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Experiência Mais de Oito Mil – Analisando Beyblade como se fosse um blog qualquer da imprensa especializada (pff)

23 ago

Um dia desses fiquei me perguntando por que não estou no Genkidama. Achei que era porque eu fazia piadas sem graça, mas aí lembrei que o Leonardo Kitsune tá lá. Então só pode ser porque eu não analiso animes seriamente como a nossa imprensa especializada (pff). Por isso, decidi usar toda a habilidade adquirida lendo reviews de outros blogs e fazer o meu próprio review pedante de anime, no qual eu poderei expor toda a minha cultura superior enquanto estabeleço a minha superioridade sobre todos vocês leitores.

Essa vai ser a minha experiência do dia. Para começar, escolhi um anime fácil. Beyblade. A primeira temporada mesmo, aquela que você fingia que não via mas sempre zoava falando os nomes certos. Então, let it ri…. digo, IKIMASU para a análise!

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Beyblade é mais uma obra prima da animação japonesa produzida pelo estúdio Madhouse, que é o responsável pelos melhores animes do mundo há vinte anos.  É a história de um garoto espevitado chamado Tyson Granger que participa de ousados duelos envolvendo piões de batalha.

Você leitor não deve ter percebido, mas Tyson não é um nome japonês. Isso acontece porque o anime foi editado e tesourado inescrupulosamente pelos maléficos americanos, porque o nome original dele é Takao. O fracasso do anime com certeza deve estar ligado a isso, tenho quase certeza.


A trama de Beyblade envolve campeonatos disputados com os personagens lutando com seus piões. Tudo não passa de uma forma de pastiche que se refere a uma alegoria da sociedade que se monta nos seres menos pensantes e mais fortes para o erguimento de uma sociedade mais justa, como visto no período Edo da história japonesa. Estes ciclos históricos se repetem constantemente no universo ficcional japonês, e esta constância se mantém até o ponto de virada do plot, que é a vitória de Takao.


Embasando minha opinião nos conceitos da fenomenologia e na variação de perspectiva do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” do sensacional Glauber Rocha, o anime Beyblade é uma excelente pedida para aquele fim de semana pra você maratonar. É um anime irreverente, com altas doses de aventura, muita comédia e aquela animação linda que podemos esperar da Madhouse. Tem meu selo de qualidade.

Experiência Mais de Oito Mil + MdOM Mangás – É hora da ação!

16 set

Tinha um episódio dos Animaniacs que eu adorava. Eles tinham uma máquina de misturava coisas, aí eles faziam crossovers entre as esquetes do programa, misturando os personagens. E o que isso tem a ver com o blog? Porque, assim como na quarta-feira, em que eu misturei o Grande Debate com o Mais de Oito Mil Investigations, hoje vamos ter mais uma fuuuusão rá de seções do blog!

A não ser que você só acesse o Jbox e more numa gruta, você deve saber que a DC decidiu resetar todos os seus quadrinhos assim como você fazia com o seu Rakuraku Dino-kun quando ele virava carnívoro. Com essa atitude, a editora americana quis trazer leitores que nunca tinham lido uma HQ e que tinham medo dos trocentos anos de cronologia cheia de guerras, mortes, ressurreições. Era tipo pegar a Bíblia.

Decidi fazer então uma experiência bem pessoal. Como eles falam que o quadrinho agora é acessível a qualquer um que não conhece a história, fui TESTAR se isso é verdadeiro, analisando um dos comics novos da DC. Cheguei no meu Kareshi, que conhece dessas coisas mais do que eu, e falei meu plano:

- Vou pegar um desses heróis da DC pra analisar.

- Tá, Mara, vai pegar qual?

- O Homem Aranha! Acho o Andrew Garfield tão gostoso!

- Ele é da Marvel.

- O Chris Evans?

- É Capitão América, e é da Marvel.

- Tá, a DC tem o quê?

- Tem o Lanterna Verde, o Flash…

- E por que eu analisaria essas pessoas chatas?

Depois de muita discussão, escolhi a icônica ACTION COMICS #01. Então se preparem para esse post patrocinado pela DC… até parece que alguma editora gastaria algum dinheiro com post patrocinado nesse blog, elas ainda acham que o humor pode sujar a imagem.

Então desculpem a introdução longa e IKIMASU conhecer o Superman e ver se uma leitora de mangá, como eu, como você, como a dona Maria, pode gostar disso!

