Arquivos | Mais de Oito Mil Interview RSS feed for this section

MdOM Interview: Entrevista com Saulo Camarotti, membro da equipe por trás do jogo Chroma Squad

29 jul

Enquanto os leitores se sentem superiores por essa blogueira ter confundido as sinopses dos mangás de Cavaleiros do Zodíaco no post de ontem (um feito, porque sabemos que se te uma coisa que não dá pra confundir em CDZ é sinopse dessa merda), eu continuo me preocupando com assuntos importantes. Entre eles, a reativação de nossa seção de entrevistas do blog!

Como ninguém aguentaria uma terceira entrevista com o Marcelinho Del Greco, e já que tem gente aí que topa entrevista mas arrega quando lê as perguntas, fui atrás de gente relevante que faz o país ir pra frente. E nisso cheguei a Saulo Camarotti, que está com um projeto no Kickstarter para a produção de um jogo de gerenciamento de um seriado de tokusatsu. Para saber mais sobre o projeto, basta clicar aqui. Mas para saber tudo o que passa na mente desses indivíduos, é só ver a nossa entrevista!

chroma01

Mais de Oito Mil: Primeiramente obrigada pela entrevista a esse humilde blog. A primeira pergunta que deve ser feita é: o jogo foi feito mais pela nostalgia dos tokusatsus exibidos no Brasil na década de 1980 ou pro causa dos Power Rangers da década de 1990?

Saulo Camarotti: Os dois! =) Nascemos nos anos 80, e crescemos nos anos 90. Então as duas influências são importantes para nós. Claro, que Flashman e Jaspion toca muito mais nos nossos corações. (risos)

Mais de Oito Mil: Pelo vídeo divulgado, o Chroma Squad parece ser bem escrachado. Não ficou um medo do público fã de tokusatsu ficar “ofendido” com esse tipo de piada, já que eles não costumam aceitar nada que tire a seriedade do gênero?

Saulo Camarotti: Nós estamos fazendo uma grande sátira, mas sem acabar com a honra dos tokus. Como o Akibaranger, que faz um humor em cima das séries, e não foi por isso que deixou de fazer sucesso entre os fãs. No Knights conquistamos muita gente com o nosso humor baseado em RPG de mesa, esperamos conquistar muita gente com essa temática de sentai também.

chroma02

Mais de Oito Mil: O Chroma Squad parece bem detalhado, permitindo muitas coisas na arte de gerenciar um seriado de heróis. Você acha que se a Toei jogasse o Chroma Squad, eles conseguiriam fazer um Super Sentai decente?

Saulo Camarotti: No Chroma Squad existirão muita opções de customização e criação, mas nunca chegaríamos a um nível real de se abrir um estúdio de sentai. (risos) Queremos que o jogador se divirta!

Mais de Oito Mil: Alguma coisa clássica dos tokusatsus teve de ficar de fora do jogo por limitações técnicas? Tipo o robô gigante, as cenas na pedreira ou então as lições de moral piegas do fim dos episódios?

Saulo Camarotti: Nenhuma dessas coisas que você mencionou ficarão de fora. Mas é impossível fazer um jogo onde você customize tudo. Nós estamos fazendo um jogo manager com rpg tático, então o jogador deve vivenciar na história apenas o que o jogo propõe. Mas tenho certeza de que será muito bom!

chroma03

Mais de Oito Mil: Chegou a hora do bate-bola jogo-rápido. Direi alguns temas e você diz se isso é “morfenomenal” ou “não morfenomenal”.

- Proliferação de jogos brasileiros digitalmente? morfenomenal

- Impostos elevados para games e ninguém fazendo nada quanto a isso? não morfenomenal

- A Trini ter corpo de homem quando se transforma? não morfenomenal

- Zordon ter morrido no fim de Power Rangers? não morfenomenal

Mais de Oito Mil: Acabamos aqui a nossa entrevista. Dê um recadinho para os leitores do Mais de Oito Mil, principalmente as leitoras que vão te achar uma graça e vão te pedreirar.

Saulo Camarotti: Muito obrigado pela entrevista, espero que possamos construir um jogo que todos curtam muito! Nós fazemos com muito empenho tudo por aqui, e como Knights of Pen & Paper, no final das contas, também queremos ser jogadores do Chroma Squad. (risos)

Mais de Oito Mil Interview – Dih do Chuva de Nanquim

24 out

Em uma bela tarde de sábado encontrei com Dih, dono do site Chuva de Nanquim, para essa esperada entrevista. Esperada por minha parte, que poderia atrelar o nome dele ao meu blog e conseguir muita visitas sem o menor esforço. Fomos a um delicioso restaurante de esquina, localizado no centro da cidade, e pude tirar o meu gravador para registrar esta divertida conversa. Pedi um apetitoso cordon bleu enquanto Dih optou por pegar um bauruzinho. Para beber, uma taça de tubaína para os dois. Ao fim da entrevista, Dih ofereceu pagar, no débito, sua parte (e a de seu harém) da conta. Logo depois fomos juntos ao… ai, peraí que passei do ponto. Ah… bem… IKIMASU para a entrevista!

Mara: Oi, Dih, muito obrigada por participar desta entrevista. Como perguntar sobre o surgimento do Chuva de Nanquim é muito clichê, eu quero saber o que faria você terminar o seu site.

Dih: Eu que agradeço o convite, Mara! Nunca ia imaginar que um dia estaria aqui XD. Enfim, pra te falar a verdade eu já pensei muitas vezes em terminar o site e na maior parte das vezes teve a ver com minha vida pessoal. Às vezes a galera acha que é besteira, mas eu gasto uma grande parte do meu dia me dedicando ao ChuNan. Isso desgasta, cansa e consome meu bom humor muitas vezes. Hoje eu consigo balancear um pouco mais e acabo não ficando tão apertado assim, mas por exemplo, algumas vezes uma notícia “boa” sai bem no dia que eu tenho que estudar pra uma prova do meu curso. PAH. Paro de estudar pra redigir texto. É complicado. Isso sem falar no fato que eu trabalho, então muito conteúdo que sai lá durante a semana vem direto do meu emprego. Acho difícil eu terminar ele hoje porque tenho um projeto formado na minha cabeça, mas com certeza se ele começar a tomar um tempo maior do que já toma, atrapalhar relacionamentos, amizades e etc, acho que não terei muitas alternativas. Espero que isso nunca aconteça, ou pelo menos demore bastante.

Mara: Pronto, vamos voltar ao tradicional. Foi uma surpresa o blog ter ficado tão grande ou você, assim como a Gina Indelicada, sempre soube que o grande sucesso era o seu destino?

Dih: Bem que seria legal se as coisas fossem do tipo “bitch, please, I’m fabulous”, mas não. Na verdade eu comecei o Chuva de Nanquim de uma forma bem bizarra. Eu estava na época de TCC e procurava alguma forma de aliviar a tensão dos trabalhos, além de melhorar meu desenvolvimento de escrita. Sugeriram-me começar um blog e eu iniciei com o Chuva, sem pretensão nenhuma. Tanto que o blog seria inicialmente de diversos assuntos que me interessassem e acabou virando algo para o núcleo “otaku”. Mas foi com o “furo” do relançamento de Sakura pela JBC que a gente começou a ser notado mais. Foi bacana, mas inesperado.

Mara: Vamos falar de bastidores. Quantos testes do sof… quer dizer, já aconteceu alguma merda nos bastidores? Ameaça de processo, essas coisas?

Dih: Olha, sinceramente nunca aconteceu nada assim não. No máximo um leitor doido ou outro falando “vou te matar por falar mal do meu anime favorito, seu feio” ou alguma coisa do tipo. Ainda estou livre dos processos. Ainda.

Mara: Como você analisa a imprensa especializada (pff) brasileira atual? Acha que tá boa ou considera que as pessoas deveriam ser mais críticas e fazer resenhas que se pareçam menos com descrição de amigo secreto da firma?

Dih: Eu acho isso muito relativo. Se considerarmos como base os blogs e sites americanos, estamos muito atrás. Estagnados há anos, praticamente. Nesse último ano tivemos um crescimento muito grande desse tipo de material e isso foi muito bom. Acho que acima de tudo devemos escrever sobre aquilo que gostamos, não importa se seja material alternativo, mainstream ou qualquer coisa do tipo: público vai ter. Sempre. Pensando por esse lado, acho que a tal “imprensa especializada” tá boa, mas ainda tá em crescimento. Todo mundo tem que melhorar um pouco mais, se especializar naquilo que gosta. E não falo em fazer resenhas críticas ou não – acho isso muito opcional e pessoal – e sim no quesito de conhecer sobre o que está falando. O restante acontece naturalmente. Se você conhece e domina o que você quer falar, o restante do texto sai fluente, não fica o tal “descrição de amigo secreto” como você mesmo disse. Claro que sempre vai ter um ou outro pra falar que tá ruim, mas isso faz parte. Resumindo: Tá bom, mas dá pra melhorar. E claro que me coloco nesse meio.

Mara: Os sites informativos mataram as revistas de animes. Como um dos assassinos, você acha que revista especializada tem espaço ainda no mundo?

Dih: Complicado. Acho que o espaço é mínimo, mas ainda deve existir (ou a Escala já teria acabado com a Neo Tokyo há tempos). O problema é que antigamente não tínhamos muitas opções. Sabíamos notícias do Japão de mês em mês, líamos um monte de sinopses com spoilers nas revistas, guias de episódio. Era isso ou nada. Hoje não. Com a internet você tem muito mais liberdade em buscar o conteúdo que você quer, como quer, de quem quer, e de “graça”. Isso sem falar que hoje em dia a gente tem mangá a rodo nas bancas e os fansubs e DVDs piratas não passam nem perto da dificuldade das VHS de antigamente. Então pode rolar uma revista bacana ainda? Pode. Mas tem que ter um belo planejamento ou vai ser mais uma [coloque o nome de uma revista cancelada aqui] [Comentário da Mara: Me recuso a comentar uma revista cancelada neste post só para me comprometer]da vida.

Mara: O Chuva de Nanquim nunca tentou ser imparcial, e você dá uns puxões de orelha em algumas editoras. Te pergunto se alguma vez você amenizou alguma crítica só porque a editora é atenciosa com o seu blog.

Dih: Se fosse por ser atenciosa eu deveria dobrar o número de críticas, isso sim. XD Tá, brincadeira, eu até tenho uma relação bem legal com as editoras hoje. Mas nunca amenizei em algo por isso. Tenho amigo dos “dois lados” e nem por isso deixo de falar o que penso. Eu acho que amenizo mais quando é um título que eu gosto muito, isso com certeza acontece (embora eu tente me controlar e controlar o resto da galera que escreve lá também).

Mara: É hora do Bate-Bola do Jornalismo Coxinha.Eu vou falar alguns sites concorrentes e você é OBRIGADO a falar algum ponto positivo deles. Valendo!

*Jbox: Foi minha inspiração, serve como ponto positivo? Acho os caras com a melhor dinâmica com o público entre os blogs e sites brasileiros. Acredito que metade da galera que rola hoje em dia lê ou lia o Jbox frequentemente.

*Animepró: Já foi o site mais atualizado e que eu mais acessava durante o dia.

*Henshin: Herdou a fama da revista e manteve o mesmo tipo de material que eu sempre curtia no material impresso. Além disso tem a vantagem de ser ligado a JBC, então tem todo o conteúdo da editora ao seu dispor.

*Aquele site que fala sobre Anime, mangá e TV: Conteúdo diversificado.

*Mais de Oito Mil: Me entrevistou. Ganha muitos pontos por isso. Tirando que é o único blog que fala mal de qualquer coisa sem se importar com a opinião alheia.

Mara: Muito obrigada pela entrevista. Acho que é uma boa introdução àquele nosso projeto de transformar o Mais de Oito Mil em uma seção semanal do Chuva de Nanquim e acabar com este blog. Peço que dê uma palavra de carinho aos meus leitores e me humilhe dizendo suas visitas até o atual momento.

