrindo tudo isso, seja corajoso e fale com ele. Se ele não for gay, apareça aqui nos comentários porque muitos frequentadores do MdOM adorarão te ajudar.

PS: Não precisa se dizer como bi para ter um pé no heterossexualismo. Não há problema algum você gostar só de meninos.

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Mande sua dúvida amorosa para maisdeoitomil@gmail.com.

Ah, e pode detalhar mais o seu caso, se é pra mandar email curto, mande para a revista Capricho.

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Band e seu papel de troll dos animes

12 jul

Se vocês acham que a Bandeirantes é uma emissora do bem, você está muito enganado! A emissora é uma grande troll dos animes. Duvida?

Depois de trollar os fãs de Cavaleiros do Zodíaco com sua exibição com cortes (e sem eyecatches!), de ludibriar os fãs de Lost Canvas com uma exibição que segue a lógica de uma Festa Junina, de afastar o tokusatsu do Burajiru exibindo Pau É Renjer e de exibir as LÁGRIMAS NEGRAS DA SOCIEDADE, a emissora vai exibir um A Liga esta noite beeeem especial:

SOBRE FANATISMO!!!

Num timing belíssimo que fez com que esse programa seja exibido entre os dois finais de semana do Anime Friends, o programa A Liga vai mostrar uma reportagem especial sobre fanáticos, entre eles os otakus. Tem como ser mais espírito de porco que isso? Até tem! Vocês viram o texto anunciando o programa?

E assim como o A Liga do ano passado sobre tribos urbanas, o Mais de Oito Mil vai fazer uma cobertura ESPECIALÍSSIMA sobre esse programa, e eu prometo que ela entra no ar já AMANHÃ. Mais rápida que o Habibs, né?

Então não percam hoje, às 22h15 da noite na Band, a exibição do programa A Liga sobre gente fanática. Vamos ver o Rafinha Bastos matar a cobra e mostrar o pau!

Pau este que, segundo o Leonardo Kitsune do Video Quest, não é muito grande.

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Prima Rica & Prima Pobre – Separados por uns megapixels

20 jun

Estamos de volta com mais uma seção que foi esquecida pela autora do blog!

Com a proliferação das câmeras e dos sites de streaming, uma nova tendência são os vlogs. E pra mim, o primeiro e único vlog de animes é o Video Quest, com o Fabio Urso e o bonitinho do Leonardo Kitsune. Se você não conhece, o canal do youtube deles é esse e logo abaixo vocês podem ver a última análise de anime deles:

Mas eles agora não estão sozinhos! Surgiu mais um vlog para falar dessas coisas de olhos grandes. Um vlog com menos recursos, com menos qualidade de câmera, com menos áudio e menor duração. Conheçam a prima pobre do Video Quest: o MUNDO KATSUYA!

É quase o Video Quest

…só falta o talento e a graça.

(Sugestão da leitora @AlphardALadina )

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RESULTADO do Grande Debate – Tradução de Mangás

6 jun

Surpreendendo o leitor Houndurr e a minha preguiça que me dizia para ficar na cama quentinha ao invés de digitando esse post imenso, estamos aqui de volta para terminar de uma vez por todas a discussão sobre tradução de mangás. Foram mais de 200 comentários aqui no blog, um recorde. Milhares e milhares de pessoas  leram o post e muitas deram suas opiniões, postaram flames e discutiram sobre a cultura da Grande Nação Japonesa. Minha idéia era deixar o post pra lá, mas como teve tanto comentário, é minha obrigação fazer uma síntese de tudo, falar quem ganhou a discussão, dizer MINHA opinião sobre as traduções de mangá etc.

Então IKIMASU começar a discussão! Durante o post teremos vários dos comentários relevantes que o tópico teve, mostrando a grande inteligência de meus leitores e como eles conseguem articular seus argumentos parciais de uma maneira gentil e civilizada.

Analisando o grosso dos comentários, deu pra ver que a grande maioria é #TeamPanini, por buscar um mangá fiel ao original da Grande Nação Japonesa. Muitos dos leitores gostam de conhecer a cultura mais rica e o mangá é a principal porta para tanto conhecimento.

Pronto, isso é o que os leitores disseram estatisticamente, mas lendo os comentários vemos coisas bem interessantes.

Todos, mesmo os #TeamPanini e os #TeamJBC concordaram em um ponto sobre a JBC: ela inventa demais. A JBC, buscando uma popularização do mangá no Burajiru, começa a colocar frases engraçadinhas e gírias. E todos concordam que o problema está nessas frases. Um mangá japonês não vem com referências a Pânico na TV ou ao Chaves.

E a maior briga nos comentários foi sobre os tão falados honoríficos. Aqueles –chan, -kun, -san foram defendidos por unhas e dentes por muitos, que alegam que aquilo é a representação hierárquica da complicada cultura mais rica e que isso não deveria ser traduzido. Outros acham que é uma baita preguiça não traduzir essas coisas, e que isso seria um otakismo desnecessário. E falam que, mesmo estando tudo explicado no glossário, o mangá deveria ser uma leitura fluida e descompromissada, e não uma grande aula sobre métodos de tratamento da Grande Nação Japonesa.

