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Primeiras Impressões – Dragon Ball

21 abr

Eu considero as tais primeiras impressões de anime da imprensa especializada (pff) uma entrada de jantar pedante, na qual diversos críticos formados pela universidade da vida julgam se algo é bom ou não através do primeiro episódio, quando na verdade a função deste episódio é só te convencer a ver o resto da bagaça.

MAS infelizmente minha opinião não conta (ou seja, nada de pena de morte para editora que atrasa mangá… kuso!), e como essas primeiras impressões da imprensa especializada (pff) é tipo o anão Marquinhos dos blogs, decidi também fazer uma primeira impressão. E ao contrário da piada horrível que fiz ano passado com o post de Sakamichi no Apollon (relembre aqui), eu fiz um review de verdade sobre minhas primeiras impressões de um episódio de uma série. Nada dessa temporada, claro, ou você acha que vou perder meu tempo sendo o trigésimo site a comentar a rotoscopia de Aku no Hana? Prefiro ser vintage, porque isso é moderno, e fazer as primeiras impressões de…. DRAGON BALL.

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Depois de uma abertura que apresentou vários personagens que não aparecem no primeiro episódio (isso é uma grande falha), fomos apresentados a Son Goku. Este garoto parece ser fraquinho mas tem superforça e um rabo de macaco. Ele encontra uma garota chamada Bulma e ela o convence a ir atrás de umas tais esferas do dragão, itens mágicos que realizam um pedido quando são reunidas.

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A história é simples e decepcionante, principalmente porque o mangá original saiu direto das páginas da Shonen Jump. Onde já se viu, uma revista que lança séries de ação maravilhosas ter uma série que não tem nada de ação. Pra não falar que eu menti, tem uma lutinha de nada com um dinossauro (!) nesse episódio. Cadê os poderes estilo Cavaleiros do Zodíaco? E cadê a porradaria igual Hokuto no Ken?

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E os personagens? Completamente sem carisma. A Bulma é uma menina metida e Goku é tão inocente que dá vontade de dar um tiro na cabeça dele. Aliás, nem um tiro dá pra matar ele, mostrando como esse mangá é difícil de acreditar. Pra não falar que é completamente parada, o primeiro episódio apresentou o trio de vilões, mas é difícil acreditar que eles têm habilidade de manter uma história por toda a temporada.

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A série deve continuar dessa forma, com Goku e Bulma viajando pelo mundo atrás das esferas. Uma chatice sem tamanho, bem distante dos sucessos internacionais que a Shonen Jump já produziu. Se depender desse episódio, vou dropar a série.

Especial – Esquenta (Grande Nação Japonesa Edition)

9 abr

A não ser que tenha passado os últimos meses soterrado pelos meios-tanko que você comprou de Inuyasha, você deve ter ficado sabendo que Regina Casé fez um Esquenta especial com cosplayers. Tá, o programa foi exibido há três dias, e mais uma vez o Mais de Oito Mil se atrasa em um especial, mas eu tenho minhas justificativas. Não pude ver o programa inteiro ao vivo porque meu sogro é daqueles que não suportam ver a “Rede Bobo” e a maravilha do Net Virtua sempre faz de palhaça com a minha conexão tão eficiente quanto a revisão da Newpop. Mas por que estou me justificando com vocês, não são nem minha mãe e nem meu Pa….

ENFIM…

Não é a primeira vez que o Esquenta levou gente da cultura mais rica, como bem podemos lembrar desse post lindo direto do histórico do Mais de Oito Mil:

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Sdds janeiro de 2011, o blog era tão mais engraç…

Como as pautas da Regina Casé seguem um ciclo de repetição semelhante à reutilização de tempos em tempos de Cavaleiros como assunto do blog, a Grande Nação Japonesa surgiu na mesa da produção do Esquenta depois de “samba com Arlindo Cruz”, “culinária nordestina” e “festa da laje com gaúchos”.

Ao contrário do programa de 2011, esse Esquenta foi todo caracterizado da cultura mais rica, sempre mantendo, acima de tudo, o RESPEITO.

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Minna, quem colocou essa imagem absurda no meu blog?