Dih: Não era pra falar de nosso projeto ainda, poxa. Tsc tsc. Enfim, novamente agradeço o convite da entrevista e espero não ter falado muita porcaria. O mais legal é esperar pra ver como ela vai ser publicada. Tudo que posso falar é que o Mais de Oito Mil continua sendo um dos poucos blogs que continuo acompanhando diariamente e já devo ter comentado isso em outras ocasiões. E os comentários são sempre a melhor parte de todas. Quanto ao número de visitas, acho melhor deixa pra lá pra não alongar demais a entrevista, sabe como é, né? É de mais de mais de oito mil! XD

Mais de Oito Mil Interview – Entrevistando (de novo) Marcelo Del Greco!!!

2 out

Adivinha quem está de volta ao Mais de Oito Mil? Marcelo Del Greco! Depois de uma entrevista polêmica (relembre aqui) durante a época que o blog era melhor e mais engraçado que hoje, Marcelinho está de volta para responder novas perguntas sobre sua nova empreitada na editora Nova Sampa.

Mas Mara, sua blogueira que é tão gorda que sediaria em sua barriga um Anime Friends, o Quiabo Gyabbo já entrevistou o MDG há algumas semanas. Foi uma entrevista provavelmente mais séria e interessante que a sua.

E você que tá curtindo o enésimo requentamento de Evangelion com aqueles movies horrorosos e não reclama?

Voltando à entrevista, Marcelinho deu respostas objetivas (aka curtas) porque ele deve estar ocupado com seu novo trabalho de editor de mangás. Melhor que gente que fala mais que o homem do saco e no fim não consegue manter uma periodicidade de um mangá nacional… faleei.

IKIMASU ler o que Marcelo Del Greco tem a falar!

Mara: Marcelinho que não lê contos eróticos, sinta-se honrado por ser o primeiro convidado do Mais de Oito Mil a ter duas entrevistas distintas. E vamos começar com a pergunta mais importante da noite: quando surgiu a oportunidade de lançar mangás em uma editora especializada em revistas de tricô?

Marcelo: Estou muito honrado e deveras agradecido pela oportunidade. E você se esqueceu de citar as revistas de artesanato, croché, ponto cruz, piadas de salão e culinária – inclusive tem uma que ensina emagrecer comendo só berinjela que é uma beleza. Ah, sim, e eu leio contos eróticos e sou fã do Marcelinho. Suas histórias são bem, digamos, instrutivas. 0_o’ Quanto à oportunidade de trabalhar com a Sampa, ela surgiu meio que por acaso. Eu sou amigo do dono da editora, o Carlos Cazzamatta, há muito tempo por conta da Herói – para quem não lembra ou não sabe a Herói era publicada pela Sampa e a Acme, que depois virou Conrad, era o estúdio de produção. Há uns 3 anos, acabamos nos reaproximando por causa da Revista Preview, que eu apresentei para o Carlos e aí, quase no meio desse ano, pintou a oportunidade de trazermos mangás juntos.

Mara:O mercado parece ser um pouco mais duro para editoras sem tradição em mangás. Tem uma aí que anunciou dezenas de títulos e não conseguiu colocar nem ¼ nas bancas. Não foi ousado de sua parte anunciar tantos (e tão longos) mangás assim pela Nova Sampa?

Marcelo: Eu até gostaria de ter anunciado mais títulos. Mas no curto espaço de tempo que tive desde que vim para a Sampa está de bom tamanho. Além disso, o fato de termos anunciado os mangás não quer dizer que vamos lançar tudo na banca de uma vez. Vamos começar com Hitman e Yakuza Girl – que é bem curtinho, só 2 volumes. Depois vêm Ikkitousen e Oldboy.

Mara:Todos os títulos anunciados têm em comum serem destinados aos adultos. Você está lançando porque vê um nicho inexplorado de mercado ou porque é o que tinha pra hoje?

Marcelo: Entendo que é um nicho pouco explorado e que tem títulos que realmente podem atrair desde o leitor tradicional de mangás como novos. E também é uma maneira de expandir o mercado e não saturá-lo ainda mais.

Mara: O seu jeitinho peculiar de adaptação ganhou fama mundial e virou até seção fixa em um grande blog da imprensa especializada. Nos mangás da Nova Sampa vamos ter de novo isso ou a repercussão do caso te fez repensar o seu modo de vida?

Marcelo: Tudo depende do mangá. Tem aqueles que em que cabe uma gracinha aqui, outra ali. E tem outros que ficaria sem sentido. Por exemplo, Fairy Tail cabia um Pintando as Zebras, o mesmo já não vale para Golgo 13. Mas o mais importante sempre será não mudar o sentido das falas originais. Além disso, essa é uma maneira de destravar os diálogos e dar mais dinamismo às falas em português. Do contrário, as traduções dos mangás iriam ficar parecendo algum japonês que fala male-male nossa língua.

Mara: Já decidiram formato, preço e esses detalhes? E que tal extras ensinando a fazer ponto-cruz de Ikkitousen, olha que nem tô cobrando por essa sugestão.

Marcelo: Sim, tudo decidido. E pode deixar que vou criar uma coleção Aprenda Corte e Costura com a Hakufu Sonsaku e suas amigas ; )

Mara: A imprensa especializada (pff) não é muito sua fã, tem uns aí que soltaram rojões quando você saiu da JBC. Você acha importante fazer uma média com esse pessoal especializado ou o nicho que acompanha esses blogs não é o mesmo nicho que compra os mangás?

Marcelo: O importante é gostarem dos títulos que a Sampa está trazendo. O resto é consequência.

Mara: Na JBC você devia contar com uma equipe grande. Como a Nova Sampa não publica quadrinhos, onde foi que você arranjou pessoas pra te ajudar?

Marcelo: Tem muito profissional competente no mercado. E, por sorte, conheço alguns.

Mara: Duas editoras que estão voltando aos mangás são a Abril e a Nova Sampa. Você acha que é mais fácil entrar editora grande ou pequena?

Marcelo: Talvez para uma editora menor seja mais fácil porque a meta de vendas é bem menor que de uma grande. Mas também depende do título que será lançado por cada uma, do contrato que foi feito e tals.

Mara: Bate bola, jogo rápido. Direi algumas palavras e você diz a primeira coisa que vem à sua cabeça. É tipo um teste psicotécnico, mas eu não posso emitir carteira de motorista.

Eventos de Anime – diversão

Fansub - fãs

Mangá nacional – quem sabe um dia

Republicação de mangás - legal

Encontro com Fátima – assistir o SBT

Mara: Muito obrigada pela sua nova entrevista ao blog. Para encerrar a entrevista, diga alguma frase de efeito digna de Cavaleiros do Zodíaco que seria algo que a Nova Sampa gritaria para avisar às outras editoras de mangá que está entrando na briga.

Marcelo: Acho que nem precisa. Todo mundo já está sabendo que a Sampa veio para ficar. ^^ E valeu mais uma vez pelo convite. Quando precisar, estou aí firme e forte à disposição. ^^v 

Mais de Oito Mil Interview – Entrevistando Vivian Otaka, a estrela do “Uma Otaka no Rola ou Enrola”

18 abr

Foram cinco semanas de puro amor, mas agora terminou a farra do “Uma Otaka no Rola ou Enrola”. Da mesma forma que a rotina de todos os eliminados do BBB é fazer uma peregrinação pelos programas de entrevistas, precisávamos chamar Vivian Otaka para dar uma palhinha de sua falta de freios sociais aqui no MdOM. Nessa entrevista ela revela seus anseios, suas vontades, como vê o mundo e responde tudo com poucos caracteres, para tentar desmoralizar a entrevistadora que faz longas perguntas.

Então IKIMASU ler a entrevista!

Mara: Vivian, é um prazer te entrevistar. E a primeira pergunta é muito simples: Já que você procurava alguém otaku, por que ir ao Programa da Eliana se você poderia encontrar alguém no Anime Friends?

Vivian: Olás Mara! O prazer é meu! Pô, divertidíssimo o blog e foi uma honra muito grande ser postagem frequente de lá! Bom, por que ir ao programa da Eliana e não procurar no friends? BUSINESS! Aproveitar a solteirice por business! Fora que era um interesse meu mostrar um lado divertido das otakagens na tv e ir mais profundo do que matérias superficiais que mostram lá.

Mara: Nós que assistíamos observávamos uma troca gratuita de coices entre as mulheres do programa. Como era a relação entre vocês nos bastidores? Amigável, uma não olhava na cara da outra?

Vivian: Era e é amigável sim. No palco a gente briga, mas na real há respeito e nos divertimos à beça!

Mara: Em um domingo apareceu um cartunista e no outro apareceu um cosplayer. A produção do programa tenta achar homens específicos para as mulheres de lá ou eles serem o seu tipo foi mera coincidência?

Vivian: A produção chama perfis diferentes sempre. Tanto que você não vê só um tipo de rapaz. E o mesmo com as mulheres. Perfis diferentes pra gostos diferentes.

Mara: Por que você não quis o Eduardo Delícia? Todas as leitoras do MdOM te odiaram por isso!

Vivian: Porque ele era lindíssimo….e só. Não vi muita coisa além disso. É o mesmo esquema quando as meninas reclamam que os homens só querem peito e bunda e não personalidade. (Comentário da Mara: Mas olha o Facebook dele! Ele não precisa nem ter personalidade, não precisa nem falar!)

Mara: No último dia do beijo o Rodolfo postou que provavelmente passaria sozinho. Você ainda está saindo com ele ou está livre, leve e com vontade de voltar ao “Rola ou Enrola”?

Vivian: Segreedo. ahaha

Mara: Você parece ser especialista em deixar os outros constrangidos. Sabendo disso, como você se sentiu com a apresentação do Marco, aquele que imitou uma alface?

Vivian: E sou! Mas há uma razão por trás disso. Há uma reflexão por trás de cada ato, por trás de cada vídeo vexatório que eu faço. Quando faço os vídeos “vergonha alheia”, além de ter o meu propósito de fazer rir, ainda lanço a questão: “você tem vergonha disso e protesta? por que não protesta pro que realmente importa, como o indulto de páscoa? Ou você não tem vergonha disso?”. LÓGICO que eu sei que de cara não se tem essa reflexão. Já a apresentação do Homem-Alface, eu achei-a divertidíssima e com super coragem e criatividade pra fazer. Ele estava se divertindo, eu estava me divertindo e a Eliana estava se divertindo… não é motivo para revolta.

Mara: O programa te fez ficar conhecida? Não digo em evento de anime, porque otaku gosta de idolatrar até dublador, mas na rua mesmo. Te reconhecem como uma das encalhadas do programa?

Vivian: Sim. O programa teve mais repercussão que todos os outros que já participei, como Pânico e CQC.

Mara: Chegou a hora do bate-bola, jogo rápido. Falarei diversos temas e você responde com as plaquinhas de “Tô fora!” ou “Eu quero!”. Vamos lá!

-Animes dublados: Depende muito. Bom trabalho, bem adaptado: eu quero. Feito nas coxas só por pressa de estrear? Tô fora!

-Governo de São Paulo financiando eventos de anime: Tô fora. Esses eventos são lindos como são, e de iniciativa privada. Coloque o governo no meio e teremos muita babaquice

-Blogueiro Nintakun (Mandei uma foto pra Vivian e o link do blog Mangás Cult): Eu quero. Ele tem um blog muito bom ahaha!

-Botox: Tô foríssima. Acho que nem quando eu precisar colocarei.

-Mandioca: depende…

-Hentai: tô fora…não curto hentai

Mara: Pela sua personalidade, você seria alvo de escárnio no MdOM, mas você reverteu tudo com a sua personalidade que é, de verdade, cativante. Você tinha seus momentos de pura vergonha alheia e constrangimento nacional, mas desses todo mundo tem. Poucas vezes as pessoas me vêem elogiando alguém aqui no blog, mas acho que fui cativada por você. Vamos pular as Lancastercices e ir direto ao assunto: gostaria de te agradecer pela diversão e pedir para deixar algumas palavras para os leitores do blog.