Depois de trazer esse resultado do debate, que foi a vitória esmagadora da Panini, eu venho colocar a minha opinião, que foi formada com base nos comentários sensatos e alimentada pelos flames da Aline Kachel.

Eu decidi começar esse debate pois eu mesma não sabia qual era a minha posição sobre tradução de mangás. Depois de entrevistar o Marcelo Del Greco, eu achei até certo uma adaptação para facilitar o mangá para o público do Burajiru, mas não fui tão a favor das gracinhas que foram incluídas, como as pobres zebrinhas. E compro coisas da Panini, e o excesso de otakices me incomoda um pouco. Em Tokyo Mew Mew precisa mesmo de “nya” quando os gatos brasileiros falam “miau”? Então, a discussão fica entre os liberais da JBC e os conservadores da Panini.

E a minha solução para o caso é bem simples:

Eu sou #TeamConrad.

“Mas Mara, sua gorda trapaceira, essa opção nem tava na conta!”

E daí? Na vida e no Exame Hunter aprendemos que o melhor caminho nem sempre são os pré-definidos, e que precisamos ser criativos. E essa semana coincidiu com meu namorado me emprestando o Slam Dunk (que fiquei com vontade de ler depois de ler a matéria no Chuva de Nanquim).

Slam Dunk mostra uma escola japonesa, certo? Mas, lendo o mangá, eu não achei nenhum –chan, -kun ou qualquer outra otakice do gênero. Os personagens, quando têm um grau de proximidade digno de um –chan ou –kun, se chamam apenas pelo primeiro nome. E quando não são íntimos, se chamam pelo sobrenome. Não precisei de um grande sistema hierárquico pra entender isso. O Hanamichi Sakuragi é meio revoltado, então ele fala um português mais solto que os outros personagens, sem a necessidade de incluir frases do Chaves. E os apelidos são coerentes ao português.

“Ah Mara, sua gorda basqueteira, mas é porque é um shonen de porrada e esporte! Quero ver colocar essas coisas num mangá que mostra toda a poesia da cultura mais rica, como num shoujo.”

Um shoujo tipo Paradise Kiss, que também não tem –chan, -kun, -san…?

E citaram como exemplo um mangá da Panini chamado Sunadokei que os personagens falam sotaque caipira, e pra mostrar isso eles terminam as frases falando –ken. Não li o mangá, mas achei uma coisa meio idiota. Ou a Panini poderia ter escolhido uma outra palavra, ou então simplesmente omitir isso, não?

“Ah Mara, sua galinha caipira gorda, mas a autora queria que eles fossem caipiras e isso tem que estar no mangá.”

E no mangá japonês o Goku também não tinha um sotaque caipira? Não passaram isso nem pra nossa dublagem e nem pra nossa tradução do mangá, e tá tudo Entei até hoje sem ninguém reclamar.

Temos um purismo com os mangás da Grande Nação Japonesa que não temos com materiais de outras culturas. É como se valorizássemos de mais a cultura mais rica e desvalorizássemos a nossa própria cultura. Em gibis da Disney ou de Super-Heróis não vemos esse purismo que tem nos mangás. E ninguém considera que são fontes para se aprender cultura, como falam do mangá.

A função do mangá é divertir e contar uma boa história, e não complicar a vida do leitor com informações que, às vezes, nem são tão necessárias assim para se entender o que tá rolando. E como bem lembraram nos comentários, essa é a opinião dos otakus… e a opinião de quem lê mangá apenas porque se diverte pois viu o anime na TV? Não deve ser respeitada só porque não é conhecedor da Grande Nação Japonesa?

Isso tudo foi o que deu pra tirar do Grande Debate Mais de Oito Mil sobre tradução de mangás. O que valeu a pena nisso foi que eu consegui muitas visitas finalmente pudemos discutir sobre esse tema polêmico e, quem sabe, mostrar para as editoras o que realmente queremos. Porque eu sei que tem gente de editora que dá uma passadinha nesse blog…

Agradeço de novo a participação de vocês e nos vemos num futuro próximo num novo debate ou nos posts normais deste blog.

“Porrãm Mara, sua groda ambiciosa, você quer mais visitas para o seu blog, por isso vai fazer novos debates, né?”

Eu só tenho uma coisa a dizer disso:

FAZ TUDO PARTE DO MEU KEIKAKU!!!

***

Se você quer ler o post original do debate com todos os comentários, clique aqui.

Se quer ler o post do Quiabo Gyabbo comentando isso, clique aqui.

Se quer ler a entrevista com Marcelo Del Greco, clique aqui.

Se você ficou interessada em rir dos otakus que verão o show do FRESNO no Anime Friends, clique aqui.

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