Aliás, queria aproveitar o espaço e agradecer à Rede Globo por duas coisas. Primeiro por ser bem cuzona e não colocar o programa inteiro na internet pra analisar no blog, e segundo por ter limitado a visualização a 480p… já imaginaram todo esse colorido desnecessário no meu monitor? Eu teria um ataque fulminante pior que os otakus quando exibiram o episódio do Porygon.

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Regina Casé, felizmente em 480p, apresenta seus convidados todos caracterizados como elementos da Grande Nação:

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Preta Gil representando a grandiosidade (sem trocadilhos) da mulher oriental.

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O ex-Cidade dos Homens representando a falta de vergonha que os otakus têm quando se expõem ao ridículo.

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E a dupla de cantores sertanejos representando BUDA.

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Regina Casé continuou servindo seu escondidinho de culturas (hmm… escondidinho… que delícia) levando um sambista para se apresentar num cenário de restaurante japonês elegante enquanto mini Pretty Cures dançavam como se tivesse tachinhas no chão. Já posso riscar isso na minha lista de coisas que faltam para se ver de tudo no mundo, agora só resta a Ação Magazine 4.

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Depois Regininha foi mostrar os detalhes do palco, como o texto escrito no centro. Ela chamou um japa da matéria e pediu que ele lesse, e ele falou “Esukenta”. Ela bateu palmas pouco satisfeita.

Pô, Regina, se queria que ele falasse como você, devia ter escrito isso:

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Piada ruim e forçada de sotaque, leitores cariocas furiosos me arremessando biscoitos!

Vamos mudar de assunto porque o post tá grande demais e não falamos do PRIN-CI-PAL: OS COSPLAYS!!! A apresentadora chama um VT:

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Risos Rolando pelo Chão com a Globo reaproveitando imagens de arquivo de 2008, uma mensagem subliminar para alfinetar que os eventos de anime mudam tanto quanto a cara da Paula Toller com o passar dos anos.

A imagem aí é tão velha que tem gente achando legal fazer cosplay de Naruto, uma propaganda do Animax e uma apresentadora numa fase que era aceitável usar boné do Mario em eventos (é, superem isso, hoje é tão cafona quando placa de “abraços free” ou brincar de trenzinho).

Vamos aos cosplays para ilustrar a cultura da Grande Nação Japonesa!

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Se eu fosse Casé, chegaria na terceira cosplay e falava “Minha musume (“filha” em japonês), eu me mato pra fazer um programa especial da Grande Nação e tu me aparece com coxxxplay de Ariel? Vai lá nos baxxtidores, pinta a roupa de preto e me volta como a Rainha Beryl!”

Maaaass…. como Regina Casé é uma anfitriã muito mais educada que eu, ela…

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BOTOU TODOS OS COSPLAYERS PRA SAMBAR!

Tragam minha dose de Mupy com vodka tamanho Arlindo Cruz porque aguentar este programa foi dooooose! 

Especial – Uma Celebridade Oriental no Rola ou Enrola!

16 jan

Fechem os olhos. Fecharam? Agora abram, porque senão não vão conseguir ler este post. Conseguem ouvir o que é esse barulho no fundo? É um passarinho, lindo e alvo como as plumas de uma gaivota, que entoa uma canção em nossos ouvidos. E esta canção diz as seguintes palavras: “a Mara arranjou uma desculpa para cobrir de novo o Rola ou Enrola!”.

Isso mesmo, minna, não preciso esconder de ninguém que Rola ou Enrola é o amor da minha vida, que fez nascer em nosso imaginário popular personagens inesquecíveis como Vívian Otaka, Bárbara Nerd, Raquel Evangélica, sósia delícia do Caio Castro e o INESQUECÍVEL Homem-Alface.

Nesse verão, Eliana decidiu fazer algo de diferente e chamou cinco celebridades para participar desse emocionante jogo de paquera e flertação. Como as cinco celebridades chamadas não toparam, ela teve que se virar com essas neko-chans aqui, ó:

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Stefhany do Crossfox, Adriana sem a Rapaziada, Milene Pavorô, Miss-qualquer-coisa e as coxas da Mulher Melancia.

“Mas Maroca, sua gorda que seria colocada no paredão dos otakus por falta de afinidade, não tem nenhuma otaku e nenhuma nerd no programa. Qual sua desculpa agora?”