Vívian: (senta que lá vem história) Queridos leitores do MdOM, provamos aqui e agora que a televisão não precisa necessariamente se nivelar por baixo para cativar um público. Os espectadores não são idiotas e nem querem ser vistos como tal. Mesmo jogando pelas regras do jogo, não precisamos nos rebaixar para trazer um entretenimento decente que cative desde uma criança de cinco anos de idade até a avó que não entende nenhuma piada do mundo otaku. Se quisermos manter assim, temos que deixar sabendo quem tem os recursos para fazer tv. O perfil do público brasileiro está mudando, não se satisfaz mais com o pouco e com o superficial. Estamos na era da verdade absoluta, onde não queremos o fingimento (fingir saber, fingir querer). As pessoas param de assistir a tv porque são ignorados os interesses delas para satisfazer banalidades de públicos seletos. Tvs que antes tinham a soberania na audiência estão caindo para programas mais compreensíveis dos desejos humanos. Você não pode querer regredir um público porque ele está mudando e você não está acompanhando tais mudanças. Não percam a alegria de rir de desgraças, mas não percam a força para enfrentá-las também. Câmbio, desligo. ;]

MdOM Interview – Leonardo Kitsune e Fábio Urso do Video Quest

19 jan

Na entrevista de hoje, temos convidados muito especiais, e daqui alguns dias eles farão aniversário. Mas é lógico que estou falando dos Bragaboys, que comemoram quase uma década de ostracismo! Mas como não pude localizá-los para uma entrevista, me restou falar com Leonardo Camargo e Fábio… (Urso?), os criadores do Video Quest. Com todo o carisma de quem comanda o maior videocast de animes da blogosfera especializada (pff), eles vão mostrar que para comemorar o aniversário de um ano do vlog deles você precisa por a mão na cabeça e fazer um movimento sexy.

***

Mara: Sejam bem vindos ao Mais de Oito Mil. Pelo número de vezes que eu comentei sobre o Video Quest e passei o link do blog de vocês, muitos leitores devem achar que sou amiguinha dos dois e que essa entrevista é comprada. Para esses leitores, como explicariam o motivo do Video Quest ter sido chamado para uma entrevista nesse blog de respaldo (pff)?

Kitsune: Acho que é porque estamos pra completar um ano e… e porque você parece ir com a nossa cara, de algum modo.

Urso: Acho que é porque você é nossa amiga, mesmo. Não vou mentir, não.

Mara: Muitos, inspirados pelo PC Siqueira e pelo Felipe Netto, começaram a fazer vlogs engraçadinhos, alguns até sobre animes e mangás. Por que o Video Quest continuou e esses outros nunca saíram da primeira ou segunda edição? E vocês tiveram alguma inspiração?

Kitsune: Não sei dos outros. Na época que a ideia do VQ surgiu eu fiz umas buscas rápidas no YouTube tentando achar algo semelhante e não achei. Recentemente eu vi alguns, sim, mas em geral a garotada (são quase sempre adolescentes) acha que é só sentar numa cadeira, ligar a câmera, falar qualquer coisa e subir no YouTube. Mas talvez se eles tivessem tido a publicidade que tivemos (cacete, que repetitivo isso), eles poderiam ter ficado mais motivados a continuar. Sério, demos MUITA sorte de sermos “achados” pelo JBox logo no primeiro vídeo (aliás, foi o nosso amigo @HappyOli que twittou pro JBox o link do nosso vídeo, e deu no que deu. Valeu, Happy!) Quanto à inspiração; na época, nenhuma mesmo.  Só achávamos que as nossas discussões corriqueiras sobre animê podiam ser interessantes… Além do que, o VQ nasceu de um outro projeto (talvez um pouco mais ambicioso), idealizado há muito tempo atrás, por nós dois e pelo Azrael (que não participou do começo do VQ por ter se mudado). Nos vídeos, foi quase no esquema desse pessoal que eu exemplifiquei, mas com um mínimo de “pauta” e esforço pro vídeo ter alguma edição (1 ano inteiro assistindo tutorial do Vegas no YouTube…). O “formato” (se é que temos um…) foi se ajustando aos poucos, de acordo com o que o público foi ou não aprovando, e com o que nós mesmos queríamos falar nos vídeos.

Urso: Eu acho que está muito ligado à motivação. A maior parte desse pessoal só quer algo pra se divertir no fim de semana. Dá um puta trabalho fazer o Video Quest (tá certo que eu dou ainda mais trabalho atrapalhando a gravação…), e muitas vezes o trabalho é ingrato, e temos menos visualizações do que esperávamos de acordo com o material. Todo mundo quer ser o PC Siqueira e ter 1 milhão de views por vídeo, mas nem todo mundo é. Nós também não. É difícil acordar de manhã sabendo disso.

Mara: Ok, prolixidade. Me senti entrevistando o Lancaster. Continuando… vocês fazem coberturas, como as do AnimABC, com o apoio da organização do evento. Mesmo com a organização dando certa liberdade, vocês ficam com o ânus na mão de apontar falhas de um lugar que acolheu tão bem vocês?

Kitsune: Nem tanto. No caso do AnimABC, por exemplo, as falhas que vimos falamos diretamente ao Átila (organizador do AnimABC), durante o evento mesmo, já que ele é sempre interessado nas nossas opiniões. Mas nos vídeos a intenção não é fazer “resenha de evento”, e sim fazer 15 minutos de bobagem pra mostrar que o evento é divertido.

Urso: Primeiramente, não devemos cuspir no prato que comemos. E segundo, nos eventos que fomos não haviam grandes falhas estruturais (e quando achamos, falamos diretamente pros organizadores). Então, nunca participamos de nenhum evento que dê vergonha de mostrar; muito pelo contrário, foram todos bons eventos.

Mara: Let’s talk about Money. O que acham do Mineirinh… digo… quer dizer… No último Fest Comix vocês apareceram com vídeos patrocinados pela Comix e pela 89FM. Toda a blogosfera quer saber se vocês ganharam algum dinheiro de verdade ou se foi tudo em troca de divulgação. E dá pra ganhar dinheiro fazendo blog ou vlog?

Kitsune: Ganhamos, sim. E, já que ganhamos essa grana, posso dizer que dá pra ganhar dinheiro com blog sim, uai… Nós ganhamos, não?

Urso: Ganhamos 5 mil reais no Jogo da Vida e um hotel na Av. Atlântica no Banco Imobiliário. E depois dessa resposta, queremos ganhar brindes da Grow. Cadê, Grow?

Mara: Vocês fazem parte da imprensa especializada (pff) que dá opinião, que critica o que não gosta mesmo e que se foda. Sabendo disso, qual é o tipo de crítica de leitor mais ouvida nos comentários? O “Faz melhor então!” ou o “Ah, mas você gosta de XXXXX, que é bem pior que essa série que vocês falaram mal”?

Kitsune: Surpreendentemente, esses seus dois exemplos NÃO SÃO frequentes. Tem sempre o “vocês não entenderam/sentiram o animê”, aqueles mais diretos “vocês são uns merdas e não sabem nada de animê”, e os supostos machos-alpha, que preferem achar que somos virgens do que ouvir o que temos a dizer. Mas os que mais me irritam são: 1) quando fazemos uns vídeo de 15 minutos sobre algum animê qualquer e a única coisa que a pessoa tem a dizer é “fala de Code Geass”. Custa comentar o vídeo dessa semana também?; e 2) os que desconsideram nossos comentários só porque o Urso é gordo.

Urso: Seus exemplos, embora sejam irritantes, não ocorrem tanto. O que mais acontece mesmo é o “vocês não entenderam”. E isso me irrita até as profundezas das galerias da minha alma.

Mara: Muitos otakus consideram vocês como duas celebridades. Vocês lidam bem com esse tipo de coisa? Por exemplo: serem reconhecidos na rua, gente pedindo autógrafo, fazendo casalzinho com outras pessoas da blogosfera etc…

Kitsune: Essa história de formar casalzinho é de uma falta do que fazer que dá desgosto… já os outros são legais. Não costuma acontecer com frequência (umas duas vezes comigo, e outras duas com o Urso), mas quando acontece eu fico feliz e ao mesmo tempo MUITO sem graça. E o ego perfura os céus.

Urso: Nunca formaram casalzinho comigo, a não ser com o Kitsune. Quanto às pessoas me reconhecerem, me dá medo. Nunca sei o quão desengranhado eu estou. E eu costumo estar desengranhado com frequência.

Mara: Vamos para o Bate-Bola Jogo Rápido. Vou falar palavras e vocês arranjem uma resposta curta que valha para os dois:

Um sonho: Sermos autores de quadrinhos.

Um arrependimento: o Video Quest 10, sobre Madoka Magica. Tá uma merda aquilo.

Um atrevimento: Mara, bora pro OtakuBar, sua gostosa! E sem o kareshi!

Um real: Churrasco Grego com suco de detergente.

Inquietação: essa porrada de animê de menininha no colégio, toda temporada…

Pirataria é: NEXT!

Video Quest na opinião de Val Marchiori: “Ai gente, vai arranjar uma namorada e perder a virgindade, HELLOO-OW!”

Mara: Esse é o fim da entrevista. Deixem um recado para os leitores do Mais de Oito Mil, e pode ser em vídeo para atingir o público analfabeto.

Kitsune: Já estamos gravando mais de oito mil vídeos por fim de semana… não deu pra fazer o seu… desculpa…(Comentário da Mara: ULTRAJE!!!!!) Mas MUITO OBRIGADO! É a primeira entrevista da minha vida! Estou profundamente emocionado! Esse segundo ano do VQ vai nos dar muito trabalho, mas espero que nos recompense… e, amigos e “fãs” (não consigo escrever isso sem as aspas), continuem conosco e com toda a equipe do Video Quest: eu, Urso, Azrael, Kaneda, Rah e mais alguns que pretendemos sequestrar em 2012! E, Mara… EU TE AMO! (viu? agora também tem declaração de amor pra você)

Urso: Essa também é a minha primeira entrevista da vida, tirando entrevista de emprego; mas acho que pelo menos nessa eu fui bem. Boa sorte pra toda equipe do MdOM: você, o Kareshi, o Vegeta e o Professor Odilon. E saiba que o seu blog é o meu segundo preferido, só perdendo pro Sankaku Complex, que além de ser um outro nível de descompromisso com a realidade, não é nem um blog. Obrigado a todos que acompanham o Video Quest; espero não decepcionar vocês. Adeus.

***

(@maisdeoitomil)

Mais de Oito Mil Interview – Pedro Leite e Rafael Koff, criadores das Tirinhas do Zodíaco

8 nov

Olá minna! Estamos de volta com mais uma entrevista relevante. Ou não. Um dos maiores sucessos nas redes sociais dos últimos tempos foram as Tirinhas do Zodíaco, que traziam os cavaleiros de Atena em situações engraçadas. Ou não. Através de um grande esforço jornalístico, consegui trazer os dois criadores para uma entrevista no blog, para falar sobre sucesso e sobre o lançamento do livro deles com as tiras. Será que eles responderam tudo? Será que foi tudo rápido e melancólico? IKIMASU ver a entrevista…ou não!

Mara- Vamos saber um pouco do histórico de vocês. O que faziam antes do dinheiro, glamour e mulheres que as tirinhas proporcionaram?

Pedro- Ainda faço o que fazia antes das Tirinhas do Zodíaco, exceto pela parte das mulheres (se antes elas nem me olhavam, agora elas olham e dão risada da minha cara). Sou publicitário e trabalho como Diretor de Arte em uma agência de propaganda, além te ter outros projetos de quadrinhos e cartuns que podem ser vistos no meu site (www.pedroleite.com.br).