Começa com um grande jantar de executivos, todos de roupa impecável conversando coisas tipo “Dinheiro dinheiro?” “Dinheiro!”. E como nos quadrinhos todos os empresários são malignos por usarem o capitalismo ao seu lado, já sabemos que esses são os vilões.

Só que o Superman, que não é Lohane mas também é Rarará de Raio Laser, chegou como um raio para impedir toda a maldade.

A polícia chegou e o Superman tá tentando arrancar uma confissão do vilão, que releva rapidinho que usou mão de obra ilegal, subornou pessoas, ignorou a segurança… Gente, só em Metrópolis pra isso ser um crime. Se fosse no Burajiru, esse cara já tinha cargo político.

O Superman tem poder de rejuvenescimento? Porque esse cara dessa página está uns 40 anos mais novo que o outro. É como se naquela página fosse o Antônio Fagundes, e agora é o Caio Castro.

Depois de arrancar a confissão do Salomão Hayalla de Metrópolis, a polícia, sempre prestativa, quer prender o Superman. Ele até pediu que atirassem nele para que confirmassem os boatos de que as balas não o atingiam.

É tipo o que a Marilac fez com o vídeo no verão da Europá.

Olha, eu não questiono a verossimilhança de um cara super poderoso, que pode correr rápido, saltar longe e que tem super-força. Mas eu questiono a verossimilhança quando uma câmera de um Blackberry, que não consegue fotografar uma estátua sem sair embaçada, registrar uma imagem nítida do Superman.

Aí apareceu o Lex Luthor tomando uma breja e planejando um plano para capturar o Superman para um senhor idoso que é o pai da Lois Lane. E a maior dúvida que eu tenho é… custava fazer um Lex gatinho tipo o de Smallville? O que foi? Só eu acho ele gatinho?

O Superman, todo cagado da batalha, volta para seu apartamento alugado e assume a identidade de Clark Kent. Só eu achei que esse brutamontes não convence como um nerd? É tipo o Alexandre Frota vestindo um suéter vermelho, um óculos redondo e ganhando 10 pontos para a Grifinória.

Ele dá uma ligada para o Jimmy Olsen, e num diálogo natural e super-explicativo, a Lois conta pra gente que o Clark trabalha no jornal rival. Ela tá no metrô de Metrópolis porque quer flagrar um criminoso perigoso.

Provavelmente é o cara que tá encoxando a Janete.

Só que o metrô é uma cilada! É tipo a linha roxa de São Paulo! Na verdade é uma armadilha para fuder com a vida do Superman, pois o trem tá desgovernado e ele precisa impedir.

Pronto, já tivemos a primeira morte do Superman do reboot? Confere, produção?

E assim terminou a primeira edição da Action Comics que, ao contrário do nome, não teve nenhuma Lobo-Guará vestida de Tomb Raider.

Minha avaliação desse negócio? Zoadamente divertido.

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Experiência – Fazendo seu próprio post Mais de Oito Mil

22 jul

Por algum motivo você adora as notícias do Mais de Oito Mil?

Você adora o jeito investigativo e cheio de reviravoltas do site?

Você gostaria de fazer a mesma coisa no seu próprio site?

Então vamos resolver o seu problema, pois hoje eu vou ensinar como ter seu próprio post do Mais de Oito Mil no seu próprio site!

RODA A VINHETA porque tô cansada de repetir as mesmas palavras em frases diferentes. Seu próprio site.

Para a experiência de hoje, vamos precisar dos seguintes materiais:

*Um site com mais de três visitas diárias.

*Uma notícia improvável

*Um leitor ousado

*Uma Sandra Monte

*Um leitor investigativo

Vamos lá para a ação. Coloque em seu site uma notícia improvável, daquelas que a gente não acredita quando olha. Pode ser tipo uma empresa completamente desconhecida anunciando o lançamento de Ultraman e Spectreman numa qualidade aparentemente incrível e num preço acessível:

Deixe o post repousar no seu site até que apareçam leitores elogiando e achando aquilo a melhor coisa do mundo:

Depois de um curto tempo, jogue o seu leitor ousado na mistura. Nesse exemplo citado, o leitor ousado vai mandar um email para a empresa japonesa para perguntar sobre os direitos autorais, que ele descobriu que não foram vendidos por problemas legais:

Você sabe que a sua experiência começou a dar certo quando o dono da empresa que planejou o DVD aparece chorando nos comentários do seu site. Vai vendo:

Se você deseja levar adiante, coloque uma Sandra Monte na mistura e veja o bolo desandar a ponto de você já começar a sentir o gosto dos coliformes fecais:

E pra você ter um autêntico post polêmico, coloque uma pitada de leitor investigativo. Do tipo que investiga o leitor ousado que você colocou antes e descobre que ele é um pirateiro daquele mesmo material:

PARABÉNS A TODOS OS ENVOLVIDOS PELO PLOT TWIST!