E minha resposta é: Milene Pavorô tem os olhinhos puxadinhos. Se pra você essa justificativa não é o bastante, vai lá pra outro blog ler a qüinquagésima análise de Sword of Art.

Vamos ver como tava a fauna local?

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Minna, eu não vejo tanto fracasso desde um evento que eu fui que tinha ~balada otaku~, que era com as mesmas músicas que tocavam em um evento normalmente, mas em um local escuro e fechado que propiciava aquele peculiar cheirinho dos nossos tetudos.

Mas de que adianta vermos os homens se o time das mulheres for fraco, né? Será que essas aí têm tanto carisma quanto Vivi Otaka e suas asseclas (sempre quis usar essa palavra)?

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Pavorô, nunca ouvi falar de você, mas já gamei nessa sua certeza de que o estômago deve ser forrado antes do coração.

E as outras meninas são garantia de vergonha alheia?

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Saudades da Eliana trolladora. Lembro até hoje da vez que ela resgatou o homem mais zoado para sair com Raquel Evangélica, naquele encontro que o otaku ganhou uma bolsada corretiva em Cristo.

Pena que nesse programa, em questão de homem, nenhum se salv….

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Encerramos a cobertura desta merda, será que rende mais capítulos?

Ah, e darei um prêmio ao leitor que me trouxer o Facebook do Igor Gostosão.

Kissus e caru me maybe!

Análise DETALHADA do anime “Turma da Mônica Jovem VS Problemas Sociais do Bairro do Limoeiro”

16 nov

Ontem, aqui no Mais de Oito Mil, fiz uma análise detalhada do vídeo de 4 segundos da Turma da Mônica Jovem que apareceu na vinheta do Cartoon Network. Vinte minutos depois, um leitor sambou com a sua eficiência na minha cara trazendo O VÍDEO COMPLETO de um minuto.

Na verdade, o vídeo é uma campanha junto do Governo Federal para incentivar o próativizzzzzzzzzz….. zzzzzzzzzz…… e aí colocaram a turminha na campanha. O vídeo tem jovens engajados, diálogos didáticos e muitos momentos que fariam a sua professorinha se esconder constrangida atrás do diário de classe. Ikimasu ver o vídeo dessa vergonha toda:

Me confundi, estava falando de outro vídeo curto com jovens engajados, diálogos didáticos e momentos contrangedores:

Ele merece uma análise especial aqui no Mais de Oito Mil, né? Então segura firme no seu programa público de captação de recursos e IKIMASU pegar todos os detalhes deste vídeo incrível:


No vídeo, Cascão está andando por uma praça do bairro do Limoeiro, que foi invadida pelo lixo, pelo mau odor e por um universitário de humanas que está ali sentado buscando inspiração para o seu próximo trabalho prolixo sobre Kant.


Ele encontra os outros membros da turminha no ponto de encontro: um canto escuro e mal-conservado da praça. O que eles vão fazer lá? Tão mistério quanto saber como a Tezuka Produções aprovou aquele roteiro horroroso do encontro deles na Amazônia.

Eles começam a falar dos desafios de se chegar na escola, e o Cebolinha lembra de tudo que eles precisam driblar para poder estudar.


“Desviar de lixo, de gente” (CASCÃO)


A Mônica diz que tem uma ideia, e a gente sabe que a chance de vir uma coisa politicamente correta é tão grande quanto a chance de algum blogueiro elogiar a Panini usando gírias (porque se for a JBC, ai ai ai…).

A “Mô” sugeriu falar com o professor Renato…


…que não tem poder nenhum naquela escola e decidiu levar a ideia para…


…a diretora Dilma na esperança de conseguir alguma bonificação no salário. Aí a diretora que é dublada pela voz da Mônica criança acha muito legal a ideia dos jovens de fazer algo para a sociedade. Eu poderia falar alguma coisa bem engraçada, mas o Kitsune já fez isso:


Essa é pra você que achava que o Kitsune era incapaz de fazer um comentário sucinto e certeiro pro causa dos Video Quests que duram mais que um episódio de anime.


A diretora reuniu a comunidade para resolver os problemas que o Governo deveria resolver. Ela disse que acionou os órgãos públicos, mas só vejo ela conversando com um bicheiro e uma garota de programa que deve ter vindo para o Limoeiro depois da desvalorização imobiliária.