Koff- Eu faço a mesma coisa que fazia antes das Tirinhas do Zodíaco também: passar a maior parte do dia vendo pornografia na internet. Fora isso, também trabalho com criação em uma agência de publicidade e faço tirinhas, entre outras coisas (livros, principalmente). Dá pra ver um pouco do meu trabalho aqui: flickr.com/koff | questionamentos.tumblr.com | tirinhasdejesus.blogspot.com

Mara- Eu vou perguntar como que o blog ficou conhecido. Vocês vão dar a resposta de “Os amigos foram divulgando e, quando vimos, era sucesso” ou vamos ter uma resposta inovadora e descontraída?

Koff- Os amigos foram divulgando e, quando vimos, era sucesso. Não somos inovadores ou descontraídos.

Mara- Vocês apareceram até na Folha Online. O sucesso foi planejado ou tudo não passou de uma grande coincidência deste universo onde não há pontas soltas? (Esta pergunta foi enviada pela leitora Yuuko)

Koff- Era de se esperar que as tiras tivessem alguma popularidade, principalmente porque esse desenho marcou muita gente no Brasil no meio da década de 90. E a gente nunca tinha visto uma paródia dele. É diferente de pegar um tema como Star Wars para parodiar, por exemplo (o que já foi feito milhares de vezes por pessoas muito talentosas). Nesse caso era algo que era inédito e explorava a nostalgia dessa geração. Mesmo assim, fizemos as tiras mais para a gente se divertir mesmo – o sucesso foi só consequência dessa diversão.

Mara- As pessoas julgam o sucesso das tiras dizendo que vocês estão ganhando popularidade com personagens e histórias de outra pessoa?

Pedro- As Tirinhas do Zodíaco são uma paródia do Saint Seiya, então definitivamente definitivamente a gente está “ganhando popularidade” com os personagens de outra pessoa. Não tem como alguém discordar disto. A diferença é que o projeto foi algo original para a série, nunca feito antes desta maneira.

Mara- Com as tirinhas dá pra ver que vocês possuem um grande conhecimento sobre Cavaleiros do Zodíaco. Vocês ainda acham essa série a melhor coisa do mundo ou são lúcidos de mantê-la apenas como memória afetiva?

Pedro- Somos fãs dos Cavaleiros do Zodíaco, mas sabemos que esta série está longe de ser a melhor do mundo. Não somos tão fanáticos assim, mas como muitas pessoas da nossa idade, fomos impactados por este anime quando crianças.

Koff- Eu realmente acho muito bom ainda. Claro que o desenho tinha problemas, mas tinha também uma premissa genial!

Mara- Imagino que essa seja uma dúvida que muitos tenham. O trabalho de vocês é claramente baseado no Cavaleiros do Zodíaco, que pertence à editora Shueisha e ao Masami Kurumada. Como o livro, ao contrário do blog, deve dar algum dinheiro, como funcionou o acordo a respeito dos direitos autorais?

Pedro- Para produzir o livro nós procuramos a empresa que possui os direitos autorais da série no Brasil, apresentamos o projeto e mostramos que pela receptividade que o nosso site teve esta publicação poderia ser um sucesso para os leitores dos Cavaleiros do Zodíaco. Como não houve interesse da parte deles, então nós produzimos o livrinho de maneira independente: pagamos a impressão com o nosso próprio dinheiro. Como o projeto é uma paródia e não uma cópia do anime, nos apoiamos na lei de Direitos Autorais que nos deixa a produzir este tipo de material sem precisar de uma autorização de quem possui os direitos da série.

Mara- Cavaleiros do Zodíaco nunca teve publicação de tiras cômicas, então mostra que vocês são pioneiros. Vocês ficam chateados que, se quiserem continuar pioneiros, vocês não poderão fazer um musical com travestis que nem já fizeram com a série do Masami Kurumada?

Koff- É estranho que tenha mencionado isso porque o nosso próximo projeto é uma série de tiras exclusivamente para travestis. Este mercado foi pouco explorado e tem tudo para fazer sucesso. Aguardem.

Mara- Obrigada pela entrevista. Querem deixar uma mensagem para os leitores do Mais de Oito Mil? A maioria escreve errado, mas são gente boa.

Pedro- Comprem o nosso livro e nos deixem milionários!

Koff- Nunca desistam dos seus sonhos. O meu sonho, no caso, é tirar todo o dinheiro de vocês com as vendas desse livro.

***

(Me siga no Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Entrevistando o pessoal do JBox

12 set

Olá minna! Eu estou muito animada com os entrevistados de hoje. Vou dar uma dica para ver se vocês adivinham! Um gosta muito de Final Fantasy VII e o outro gostaria que a abertura de DNA² estivesse em Inuyasha. Ainda não descobriram? Eles cuidam do melhor site informativo da interwebs do Burajiru, na minha humilde opinião (falando de humildade que nem o Netoin). Mais dica? A entrevista aconteceu no flat de um deles, que tem uma vista para o mar e dezoito criadas louras de olhos azuis e corpinho violão. Querem mais dic… o que foi, produção? Ah, já tá escrito no começo da entrevista quem são os entrevistados?

Então IKIMASU para o papo com o Tio Cloud e o Larc Yasha do famoso site Jbox.

Mara- Vamos começar com a pergunta mais fácil, valendo cinco mil reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro: como surgiu o Jbox e por que vocês quiseram entrar na imprensa especializada (pfff)?

Tio Cloud- O JBox surgiu em 2002 com o nome Japan X (eita criatividade ¬¬) e na época 99,9% dos sites sobre animação japonesa não se preocupavam em passar informações pro público, focando-se sempre em disponibilizar algo que estava engatinhando na época: downloads de episódios de animes. No máximo botavam notícias control c + control v do Animepró e somente. Muitos desses sites inclusive se recusavam a trocar links conosco, pois o Japan X era considerado inferior por não possuir downloads – logo não teria muitas visitas – pois se focava apenas em matérias sobre produções exibidas no Brasil. O site foi crescendo e depois mudamos de nome para OrbitaX (Comentário da Mara: HAHAHAHAHA que nome ridículo) (não ria, pois depois eu vendi o domínio pra um canadense e faturei horrores =P), que fechou em pouco tempo quando fomos perdendo o gosto por escrever. Depois o Larc foi tocando o barco sozinho com um blog que na época despertou a ira de uma certa empresa de eventos por falar verdades. Esse blog e o conteúdo que tínhamos armazenado (matérias) deram origem ao JBox que está no ar até hoje. Infelizmente o foco nas matérias foi caindo por simples falta de tempo para escrever e isso foi dando lugar às noticias – conteúdo rápido e que exige menos pesquisa, já que algumas matérias (acreditem) demoravam semanas pra ficarem prontas.

Larc- Então… O Cloud respondeu tudo sozinho (que falta de graã… ¬¬). Só não mencionou que eu puxava o saco dele achando que ele escrevia muito bem (HAHAHAHA) e comecei a colaborar com o Japan X e dessa nossa interação diária no MSN nasceu uma amizade. O estilo do site me despertou a atenção pelo jeito despojado, leve e de bom humor – parecido com o de uma revista chamada Japan Fury. Como não tinha p*rra nenhuma pra fazer, ficava catando animes na internet pra ver e fazer matérias com um teor cáustico diferente das revistas que entupiam as bancas naquela época. Sempre pensei que o nosso jeito de escrever era um diferencial atraente pro negócio. Pra que ler na internet matérias insossas do mesmo jeito que tinha nas bancas? Hoje nossas rotinas são mais “adultas” (temos que trabalhar pra pagar as contas!) e o pique e inspiração pra escrever (ou mesmo ver animes) é outro…

Mara- Vocês se diferenciaram por usar humor nas notícias, além de suas próprias opiniões. Já excluindo o Mais de Oito Mil, muitos outros sites tentaram copiar o estilo de vocês?

Tio Cloud- No princípio o site era muito, mas muuuuito anárquico. Adorávamos (e adoramos!) falar mal da Patrulha, do papel dos mangás daquela editora e da feiúra da Rumiko Takahashi, o problema é que tinha gente que tomava as dores desse pessoal – chegamos a receber muitas ameaças de processo, inclusive por parte de um funcionário da Patrulha. Fora que nosso jeito descontraído fazia com que o site não tivesse muita credibilidade para muitos – algo que acho totalmente sem sentido, mas viviam dizendo isso. Mas não ficamos “mais sérios” porque decidimos, foi acontecendo aos poucos. E hoje o JBox ainda dá pitacos em uma coisa ou outra, mas não chama uma leitora de gorda feia e sem amigos (ei! @_@) como já fizemos inúmeras vezes – ela merecia. Acho que ninguém, além de você, seguiu esse caminho de “escrachar para conscientizar”.

Larc- Acerca desse nosso humor, me lembro de um fuzuê que fãs de tokusatsu fizeram porque maculamos os sagrados Goggle Five por eles usarem armas tronchas (um bambolê, uma fita de cetim, a bola do Kiko…) na hora da batalha e os monstros terem retardo mental. Aliás, nossas matérias de tokusatsus sempre pisam no calo de algum nerd tetudo que se esqueceu que muitas coisas que curtiram na infância se tornaram datadas. Se o Jbox tivesse uma sede própria, acho que essa galera viria com enxadas e tochas pra nos matar (ou fazer assistir uma maratona do Machineman sem parar, o que é equivalente =P).  O engraçado é que, se por um lado a galera das antigas se sentia chocada por apontarmos os defeitos especiais dessas produções, a galera mais nova (leia: geração Pokémon) ficava com curiosidade de assistir pra constatar se o troço era ruim mesmo. Involuntariamente, acabamos “apresentando” o tokusatsu pra muita gente – que acabou gostando do negócio.

Mara- Já peço desculpas pelo nervosismo, é que sou uma grande fã do trabalho de vocês. Se pudesse eu compraria até camisetas e action figures do Tio Cloud e do Larc, e isso serve para a próxima pergunta: vocês ganham algum dinheiro com o Jbox?

Tio Cloud- Como você é falsa ¬¬. Bom, não ganhamos nem um centavo e acredito que ninguém que escreva sobre animes na Internet ganhe – a não ser que você venda DVD pirata no seu site. Infelizmente, além das editoras de mangás, praticamente não existem empresas que trabalhe regularmente com produtos orientais no Brasil, ou seja, se não há mercado não há patrocínio. E se levarmos em consideração que as editoras não acreditam no potencial de sites informativos – tanto que lançam coisas e não colocam nem nos sites das próprias – esperar ganhar algo com isso é utopia. Seguimos o lema “fazemos porque gostamos”. Aliás, o site só está no ar porque temos uma parceria com o Portal Sonic que nos cede a hospedagem, caso contrário é bem provável que já teríamos fechado as portas há muito tempo.

Larc- Tem gente que acha que vivemos do JBox. O pequeno Jiba, nosso primeiro colaborador e escravo, tentou viver do Jbox e adquiriu raquitismo. Só pra não dizer que não temos “receita”, aqueles anúncios do Submarino rendem uma comissãozinha que a cada 6 meses dá pra rachar e comprar um Trident de hortelã =). Portanto, cliquem nesses anúncios pra comprarmos um MC Lanche Feliz =(.

Mara- Vocês sempre têm notícias em primeira mão da Rede TV, e já chegaram a comentar que possuem diálogo com a emissora da Daniela Albuquerque. Vocês fizeram algo de útil com os animes na Rede TV ou a ajuda de vocês foi tão valiosa quando a do CavZodíaco na Band?

Tio Cloud- Na época em que a Elisa Ayub (a mulher que saracoteou e convenceu as esposas dos donos a investir em Pokémon) era a gerente de aquisições do canal tínhamos um diálogo aberto com eles. Inclusive quando o Tv Kids estava em alta queriam um desenho no mesmo estilo de Pokémon e obviamente indicamos Digimon – só que eles foram lá e compraram o 4 ao invés do primeiro… Na mesma época ofereceram One Piece e vieram pedir nossa opinião, mas tinham receio pegar algo da segunda temporada pra frente, pois Pokémon já tinha virado uma bagunça. No mais, montamos grades, fizemos algumas coisinhas. Só que, infelizmente, nem a própria Elisa tinha muito poder em cima do que podia ser feito, pois existia uma gana por números e poucos recursos pra alcançá-los (Comentário da Keila Lima: Quero deixar um beijo para a produção, que trabalha muito, com pouco recurso, doze horas por dia…) Assim não tem santo que ajude… Depois ela foi pra Band e o bloco virou o que está no ar hoje, sem investimentos – a última estréia, Yu-Gi-Oh!GX vai fazer um ano no ar mês que vem. A realidade é que, mesmo muita gente oferecendo produtos bacanas (a Toei que o diga…), eles não têm dinheiro pra comprar. Se nem os salários estão conseguindo manter em dia (mas o helicópteros dos donos são indispensáveis), imagina comprar desenho animado. Simples assim.