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Experiência Mais de Oito Mil – Testando gosto musical de Otakus

18 mar

FATO! Um otaku é capaz de consumir até dois litros de Mupy até que seu sistema digestório entre em conflito com o sistema excretor e faça com que ele se desloque até um banheiro químico do Anime Friends num Movimento Uniformemente Variado superior numericamente ao tamanho da fila de lançamento de um jogo de Pokémon. Mas lembrem-se…. A QUILOMETRAGEM PODE VARIAR. Estão ouvindo essa música? Sabe o que ela anuncia? Não, não é o anúncio de que hoje é Friday Friday fun fun fun sexta, e sim é a música que anuncia que vai começar aaaaa….

Vocês devem saber que otaku gosta de cultuar música japonesa. É Arashi pra cá, Superjunior pra lá e todo mundo zoando o Restart. Mas o experimento de hoje vai provar que TODO otaku tem a tendência de achar qualquer coisa japonesa superior. E para provar isso, vamos precisar dos seguintes materiais:

* Um otaku

* Uma caixa de som

* Um monitor desligado

* Conexão com a Internet

O experimento é mais simples que rasgar pôster da Ultra Jovem. Para provar que qualquer otaku vai gostar de uma música só por parecer japonesa, você pegue um otaku a sua escolha e leve para o computador com acesso à internet.

Com o monitor DESLIGADO, você vai clicar na música abaixo e pedir a opinião dele.

Essa música é um PAGODE JAPONÊS cantado em português com sotaque japonês. Entendeu? NEM EU! Mas se o otaku não ver a letra, ele vai achar a coisa mais linda do mundo, e falar que precisa que os japoneses ensinem os cantores do Burajiru como fazer belas composições.

Mas, se você não tiver um otaku para mostrar essa música, você ainda pode provar essa teoria…

…olhando os comentários do vídeo!

E o seu está dobrado à esquerda?

Obrigada ao leitor Julien por ter me mandado o vídeo.

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(Piadas à parte, se você quiser ajudar o Japão, aqui tem sites para doações)

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Experiência Mais de Oito Mil – Restart VS J-Rock

5 jan

Vocês viram que Beakman está de volta na Cultura? Eu amava esse programa! Mas pena que colocaram no lugar do Programa Login, aquele programa que nos presenteou com grandes representantes do anime no Burajiru. Mas voltando ao assunto, eu decidi começar uma nova seção no site, para mostrar algumas experiências que qualquer um pode fazer em sua residência. FATO! E sabem o que é essa música? Não é a Lady Gaga! É o anúncio de que vai começar oooooo…


Já ouviram falar da Banda Restart? CLARO! Fã de anime só sabe falar mal disso. Falam que suas músicas são de retardado e que em nada se compara ao ânimo das grandes músicas de J-Rock que aparecem nas aberturas dos animes da Grande Nação Japonesa. Mas será que Restart é assim tão diferente de J-Rock?

Para fazer a experiência do dia, veja o que precisamos:

* Uma xícara de chá de banha de porco

* Uma música da banda Restart

* Uma abertura genérica de Naruto Shippuden

* Windows Movie Maker

Para provar que a banda Restart compõe músicas iguais a qualquer J-Rock, é só fazer o seguinte. Coloque o vídeo da abertura de Naruto no Windows Movie Maker e retire a música original. Logo em seguida jogue a música da Banda Restart e confira o resultado abaixo:

CONCLUSÕES DA EXPERIÊNCIA

Achei engraçado que quase não tive esforço para encaixar a melodia da música na abertura, porque toda abertura de anime segue um padrão que encontramos em qualquer música. Com isso, podemos provar que J-Rock é que nem música da Banda Restart, mas é muito mais legal porque não entendemos a letra e porque é da Grande Nação Japonesa.

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(@maisdeoitomil)

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