Olha só que beleza essa lista de sugestões (que mais parece cartinha de fã do One Direction) que a sociedade mandou para a Mônica Jovem. Nem sei o que tá escrito aí, mas na minha sugestão para uma sociedade melhor estaria:

- Abaixo ao politicamente correto

- Fora didatismo no entretenimento

- Melona de banana de graça em todas as escolas

Como minhas sugestões nunca serão ouvidas, vamos ver o que o bairro do Limoeiro pediu:


Tem gente que tá confundindo “lista de sugestões” com quadro assistencialista do “Programa do Gugu”.

Parabéns Maurício de Sousa Produções por uma animação nacional que tem uma qualidade técnica inversamente proporcional à qualidade de roteiro. E, claro, parabéns ao Governo brasileiro, que faz campanhas para tirar de suas próprias costas os deveres.

(Atualização: O dono do Quiabo Gyabbo veio esclarecer do que se trata uma das coisas, o Centro de Assistência Psicossocial. Como foi algo que falei merda, eu preferi retirar essa parte da imagem. Não fiquem chateados, vocês não perderam nenhuma piada boa. E a explicação dele tá nos comentários.)

Especial – Vergonha Alheia com otakus no Encontro com Fátima

6 nov

Se já é difícil arranjar pauta diária para um blog como este, imagina a dificuldade de encontrar assunto para o programa da Fátima. Tudo quanto é programa feminino já falou sobre bullying, excesso de peso e exemplos do que não se deve vestir, mas a Fátima Bernardes é a única que inovou e JUNTOU as três pautas em uma só ao falar sobre cultura otaku.

Como ninguém estava vendo o programa da Fátima, tirando os TROCENTOS leitores que me mandaram mensagens desesperadas no Twitter cobrando uma análise deste programa, estou aqui para fazer este sacrifício de analisar mais um pilar de constrangimento da televisão brasileira.

Então pare de reclamar com a sua mãe por ela ter desbotado sua camiseta de anime feita na Compacta Print e IKIMASU para a abertura do Encontro com Fátima:


O programa foi tão sugestivo que o primeiro tema foi “como reagir a um assalto”. Essa resposta os otakus sabem muito bem, porque nunca reagiram ao preço do ingresso dos eventos de anime.


PUTA QUE PARIU, a Fatinha chama a reportagem e a primeira pessoa a aparecer é o maluquinho que canta fino deste outro postCANTANDO A MESMA MÚSICA. Ou é uma grande coincidência ou então os otakus estão se transformando num nicho no qual é difícil conseguir alguma revelação na categoria vergonha alheia. Porque até o japonês com o boné temático do Jewels de celular Android está visivelmente incomodado.


A reportagem continua e toda hora são sempre os mesmos otakus em situações diferentes. Tá tipo matéria da Caras, mas sem o glamour e o faqueiro encartado.

E a música de fundo é uma das primeiras aberturas de Pokémon. CADÊ os fãs de Pokémon comentando nas redes sociais que isso deve ser um inception da Globo, que pretende exibir a versão original do desenho, sem os dedos dos americanos capitalistas. Sai o Ash e entra o Satoshi-kun.


Como levar a sério um programa apresentado por Fátima Bernardes quando ao fundo aparece a diva Haruhi Suzumiya? Aliás, me perguntaram como esses cosplayers toparam participar desta bomba de programa. É assim… Nunca chamam otaku pra sair, aí é convidado para o ENCONTRO com Fátima e topa achando que vai sair catando uma mulher.


Olha só quem apareceu, Ricardo Cruz. Provavelmente representando a cota Jam Project das pautas, mesmo sendo um membro café-com-leite. Ele só não é a pauta mais desenterrada do programa porque a Fatinha convidou…


UMA ATRIZ DO NÚCLEO JAPONÊS DE MORDE E ASSOPRA!

Para quem não lembra, ou para quem não leu a minha análise primorosa (leia aqui), a novela Morde e Assopra é aquela que ia falar sobre o Japão, aí os nossos otakus foram encher o saco do autor da novela porque acharam que ele ia manchar a imagem deles, aí o cara apareceu e falou “Mas o que é otaku?” e sambou enka na cara desses otakinhos.