Larc- No final do ano passado nos perguntaram se o longa Ghost in the Shell seria algo legal pra passar num TV KIDS especial de Natal. Olha o nível de informação deles… Dissemos que não e indicamos várias outras opções, como produções do Miyazaki. No final não compraram nada…

Mara- Vocês, por trabalharem nesse meio há anos, devem ter acompanhado a trajetória do anime no Brasil. Para vocês, o que é que falta para os animes engrenarem de vez assim como o mercado de mangás? Mais um revival de Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon?

Tio Cloud- Apesar do choramingo de muitos quando um Naruto vira “modinha” é isso que falta pro mercado de animes no Brasil sair desse estado de coma: “modinhas”. Cavaleiros, Pokémon e Dragon Ball Z foram manias que desencadearam a vinda de outros títulos e investimentos no gênero. O problema é que, com o “politicamente correto” tomando conta da televisão brasileira (no que diz respeito à programação infantil, pois no resto está cada vez pior), as animações japonesas passaram a ser mal vistas pelos executivos de tv e empresários. E com os canais diminuindo cada vez mais seus horários pra programação infanto juvenil, o anime tende a se tornar cada vez mais um nicho. Uma pena, já que esse tipo de produto é feito para a massa. Reviver produções que deram certo pode ser interessante pros nostálgicos, mas é sonhar demais achar que isso irá aquecer o “mercado”.

Larc- Sinceramente, acho que não dá mais pra engrenar anime algum no Brasil. A Toei, por exemplo, insiste em trabalhar com One Piece da 4Kids. E essa série (uma das poucas com potencial pra emplacar se exibido de forma decente) retalhada é impraticável para conquistar o público. Talvez se as produtoras viessem pro Brasil e se preocupassem em entender como funciona nosso mercado, como é nossa audiência, eles pudessem evitar gafes como exibir aquela versão americana troncha de Dragon Ball KAI. O mercado parece não ter “confiança” nos animes mais. Ou você vê produtos dos Super Onze nas lojas?

Mara- Vocês têm um bom relacionamento com os outros grandes sites de notícias da imprensa especializada? Ou alguma vez algum site fuleiro foi até o seu servidor pedir que vocês excluíssem suas menções a notícias “deles” que, na verdade, foram traduzidas de sites americanos e não creditadas? Interpretem como quiser.

Tio Cloud- Temos um bom relacionamento com todo mundo da “impresa especializada”, principalmente os que são humildes e sabem que anime e manga é apenas diversão. Mas já tivemos problemas sim com um certo site e começou ao darem um Control c + Control v em uma nota sobre a estréia de Desert Punk na MTV e, quando fomos reclamar, nos mandaram ir cuidar da nossa vida – com essas mesmas palavras. Cuidamos tanto que nos tornamos espelho (quase que literalmente) pra eles. Também já quiseram nos fazer dar crédito por informações retiradas de site de impresa de canais pagos – as quais qualquer um que finja ser jornalista (como nós) tem acesso – com direito a piquetes e campanhas pela net. Coisas assim, mas nada que nos tire do sério. Mas hoje acredito não há mais problemas, ao menos por nossa parte. Não temos tempo (nem idade) pra ficar dando birra.  Hoje em dia acredito que os blogs brasileiros de animes (não vou citar nenhum, pois são taaaantos) é que estão se destacando nesse quesito de conteúdo informativo, e às vezes leio coisas que digo “puxa, como queria publicar algo assim no JBox”.

Larc- Existe imprensa especializada de animes no Brasil? Imprensa que precisa correr atrás das empresas para anunciar as coisas cujo público alvo é a audiência do site? Já tomamos chamada por “não termos divulgado” certas notícias. Cadê o pessoal da comunicação e marketing pra formatar o material pra ser divulgado? Tudo tem um limite.

Mara- A maior diferença entre uma sub-celebridade da mídia e uma sub-celebridade otaku é que essa última não aceita piada. Por usarem do humor nas notícias, vocês já feriram o ego de alguém?

Tio Cloud- Somos bonzinhos e amiguinhos de todos, mas existe um certo dublador que acha que tem que fazer o Silvio Santos em seus trabalhos  que sei que não gosta da gente – nem me pergunte o motivo (Comentário da Mara: Minha mãe dizia que se uma pessoa tem problema com várias pessoas, geralmente o problema é com ela). Mas acho que não me vem mais ninguém à mente.

Larc- Tem fã de tokusatsu que acha que trabalhamos pro Satã Goss. Sabemos também que há pessoas que nunca vimos na vida que gratuitamente falam mal da gente nos “bastidores” do mercado porque falamos que a armadura do Sharivan é de isopor (e não é mesmo?). Como o Cloud disse, tem até certos dubladores que não vão com nossa cara por motivos que não temos a menor noção! Fora as ameaças de processo por falar o que pensamos e que nos eventos vendem DVDs pirat… Ops! De divulgação =). Além claro, da rixa enigmática que certos blogs possuem contra nosso trabalho. Se a notícia saiu no Jbox e é de interesse geral da “nação otaku”, tem gente que nem divulga. Puta profissionalismo esse não acha? O mal do brasileiro – otaku ou não – é não aceitar críticas e se acomodar com sua condição de mediocridade na vida. E quando se apontam falhas, há pessoas que acham que estamos incitando a opinião dos outros a ser negativa. Existem otakus pensantes e não pensantes: os pensantes vão conferir o negócio e avaliar com seus próprios parâmetros e conceitos se algo é bom ou ruim. Já a outra categoria absorve as opiniões alheias e replicam idéias ignorantes sem sequer ter pegado ou visto um produto. Mas uma coisa é certa: se muitos concordam com a crítica, porque não buscar uma alternativa para melhorar? Eu encaro minha vida assim…

Mara- Vamos terminar essa entrevista. Além de darem uma palavrinha para os leitores do Mais de Oito Mil, vocês dariam que dica para quem quer começar um site de notícias? Pode ser dica errada também, para afastar uma eventual concorrência.

Larc- Ter um site de notícias é relativamente fácil: copiem tudo do Anime News Network. Dos gringos não precisa dar a fonte (hihihi) e dos brasileiros, seria educado para que depois não venham com “tire o conteúdo copiado, pois a notícia que está no site da Turner ou da HBO foi vista por nós primeiro”. Hahahaha…

Tio Cloud- A dica de ouro o Larc já deu. Pra finalizar gostaria de agradecer tanto a você pela oportunidade (não publique que pagamos, ok? Fica em off…), quanto aos nossos fiéis leitores que nos acompanham pela paciência. E aproveitando, também precisamos agradecer aos nossos grandes colaboradores Allena, Gustavo Martins, Jibinha, Leo, Le, Kuroi e Laura que compartilham informações através do nosso site, seja com matérias, reviews e outras coisitas. Palmas pra eles (porque dinheiro que é bom, não podemos dar XD).

(Fonte das imagens: Google)

***

(Me siga no Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Entrevista com Mário Lúcio de Freitas, o dono da Gota Mágica

26 jul

Alguma vez na vida você já ouviu “Versão Brasileira – Gota Mágica, São Paulo”. Nem que seja vendo anime na Manchete ou baixando episódio de Guerreiras Mágicas de Rayearth dublado né? Então, a Gota Mágica era onde 11 entre 9 animes eram dublados durante a década de 90. Eles gravaram Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball e muitas outras pérolas que fazem os nostálgicos acharem que o tempo dos Mamonas Assassinas era melhor que hoje. E por trás desse estúdio marcante havia a direção de Mário Lúcio de Freitas, que é o entrevistado de hoje do Mais de Oito Mil. E essa entrevista é especial, sabem por quê? Porque eu decidi me abster de todo e qualquer comentário sobre o que o nosso entrevistado falou! Dessa vez, cuidei apenas de formatar o texto e de selecionar adequadamente a melhor imagem para cada resposta, deixando que o leitor atento tire suas próprias conclusões do entrevistado. E lembrando que eu não altero UMA VÍRGULA do que os convidados falam.  Então vamos começar esse bate papo e não me desapontem!

Mara – A primeira grande produção japonesa aqui no Brasil foi Cavaleiros do Zodíaco, e foi dublada pela Gota Mágica. O anime foi mandado sob encomenda para a empresa ou a Gota Mágica pegou a série porque ninguém mais pegou?

Mário – Na realidade, foi a primeira dublagem da Gota, que foi indicada por alguém. Não sei até hoje quem foi esse louco que indicou (rsrsrs). Poderia ter dado zebra. Mas como a Samtoy insistiu, pegamos, né?

Mara – Na dublagem de Cavaleiros, Gilberto Baroli fazia os vilões, seu filho Hermes fazia o Seiya e a sua filha fazia a Saori. O que você tem a dizer sobre o nepotismo na política brasileira?

Mário – É muito forte. Inclusive, o curso de direção de dublagem do Baroli parece que foi feito em Brasília. Família que fatura unida permanece unida (rsrsrs). Mas, a bem da verdade, quem escalou o Hermes e a Letícia fui eu e não ele. O Baroli nem queria que eles dublassem a série, para não levantar suspeitas (rsrsrs).

Mara – A dublagem de Cavaleiros tinha golpes que mudavam de nome a cada episódio, dubladores que eram trocados e senhores de idade fazendo a voz de pessoas jovens. Pode citar o nome do culpado para que possamos colocá-lo no Macumba Online? Obrigada.

Mário – O próprio Baroli. Talvez para confundir (rsrsrs). O que ocorreu mesmo é que  a série veio para o Brasil já dublada em espanhol, e acho que esses enganos já haviam acontecido. Não sei se de propósito ou não.

Mara – Em algumas empresas, os funcionários costumam fazer piadinhas internas e pequenas zoações. Por que, sempre que aparecia um personagem de sexualidade suspeita, vocês colocavam o Marcelo Campos pra dublar? Foi o Misty, foi o Jabu, foi o Mu, foi o General Blue…

Mário – Pra ficar mais real (rsrsrs). Mas essa pergunta somente o Baroli poderá responder. Ele que o escalava (rsrsrs). Mas falando sério, o Marcelo faz bem qualquer personagem. É um excelente profissional.

Mara – A história da Gota Mágica tem muitas lendas urbanas. Dizem os boatos, por exemplo, que Sailor Moon teve uma pausa no meio da dublagem por causa da greve dos dubladores. Essas histórias são verdades ou é tudo intriga da imprensa Sônia Abrão?

Mário – Aconteceram, sim, greves de dubladores, mas não me lembro se foram durante a dublagem de Sailor Moon.

Mara – Vocês compuseram músicas que, infelizmente, ouvimos até hoje de fãs em eventos de anime. Isso se deve à qualidade das músicas compostas pela Gota Mágica, pelo atenuado nostalgismo dos fãs ou os dois?

Mário – Acho que aos dois (rsrsr). A qualidade das músicas da Gota, realmente, ajudaram. Veja que séries como Punk, a levada da breca; Chaves; Ursinhos Carinhosos; Jem e as Hologramas, Dragon Ball, etc. estão em nossa memória até hoje. Não é por acaso, né?

Mara – Falando nas músicas, vocês produziam também CDs das séries. Tirando o de Cavaleiros do Zodíaco, os CDs de Super Campeões, Guerreiras Mágicas e outros do gênero venderam ou apenas somaram despesas a essas séries que já não tinham uma audiência muito boa?

Mário – Por incrível que parece, não é que venderam (rsrsrs). Fizemos também Bananas de Pijamas, Chaves, US Mangá, Turma da Mônica…

Mara – A Larissa Tassi gravou a primeira música de Cavaleiros do Zodíaco e, muitos anos depois e já adulta, ela foi chamada para gravar novas músicas para a série. Você se sente orgulhoso por ter descoberto esse talento ou dá sua risada maligna porque ainda temos que aturar ela em pleno século XXI?

Mário – Acho que as duas coisas (rsrs). Mas na realidade a Larissa e seu amigo gravaram a segunda abertura e não a primeira, e foram descobertos pela Sony e não por mim. Eu produzi a parte de São Paulo (Marin, Shina, Mestre do Mal, Rap do Zodíaco e Força Astral).

Mara – E agora a única pergunta sem piadinhas desta entrevista: por que motivos a Gota Mágica fechou as portas?

Mário – Essa é uma pergunta que todos me fazem, já que o estúdio fez muito sucesso. Acontece que os motivos que fizeram a empresa fechar suas portas foram particulares e não profissionais. Ela era uma empresa familiar, onde vários integrantes de uma família trabalhavam, e esses integrantes abandonaram o barco, me deixando sozinho. Eu não poderia gravar voz de mulher, de criança, etc. Ficou impraticável. Outro motivo também foi que o estúdio foi montado para ser utilizado por três empresas, que não eram sócias, e essas duas outras empresas não emplacaram e deixaram com a Gota uma estrutura muita grande para uma firma só. Foi isso. Mas o que dá para ver hoje em dia é que os fãs sentem saudade do estilo de trabalho da Gota. Ela era realmente diferente.

Mara – A Gota Mágica era chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. A Parisi Vídeo era chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. A Álamo começou a ser chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. Trabalhar com anime dá tanta urucubaca assim?

Mário – Talvez a gente não cuidasse das mandigas com tanta eficiência como fazíamos com os trabalhos (srsrsrs). Mas, na verdade, o sucesso incomoda, mesmo, e isso provoca muita energia negativa nos concorrentes. Também, para quem ainda não sabe, dublagem é uma atividade que dá pouco lucro. Se você não fizer como fazia a Gota, que buscava em atividades paralelas outras formas de rendimento, fazendo discos, comerciais, disc 900, shows em circo, etc. dá zebra, mesmo. Outra coisa que ocorre com a dublagem é que os estúdios nivelam por baixo a produção. Acham que somente abaixando o preço é que pegam serviço, o que não é verdade. O que aumenta a procura é a qualidade e não o preço baixo.

Mara – Obrigada pela entrevista, Mário Lúcio de Freitas. Tem algum recado para os leitores do Mais de Oito Mil?

Mário – Agradeço muito pela oportunidade e gostaria de dar os parabéns pelo blog. É bem legal e criativo. O recado a dar é esse: faça um trabalho honesto, bem feito, de qualidade, que ele será sempre lembrado com carinho. Essa era a filosofia da Gota.

(Fonte das Fotos: Google)

***

(Me siga no Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Mara entrevista Gabrielle Valério, a cosplayer Pé Frio

20 mai

Oi Minna! Finalmente uma entrevista com alguém que o Jbox não entrevistou ainda, né? Olha que evolução! A nossa convidada de hoje é Gabrielle Valério, a cosplayer que ganhou ano passado o WCS aqui no Burajiru junto com Gabriel Cacatua. E Gabrielle está aqui conosco hoje para falar um pouco de como começou no mundo cosp… o que foi, produção? Eu não perguntei isso? Bem, o que importa é que descobrimos um pouco mais sobre sua vida e sobre seus projet… eu também não perguntei isso? Que seja, o que importa é que teremos uma entrevista simpática pra falar sobre o mundo dos cosplayers e das pessoas que estão avantajadas demais para suas fantasias. Pare agora mesmo de achar que o Anime Friends voltou as salas por clamor do público e IKIMASU ver essa entrevista!

 

Mara – Gabrielle, muito obrigada por aceitar dar uma entrevista para um blog como o meu, mesmo depois de eu espalhar boatos que você era pé-frio.  Agora me diga, depois de ter perdido o WCS na Grande Nação Japonesa ano passado e de ter acontecido um terremoto e um tsunami no país coincidentemente quando você estava lá, você se considera uma pessoa sortuda?

Gabrielle – Valeu pelo convite (e desde já perdoe as mil gírias que uso, é mais forte do que eu :D)! Mas discordo da parte “boato”. Pé-frio aqui é fato!  Coitado do Juno só conseguiu ganhar o WCS quando eu desisti de participar e ele arrumou outra dupla. Só ganhei no Brasil também porque não botava fé, e logicamente perdi no Japão porque aí sim eu botei fé (Comentário da Mara: É porque ela não acreditou no meu post profético.). lol. O terremoto no Japão foi culpa da agencia, que exagerou no pacote “com emoção” que pedi. Mas conseguiu tornar a viagem inesquecível.

Mara – Você já disse em entrevistas que gastou centenas de reais em uma única fantasia. Você acha que só gente das classes mais abastadas consegue  aproveitar o cosplay ou você acha que alguém que não consegue nem comprar uma cesta básica também consegue brincar de cosplay?

Gabrielle – Pô, a cesta básica também tá cara… Mas pra “brincar de cosplay” basta gostar do que está fazendo e não sair comprando tudo na primeira loja, pesquisa e gasta um pouquinho por mês pra não pesar tanto no bolso. E não precisa escolher um cosplay caro pra garantir a diversão. Fiz uma Ino (de Naruto) com R$30, só pra fazer grupo com uma amiga, por exemplo. O cosplay que mais curti até hoje foi um Cactuar de Final Fantasy que gastei menos de R$ 50, todo de espuma e com tecido colado. O problema é premio? O Cactuar me rendeu Gamecube (Comentário da Mara: E você achando ruim os prêmios de hoje em dia, heim minna?) , radio, diskman (na época ainda usava, ok. E eu não sou velha! :D), e outros brindes… O cosplay mais caro foi a Rozalin, nele gastei a centena de real, mas porque não sei costurar, aí não acho justo minha tia fazer essa parte e não receber nada, então paguei por metros e mais metros de saias. Se a pessoa sabe costurar e onde comprar tecidos baratos (tipo, Brás, Bom Retiro, 25 de março em São Paulo), sai bem mais em conta.

Ou usa material reciclado, tipo a Silmeria :) eu acabei com os jornais de casa pra fazer a armadura (Comentário da Mara: Pelo menos alguém achou utilidade para aquela assinatura da Folha de São Paulo) e paguei 1 real (literalmente um real) nas botas, que comprei em um brechó de igreja na Zona Leste! Gasto mesmo foi só com os tubos de cola branca e tinta.

Então gastar pouco é possível e também garante diversão nesse meio. (Principalmente nas fotos, se você achar uma desse meu Cactuar até eu morro de rir, ele é muito tensoooo hauahuahaua E mesmo assim tem um espaço no meu coração!) (Comentário da Mara: E lógico que fui atrás dessa foto para ilustrar o post e a vergonha alheia da entrevistada)

(Deu pra ler até aqui sem dormir e sem que eu confundisse tudo? :D)

Mara – O mundo dos cosplayers é cheio de gente que quer puxar tapete e acabar com o outro. Você acha que esse mundo é cor-de-rosa ou já sofreu com gente tentando te prejudicar?

Gabrielle – Só no mundo dos cosplayers?? Ali o negocio é sussa se for ver verdadeiras “puxadas de tapete”! Mas a diferença é que cosplay é hobby, não é profissão. Então que “tapete” exatamente tem pra ser puxado? Não existe um “lugar” pra ser tomado, campeão é por concurso, final do dia todo mundo é abóbora de novo (Comentário da Mara: Gabrielle samba na cara de quem se acha só por fazer cosplay. Amo meus entrevistados.) e ano/mês/dia ou até hora seguinte tem mais. Tem inveja sim, briga de ego, disputa de popularidade, mentiras… Igual tem em colégio, empresas, em qualquer concurso, na vida num geral.

Pra mim o que tem são pessoas, com todas suas imperfeições em concursos onde vale o “que vença o melhor” (na opinião dos juízes, claro). E eu to muito filosófica lol. (Comentário da Mara: Agora frase motivacional virou filosofia. Daqui a pouco J-Rock vira música.)

Eu também não sou nada perfeita, não sou obrigada a gostar de tudo e muito menos agradar a todos. Mas não curto armar nem estar em um barraco, se tem alguém querendo me prejudicar seja como for eu me afasto, simples assim. Ou se valer MUITO a pena tento resolver com a pessoa, vai que foi um mal entendido… Senão foda-se, sigo minha vida, e cai no esquecimento, porque a memória de peixe dourado aqui não ajuda muito também. Aí meu mundo fica azul, bem real, e não esse rosa falso feio.

Mara – Tem certos cosplayers que não aceitam muito bem críticas e vêm em blogs que quinta categoria como o meu para reclamar e ameaçar minha pessoa. Os cosplayers deveriam aceitar melhor as críticas ou os críticos deveriam parar de emitir suas opiniões?

Gabrielle – Eu acho que deveria existir uma prisão pra quem tem opinião, onde eles deveriam ser amarrados com arame farpado, mordidos por dragões-de-komodo, jogados no ácido e torturados também de outras formas pelo resto da vida! Principalmente pra você que quer um mundo cor-de-rosa e não azul, que obviamente é muito melhor. Epa, isso foi uma opinião! O.o Oh noes!!! (Comentário da Mara: Minna, isso foi uma piada da entrevistada)

Mas falando sério, nem todo mundo gosta de ser criticado e nem todo mundo tem senso de humor. Eu acho criticas muito melhor que elogios. Costumam ser mais sinceras e ajudam a melhorar algo que muitas vezes não enxergamos. Tem as criticas toscas, do tipo “isso é uma bosta”. Ta, opinião da pessoa, ela achou uma bosta, ta no direito dela, mas uma bosta PQ? Disserte! Ajude a pessoa a melhorar ou ignorar sua opinião :D Alguns casos também são pessoas escrevendo qualquer coisa só pra causar. Aí não dá corda, é só abstrair (Comentário da Mara: Senti uma alfinetada)

Mara – Você é linda, loira e magra, então todo cosplay cai bem em você. Um verdadeiro cosplayer deveria procurar um personagem que tenha a ver com seu físico ou devemos aturar Sailors gordas e heróis com barriga de chopp?

Gabrielle – Ai, assim eu fico metida! Só melhoraria se no lugar de magra fosse gorda, to cansada do modelito palitinho (Comentário da Mara: Amiga, tem muitas cosplayers que comentam no meu blog que adorariam lhe ceder umas arrobas). Só falta criar vergonha na cara e comer que nem gente e não passarinho. Mas voltando!

Fake isso que tudo cai bem, hein, se eu quiser fazer um cosplay de Whitebeard (ou Barba branca, o do One Piece) não rola, ia gastar muito com espuma e enchimentos! Nem cospelada, falta peito e bunda! (Comentário da Mara: Esse termo é novo pra mim. Adorei!) Mas aí vai muito de opinião. Eu procuro personagens que tenham um tipo físico raquítico ou infantil, porque cai melhor em mim, prefiro assim.

Mas se a pessoa quer fazer um personagem e não tem o tipo físico não acho que tenha que se matar na academia, nem parar de comer e ficar doente por isso. Vale a diversão, deixa a pessoa ser feliz :D Agora, fazer pra se sentir mal depois também não rola! Se já vai pensando no que os outros vão dizer melhor nem começar (Comentário da Mara: Algumas cosplayers gordas sentiram uma alfinetada). Ou agüenta e leva na esportiva ou sofra com opinião alheia, pois na internet ninguém pega leve… (Comentário da Mara: Vixeeeee!) Ta na dúvida pede ajuda, pergunta pra alguém, mas não pra mãe. Opinião de mãe não vale. Mas eu apoio versão SD fofíssimos! *-*

Mara – Atualmente, qualquer pessoa de qualquer canto do Brasil pode participar das seletivas do WCS (por exemplo, uma dupla de São Paulo pode concorrer em um evento do Nordeste), mas, na sua opinião, isso não estaria limitando os participantes locais que não têm tanta tradição nos cosplays?