A mulher do Bonner perguntou se a personagem da atriz tinha inspiração nos otakus. Acho que sim, porque isso explica por que o autor dizimou o núcleo japonês por falta de afinidade. Olha a torta de climão.


Desculpa, minna, só queria compartilhar esse print da Fátima com cara de cu.

A atriz revelou que baseou a sua personagem Hoshi em um mangá muito famoso no Burajiru, chamado Love Hina. Sinto informar que ela se preparou para o programa errado, porque esse harém do Akamatsu poderia prepará-la somente para o Vai dar Namoro do Rodrigo Faro ou para aquela série horrorosa Louco por Elas.


Em mais uma matéria, a mãe dos trigêmeos agora mostra como são os eventos. Curti esta menina cuspindo tiros de alegria dizendo que nos encontros de anime ninguém julga ninguém. Desculpa te frustrar, tomodachi ensanguentada, mas se ninguém julga ninguém, por que sua amiga está te olhando com ESTA CARA?


Uso chapéu do Chopper mas estou te julgando


Fátima começou a falar com uma mãe que acompanha os filhos para os eventos, e estava tudo muito chato (não que fosse uma surpresa o adjetivo “chato” aparecer junto do tema “Encontro com Fátima Bernardes”), mas o câmera devia ser o mesmo do Bem Estar que passou antes e ele começou a focar nesse Chopper fazendo exercício de pilates no palco.


Aí a Fátima explicou para a menina que “azaração” é “paquera”. Olha, quando uma senhora como Fátima Bernardes consegue traduzir para um jovem a sua pergunta, é hora de parar de vestir all-star e partir pro bingo. E melhor que esse diálogo foi eu só ter notado que tem uma Jasmine na platéia quando eu estava editando a imagem.


Entrou um VT super legal do Ricardo Cruz cantando com o Jam Projeczzzzzzzzz…

Desculpa, minna, mas eu acho que jornalista e cantor são coisas muito diferentes, e a única que consegue fazer isso com qualidade ímpar em todas as funções é a Sandrinha Annenberg.


Aí o assunto ficou chato a Fátima cortou todo mundo e mandou entrar a próxima pauta, que seria um blog que ensina a fazer panos para colocar em pratos quentes. Peraí, “blog” e “panos quentes”? Parabéns para a blogosfera especializada (pff), que conseguiu ser tema de uma reportagem logo após uma matéria sobre otakus! Estamos todos felizes com o reconhecimento!

Analisando Séries: As Aventuras Bizarras de Jojo

8 out

Está começando mais um analisando séries. Como em ciclos que duram mais rápido que um corte de cabelo da Bulma, mais uma vez estamos em temporada de estréias na Grande Nação Japonesa, com mais dezenas de anime que a autora deste blog não conseguiria nem pronunciar. Uma dessas séries é um mangá para meninos que, assim como Neo Geo, é hypado por pessoas que nunca mexeram. Estou falando de “Jojo’s Bizarre Adventure”, título que vou falar em inglês porque a Sasha pode estar lendo este blog.

Aliás, se você Sasha estiver lendo o mais de Oito Mil, gostaria de saber se a sua mãe fala como você da mesma forma que ela fala com o Dudu.


“Mas Mara, sua gorda cujo o IMC é superior ao PIB de 70% dos países africanos, qual é a história desse tal Jojo?”

É assim, um cara sofreu um acidente de carro, aí um cara oportunista ajuda e o trouxa acidentado pensa que o bandido é o seu salvador. Quando o ladrão morre, seuu filho lindo e loiro junta todo o ódio que guardou em sua fase anal para se vingar de todos naquela mansão.


Isso é Jojo. Se for lançado no Burajiru, eu sugiro um nome mais apropriado que represente melhor o estilo “história de vingança completamente sem sentindo”.


Se você ficou confuso com os personagens, logo no começo a história já apresenta quem é o malvado. E se você é daqueles que não consegue perceber fácil pequenas nuances da história, do tipo que não entendeu as reviravoltas no roteiro de Miss Simpatia, o anime facilitou a sua vida fazendo toda hora o vilão Dio fazer cara de mau e tocar uma música sombria.


Tá mais fácil adivinhar quem é o vilão nessa série que um joguinho de identificar o diferente em um desenho com três desenhos de uma jaca e um de uma ambulância.