Gabrielle – Eu sou contra separar por região. Todo mundo é brasileiro. Separar é menosprezar o potencial deles, vão enfrentar os mais “tradicionais” de qualquer forma na final. Prefiro a mistura, trocar experiências, aprender. Perguntar direto pra uma pessoa como ela fez algo que você gostou é mais fácil que adivinhar por videos e fotos. Olha a dupla do SANA mesmo, a Mara e o Paulo. (Comentário da Mara: Precisa avisar que não sou eu?) Eu adorei a apresentação deles. Eles foram ainda pro Rio, competiram com “tradicionais” e venceram. E eu aprendi a fazer uma espada de LED que vira um chicote 8D

Mara – Muitos programas, como o Esquenta e o Programa da Eliana, andam exibindo pautas de cosplay para ocupar espaço no programa, só que eles sempre exibem como algo incomum, de gente “moderninha” e desocupada. Esse tipo de abordagem não acaba prejudicando como as pessoas vêm o cosplay no Brasil?

Gabrielle – Divulga o cosplay, mas de uma forma muito superficial. Não acho que prejudica, porque as pessoas que não conhecem mal prestam atenção no que foi falado, só olham as roupas. (Comentário da Mara: Coice na cara de quem curte essas matérias porque “divulga a cultura da Grande Nação Japonesa mimimi”) Quem se interessar mesmo, vai pra internet, aí sim pode prejudicar ou melhorar a imagem, tudo depende da onde o Google levou a pessoa! O resto vai dizer “ah, isso é o tal de cosplay? hm.” e esquecer.

Mara – Antigamente, a maior atração de um evento de anime era o concurso cosplay, e hoje em dia é a apresentação de cantores japoneses que não têm relevância alguma em seu país. O interesse pela criatividade das apresentações de cosplay perdeu para o interesse de ver o Kageyama cantando Soldier Dream de novo? 

Gabrielle – Opa, mas como assim sem relevância? Kageyama tava na final do WCS japonês também, e o povo tava delirando lá. (Comentário da Mara: Delírios, delírios) Eu nunca vi um show aqui desses artistas pra ser honesta…

Agora, quando o assunto é cosplay, lá fora ainda é valorizado, o pessoal realmente gosta. Aqui foi perdendo o interesse por vários motivos, e aí entra a minha opinião, não que seja um fato consumado, mas quem afastou as pessoas do cosplay foram os próprios cosplayers, os eventos só fizeram nossas vontades pensando no lucro.

Deixa eu tentar explicar, se prepara pra biblia… (Comentário da Mara: Já estou aqui com o livro aberto em Coríntios)

Antes as pessoas se interessavam pelo hobby por andar em eventos e conversar com cosplayers, O acesso era muito mais fácil, e as pessoas mais simpáticas também, o interesse surgia pelo amor que os cosplayers passavam para outras pessoas, seja por fazer tudo da roupa, interpretar ou simplesmente por uma homenagem a um personagem que curtia. Ou até pela oportunidade de conhecer muitas pessoas nos eventos. Mas aí nós (eu me coloco nessa também ._.) queriamos uma área pra facilitar o conserto de roupas, espelhos pra maquiagem, com água e comida, vestiário e etc… A área cosplay.

Foi sensacional pros cosplayers, péssimo pro público e entusiastas. Afastou os cosplayers mais trabalhados do público, pessoal mal conseguia uma foto, imagina conversar mesmo com eles… Aos poucos parecia uma barreira entre “dois mundos” (Comentário da Mara: Pocahontas Feelings). E amor pra virar ódio é rapidinho, ainda mais quando alguém se sente menos privilegiado, afinal publico pagava igual cosplayer, porque o tratamento especial? Assim foi morrendo o interesse de boa parte dos que não sabiam por onde começar pra entrar nesse clubinho. As fofocas também ajudaram a afastar. Quem se interessa hoje ou conhece alguém do meio já ou arriscou algo depois de ver na internet. Os eventos pra tentar atrair mais melhoraram os prêmios. Mas nem isso ta segurando tanto mais… A maioria agora só olha, fala que é coisa de criança e vai embora. Aí o que resta em eventos? Compras e shows (quase sempre dos mesmos japoneses).

Mara – Atualmente houve uma certa orkutização do cosplay, ou seja, tem gente fazendo cosplay de personagem do Zorra Total, de desenho americano e de coisas genéricas como Gothic Lolita. E esse mesmo tipo de gente tá conseguindo ganhar primeiros lugares em muitas premiações. Em eventos de anime e mangá, você acha que deveria haver um foco nas coisas japonesas ou continuar esse samba do afro descendente com disfunção mental?

Gabrielle – Vai do evento, se os caras liberaram… Fala pra uma Lolita no Japão que ela é cosplayer pra você ver uma coisinha doce ficar puta da vida… Mas como cosplay não começou no Japão muito menos com animação japonesa, creio que não há nada de errado nos eventos em liberar essa festa do caqui… (Comentário da Mara: Como dizem nos comentários do blog, inventa de ir de Naruto num evento de Star Wars pra ver a boa recepção.)

Mara – Muito obrigada de novo pela entrevista, Gabrielle. Queria deixar alguma mensagem, algum alô, alguma pequena dica, qualquer coisa para os leitores do Mais de Oito Mil?

Gabrielle – oi :) Beijo pro Juh, senão ele fica enciumado! :D Ta, além disso, né? Sem estresse, levem a vida mais na boa, não alimente os trolls, num gostou pegaeo. Bjs, me twitta. Tchau.

***

(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Descobrindo quem pintou as zebras com Marcelo Del Greco, o Editor da JBC!

3 mai

Finalmente alguém tomou vergonha na cara de fazer uma imagem decente para a seção de entrevistas… O que foi? Já começou?

Oi minna! Aqui quem está falando é a Mara e estou muito emocionada com a entrevista que teremos hoje. Mostrando mais uma vez que só sei copiar as pautas de entrevistas do Jbox, hoje traremos um bate papo muito divertido com Marcelo Del Greco. Se você não tem idade para saber, ele escrevia para a revista Herói e hoje é o Editor de mangás da JBC, aqueeeela editora que publicou Fairy Tail. E você acha que fiquei com o rabo preso de perguntar tudo o que eu queria? Será que finalmente vamos descobrir quem pintou as zebras?

Então preencha a coluna do meio e IKIMASU ver o papo com Marcelo Del Greco!!!

 

Mara: Primeiro queria agradecer à entrevista, Marcelo Del Greco, e dar os parabéns pelos 10 anos de mangás da Editora JBC. A minha primeira pergunta é essa: qual é a função de um editor de mangás? Pergunto isso porque precisamos saber em quem botar a culpa quando vemos algo errado.

MDG: Obrigado pelos parabéns e eu que agradeço a oportunidade. Sempre gosto de ter esse tipo de oportunidade de explicar e esclarecer como a produção de mangás na JBC é feita. Inclusive, mantenho aqui o convite para você vir conhecer a editora. Quanto à função de editor, ele basicamente edita o texto. Ok, antes que você diga “ah, vá!”, vou explicar um pouco melhor (Comentário da Mara: Ah v… maldito Marcelo, mal pude ver seus movimentos!). No caso dos mangás, o editor é responsável por dar fluência ao texto, saber qual linguagem usar para cada título – e em cada mangá, para cada personagem –, adaptar para o português o que ainda for necessário para que o texto fique compreensível em nossa língua e por aí vai. Além disso, ele também é o responsável por juntar todas as informações captadas pelos demais departamentos da JBC – o que inclui pesquisas em eventos, cartas, e-mails, etc… – para saber o que os nossos leitores querem ler e fazer a seleção final dos mangás que serão pedidos. E, para o bem ou para o mal, ele seria a quem você poderia culpar.

Mara: Sabemos que você foi parar na JBC depois de todo seu trabalho na imprensa especializada na época da revista Herói. Como vocês faziam para arranjar pauta numa época em que não tinha o Anime News Network pra copiar notinhas?

MDG: Na verdade, arranjar pauta naquela época era muito mais fácil do que hoje. Como até então praticamente nunca tinha existido uma revista como a Herói, nós tínhamos, além de Cavaleiros do Zodíaco e Power Rangers, todas as séries japas – incluo aqui tanto animes e mangás quanto tokusatsus – para fazer matérias. Isso sem contar filmes, séries, quadrinhos e desenhos americanos e afins. É curioso que, até então, praticamente não havia registro de que muitos desses programas haviam passado aqui no Brasil. Então o que não faltava era pauta, difícil mesmo era arrumar imagens para as matérias. A maioria era feita com material que eu e os demais colaboradores já tínhamos guardado, coisas de colecionadores como livros, revistas importadas e tals. Mesmo material de Cavaleiros era osso de achar. Passei muitas tardes sentado no chão de livrarias e sebos na Liberdade caçando qualquer imagem. Depois da Herói, já na JBC, dei continuidade a esse trabalho na Henshin. Com ela pudemos pela primeira vez entrevistar astros japoneses de seriados, autores de mangás, diretores de animes. Isso foi algo que ninguém tinha feito antes. 

Mara: Tá, Cavaleiros do Zodíaco tem um espaço reservado no seu coração, todo mundo sabe disso. Mas, agora depois de mais velho e experiente, você ainda gosta disso MESMO?

MDG: Mas claro que sim! Cavaleiros já alcançou status de clássico, ele está além de qualquer crítica. Claro que qualquer um sabe que a história tem várias (Comentário da Mara: VÁRIAS), digamos, escorregadas. Mas até isso é divertido em Cavaleiros, tipo como o Cássius chegou na Casa de Leão sem ter enfrentado nenhum Cavaleiro de Ouro… ou mesmo a Marin e a Shina, que conheciam um atalho ainda melhor do que o do Cássius para chegar na sala do Grande Mestre…

Mara: Era mais difícil licenciar mangá quando vocês eram uma editora sem histórico ou agora que a Panini pega tudo de todo mundo?

MDG: A dificuldade é a mesma. Para convencer uma editora japonesa a licenciar determinado título não basta só você oferecer uma mala de dinheiro (Comentário da Mara: Mas isso já dá uma ajudada legal, né?). Eles querem saber como a série vai ser trabalhada ao longo de toda a sua publicação. Então é algo que envolve vários detalhes. É preciso montar um grande projeto. E para que ele seja aprovado leva-se um bom tempo, em geral até dois anos de negociações dependendo da editora. Foi assim que conseguimos mangás como Fairy Tail, Lost Canvas, Evangelion, Code Geass, Rosário + Vampire, Death Note… Fora os que ainda não anunciamos ainda para este ano.

Mara: Lógico que eu não deixaria de fazer algumas perguntas sobre Fairy Tail. Qual foi a repercussão das críticas feitas pelos fãs à tradução do primeiro volume?

MDG: Geralmente, quando um mangá muito famoso é lançado oficialmente no Brasil, algumas críticas podem acontecer por conta da chamada memória afetiva das pessoas. Ou seja, se alguém teve contato com alguma outra tradução, geralmente usada em algum scanlation ou feita por algum fansubber, acaba tomando aquela tradução como a que deveria ser seguida (Comentário da Mara: Fã é mesmo um saco, né Marcelão? Até hoje tem gente me mandando mensagem pedindo pra divulgar que cortaram o “Aye” do Happy quando isso nem tinha no original.). Mas é importante lembrar que esse conteúdo baixado na internet não é oficial e por isso mesmo nem poderíamos segui-lo. Nós sempre ouvimos os leitores e toda a crítica. Desde que tenham propriedade e coerência (Comentário da Mara: E Otaku tem coerência desde quando?), são muito bem-vindas. Além disso, estamos sempre abertos a receber novos tradutores. Se tiver alguém interessado pode entrar em contato com a gente para vir fazer um teste e, quem sabe, fazer parte de nossa equipe.

Mara: O Guilherme Briggs falou que a culpa das gírias não foi dele, e sim da editora. Afinal, quem pintou as zebras? E o que você tem a dizer sobre adaptação de mangás, no geral, para o português?

MDG: Bom, oficialmente quem pintou as zebras foi Deus… assim como Ele fez com as onças, os tigres… (@_@!) Mas no caso de Fairy Tail, fui eu (Comentário da Mara: TÃ TÃ TÃÃÃÃÃÃÃÃ… Ah, isso foi a música do Dramatic Chipmunk.). Mas, veja bem, na JBC trabalhamos em equipe e até chegar ao texto final um mangá passa por várias mãos. Começa pelo tradutor, vai para o nosso Tradutor-Chefe – no caso o Oka, que fala japonês fluente e que tem um grande conhecimento sobre animes e mangás –, vai para o editor, passa por revisão, batemos todas as emendas, fazemos uma revisão final para, então, finalmente o mangá ser liberado para ser impresso. E em qualquer uma dessas etapas pode haver alguma modificação. Voltando ao caso das zebras, quando fazemos qualquer adaptação para o português sempre procuramos deixar o texto solto e compreensível na nossa língua e isso inclui o uso de uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano (Comentário da Mara: Lembrando que a expressão das Zebras está uns 20 anos longe do nosso cotidiano.), com algumas eventuais gírias – desde que empregadas no lugar apropriado e que não mudem o sentido da expressão na língua original. No caso das zebras, a piadinha não foge do contexto e deixa, em português, a fala mais divertida – afinal, Fairy Tail antes de mais nada é uma comédia. Tenho uma teoria de que se Fairy Tail tivesse sido dublado primeiro não haveria reclamação. Não vou nem pegar o exemplo de Yu Yu Hakusho, que foi o primeiro anime a fazer uma adaptação mais diferenciada na hora que entrou em estúdio para ser dublado. Vou usar Ranma ½ como referência (Comentário da Mara: Minna, esse danadinho do Del Greco só tá usando o exemplo do Ranma ½ porque eu contei que me divertia com esse mangá.). Eu coloquei muito mais gírias nessa adaptação do que em Fairy Tail. Na verdade fui muito além, tem frases do Chaves, tem referências ao Pica-Pau e até o Ranma cantarola Sorriso Contagiante e ninguém nunca reclamou. Porém, Ranma foi dublado primeiro e depois veio o mangá (desconsiderando as edições lançadas pela Animangá). Se tivéssemos lançado o mangá antes da dublagem tenho certeza de que iriam reclamar. O que quero dizer que há dois pesos e duas medidas para criticar um determinado trabalho. Eu realmente busco levar para os mangás uma fluência de leitura que pareça com um texto feito para dublagem, para que o leitor possa imaginar os personagens com suas vozes e tudo mais quando estiver lendo – e isso mesmo para os mangás que não tiveram uma versão brasileira ainda. Veja, por exemplo, as dublagens do Pica-Pau ou dos desenhos da Pixar: todos tem uma adaptação brilhante para a nossa língua e sabem usar gírias perfeitamente. Veja o Chaves (Comentário da Mara: Olha, nem mexo com fã brasileiro de Chaves porque eles são os mais chatos que existem no mundo.), alguém acha que o Barbiroto em algum momento foi conhecido no México? Mesmo por conta de toda a pirataria que há na internet, temos de fazer algo que nos diferencie dela e essa adaptação é uma delas. Quanto ao Briggs, ele ainda tem um outro diferencial que é o fato de ele ser ator (Comentário da Mara: …e dublador, cantor, escritor, desenhista, dançarino, juiz de futebol, jurado de show de calouros, apresentador de stand up comedy…). Ele dá um bom ritmo ao texto e sabe usar bem a linguagem coloquial (Comentário da Mara: O filme do Yu-Gi-Oh traduzido e dirigido por ele manda lembranças!). Li muita besteira sobre ele tanto no caso de Tenjho Tenge quanto no de Fairy Tail e posso garantir que o Briggs é um cara supergente fina e um profissional exemplar (Comentário da Mara: Ô loco meu!). Se ele é amigo meu ou não pouco importa, desde que seja capaz de fazer o trabalho direito, cumprir os prazos… E veja você, tem gente por aí que vive criticando a nós e ao Briggs que chegou a ser convidada para vir trabalhar aqui e não topou. Claro que a pessoa teve os motivos dela, mas o fato é que ela não veio.

Mara: Na primeira edição há uma menção a Cavaleiros do Zodíaco em uma piadinha de um figurante. A Kodansha, que é a editora dona de Fairy Tail, tá sabendo que tem uma referência a um mangá da Shueisha/Akita Shoten?

MDG: Você guarda segredo?… Eu também ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: Nessa pergunta, o entrevistado tirou 20 no dado e pôde se esquivar com maestria da pergunta.)

Mara: Atualmente temos vários volumes de mangás que estão esgotados e rendem uma puta grana em sebos. Vocês planejam reimprimir as primeiras edições de Sakura Card Captors e Love Hina ou apenas esperam que o preço dos volumes aumente para que vocês possam vender um estoque secreto a fim de cobrir eventuais gastos ou prejuízos da editora?

MDG: Na verdade essa estratégia faz parte de um plano bem maior que visa a conquista do mundo através de mangás supostamente esgotados e vendidos a peso de ouro no Mercado Livre.

Mara: A JBC ter pego Cavaleiros do Zodíaco e Evangelion da Conrad deve ter sido uma baita alegria. Esse sentimento foi parecido com a alegria da Newpop quando pegou Gravitation ou da Panini pegando o Air Gear do Oh! Great, que teve o outro mangá publicado pela JBC?

MDG: Acho errado dizer que a JBC pegou Cavaleiros e Evangelion da Conrad. O Lost Canvas e o Evangelion foram oferecidos para as editoras interessadas e cada uma enviou a sua proposta. Felizmente conseguimos ganhar esses dois grandes títulos (Comentário da Mara: A entrevista foi feita antes do anúncio de Gate 7 do Clamp na Newpop. CERTEZA que após ler a notícia, alguém da JBC deve ter jogado uma taça de vinho num quadro, numa cena bem teatral e dramática para expressar a raiva.).

Mara: O meio-tankobon é imposição dos japoneses mesmo ou apenas um truque para a editora ter mais volume em banca?

MDG: O meio tankobon foi uma maneira que encontramos para introduzir o mangá no Brasil. Por ser mais barato que o tankobon, ele era e é mais acessível (Comentário da Mara: Acessível? Cê viu o preço do meio-tanko hoje em dia???). Hoje as editoras japonesas preferem que todos os mangás sejam lançados em formato tankobon, mas, por uma questão de estratégia de mercado, lançamos alguns títulos em meio tankobon desde que seja permitido pelos japoneses. É uma maneira de ajudar o leitor a comprar mais mangás dentro do mês.

Mara: Sei que cada caso é um caso, cada contrato é um contrato, e que os lucros de um mangá podem ajudar em outros. Mas quero saber, você pode me dizer se teve algum título que teve um retorno bem abaixo do esperado?

MDG: Na verdade, não. Claro que há uma diferença entre as vendas dos mangás mais famosos em relação aos mais desconhecidos. Mas nenhum chegou a ponto de ter ficado abaixo do esperado (Comentário da Mara: Nem Yu-Gi-Oh???? Aí sim fomos surpreendidos novamente.). Pelo contrário, há alguns títulos menos conhecidos que venderam muito melhor do que o esperado.

Mara: Dizem que Love Junkies fez um puta sucesso no Brasil. Vocês colocaram o nome da autora no Macumba Online quando ela decidiu encerrar o mangá?

MDG: De jeito nenhum. Acho que ela acabou na hora certa. A história já não tinha mais para onde ir e se continuasse iria estragar. Claro que até hoje choro de saudades da Shinako e de seus grandes… olhos. *_*! (Comentário da Mara: E eu choro lágrimas negras da sociedade ao ler declarações como esta.)

Mara: A JBC também traduz animes a pedido de empresas. Vocês trabalham de graça que nem alguns fãs ou vocês cobram seus serviços e fazem um trabalho profissional?

MDG: Absolutamente profissional.

Mara: Falando ainda sobre fãs, suponhamos que a JBC traga algum mangá que tenha um grande fã-clube no Brasil. Vocês entram em contato com esses fãs para alguma ajuda?

MDG: Geralmente, eles é que entram em contato com a gente e sempre ouvimos a todos, mas o trabalho é todo feito internamente. Além disso, toda a equipe de mangás da JBC também é composta por fãs, então temos um conhecimento bem considerável sobre nossos produtos.

(Comentário da Mara: Por favor, que saia Sailor Moon pela JBC pra eu rir de certos fã-clubes por oito dias e oito noites!)

Mara: Que fim levou o mangá de Train Man/Densha Otoko que vocês prometeram há anos?

MDG: Então, é engraçado porque nós nunca dissemos que lançaríamos o Train Man em mangá (Comentário da Mara: Produção! Quem escreveu essa pergunta???). Alguém pegou a informação pela metade e deu como notícia, mas isso foi tomado como verdade e nos cobram até hoje. Nossa filosofia é só anunciar os mangás que já estão efetivamente com contratos assinados e com data de banca definida (Comentário da Mara: Conrad se revira de desgosto no túmulo neste instante). Antes disso nunca anunciamos nada. E, no caso do Train Man, temos os direitos do livro que deu origem ao mangá e por ser um produto de livraria seu processo de produção é outro. Ainda não existe data para seu lançamento, mas esperamos conseguir lançá-lo o quanto antes.

Mara: Você coordenou a tradução de Dragon Ball Kai. Sabendo que existe o meme “mais de oito mil”, por que vocês mudaram a frase clássica? Não queriam fazer propaganda do meu blog?

MDG: Foi isso mesmo. Depois que você tirou sarro (ou morreu de inveja) da minha camiseta do Inu-Yasha eu decidi me vingar e mudei a frase do Vegeta por sua causa… Ou seja, a culpa é toda sua… hehehe… Bom, claro que não foi por causa disso (Comentário da Mara: Será?). Sempre que pegamos uma série para traduzir para a dublagem, principalmente quando ela já teve uma versão brasileira anterior, sempre procuramos apenas corrigir os possíveis erros de tradução e manter expressões, golpes e frases consagradas. Posso dizer que foi uma dureza resgatar as falas do Kuririn de quando o Raditz chega na casa do Mestre Kame e as piadas do Sr.Kaioh no começo do treino do Goku. Resgatei também o Gohan chamando o Piccolo de Sr.Piccolo, que nem tem no original. E na hora que eu estava editando o episódio do “mais de 8 mil”, acabei editando a frase automaticamente porque ela é muito mal construída (Comentário da Mara: COMO OUSA OFENDER A SINTAXE DE UMA FRASE TÃO BRILHANTE??????). Só fui me dar conta quando eu estava lendo um fórum e vi um cara dizendo que ia ser muito sem graça o Vegeta falar a frase sem sua voz original. Quando eu me dei conta até liguei na BKS para alterar a fala, mas já era tarde demais. O episódio já tinha sido dublado e entregue. Pelo menos não mudei 8 para 9, como já aconteceu por aí, né?! Seria bem pior… ˆ_ˆ! Mas para compensar eu fiz não uma, mas duas homenagens a você em Dragon Ball Kai = )

Mara: Agradeço ao tempo que você gastou nessa entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem de sabedoria para os leitores do Mais de Oito Mil? Ou pode ser uma dica de um futuro lançamento, tá valendo.

MDG: Eu que agradeço a oportunidade e estou sempre a disposição. Quanto a mensagem, pensei em dizer algo edificante como “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, mas deixarei aqui a sábia frase de Tio Patinhas em Ducktales “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Valeu!! ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: essa frase foi uma indireta pra mim, produção? É isso mesmo?)

***

(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.119 outros seguidores