E se mesmo com essa cena você não descobriu, na cena seguinte o Dio dá uma bicuda no cachorro da família. E como este blog se recusa a mostrar qualquer cena de maltrato aos animais, vamos substituir por um vídeo de Xuxa andando com Dudu em um shopping carioca.


Ok, Ok! Chegou o pai do Jojo pra perguntar que marmota era aquela que tava rolando na sua casa. Sem qualquer razão aparente, ele decide adotar um menino que ele nunca viu na vida para ter os mesmos privilégios de seu filho legítimo. Mas tudo é um plano maligno de Dio para acabar com aquela família. Em outras palavras, ele é a encarnação passada da Carminha.


Durante o jantar, o Jojo derrubou um copo na mesa enquanto comia. Como seu pai estava carente de cenas dramáticas, ele aproveitou o acontecimento para imitar o maravilhoso comercial em que o Russomanno chega chocando a sociedade gritando “agora basta!”.


O plano de deprimir o Jojo (é, porque matá-lo é muito mainstream) não tava dando certo, porque Dio o via contente pra lá e para cá. Como na época não o Lexotan não havia sido inventado, o motivo da alegria de seu rival só podia ser uma mulher.

Ele poderia sequestrá-la, amordaçá-la ou acabar com sua energia vital ao exibir uma maratona de Alvin e Os Esquilios, mas Dio preferiu outra coisa:


UM BEIJO NA MENINA que por alguma razão achou que se tratava de um ensaio para uma capa daqueles romances baratos de banca de jornal.


O plano deu tão errado que talvez ele não seja a antiga encarnação da Carminha, e sim do Dick Vigarista. Porque olha, nem a Focus Filmes faz tanto planejamento errado…

O plano final então foi jogar o cachorro da família no incinerador, fazendo todo mundo muito chateados. Menos a Luíza, que está no Canadá.

E esse foi o anime de Jojo, que toda a imprensa especializada sente-se na obrigação de falar bem ou eles vão perder todo o autoproclamado senso crítico adquirido por serem da Imprensa Especializada (pff).

Experiência Mais de Oito Mil – Analisando Beyblade como se fosse um blog qualquer da imprensa especializada (pff)

23 ago

Um dia desses fiquei me perguntando por que não estou no Genkidama. Achei que era porque eu fazia piadas sem graça, mas aí lembrei que o Leonardo Kitsune tá lá. Então só pode ser porque eu não analiso animes seriamente como a nossa imprensa especializada (pff). Por isso, decidi usar toda a habilidade adquirida lendo reviews de outros blogs e fazer o meu próprio review pedante de anime, no qual eu poderei expor toda a minha cultura superior enquanto estabeleço a minha superioridade sobre todos vocês leitores.

Essa vai ser a minha experiência do dia. Para começar, escolhi um anime fácil. Beyblade. A primeira temporada mesmo, aquela que você fingia que não via mas sempre zoava falando os nomes certos. Então, let it ri…. digo, IKIMASU para a análise!

***


Beyblade é mais uma obra prima da animação japonesa produzida pelo estúdio Madhouse, que é o responsável pelos melhores animes do mundo há vinte anos.  É a história de um garoto espevitado chamado Tyson Granger que participa de ousados duelos envolvendo piões de batalha.

Você leitor não deve ter percebido, mas Tyson não é um nome japonês. Isso acontece porque o anime foi editado e tesourado inescrupulosamente pelos maléficos americanos, porque o nome original dele é Takao. O fracasso do anime com certeza deve estar ligado a isso, tenho quase certeza.


A trama de Beyblade envolve campeonatos disputados com os personagens lutando com seus piões. Tudo não passa de uma forma de pastiche que se refere a uma alegoria da sociedade que se monta nos seres menos pensantes e mais fortes para o erguimento de uma sociedade mais justa, como visto no período Edo da história japonesa. Estes ciclos históricos se repetem constantemente no universo ficcional japonês, e esta constância se mantém até o ponto de virada do plot, que é a vitória de Takao.


Embasando minha opinião nos conceitos da fenomenologia e na variação de perspectiva do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” do sensacional Glauber Rocha, o anime Beyblade é uma excelente pedida para aquele fim de semana pra você maratonar. É um anime irreverente, com altas doses de aventura, muita comédia e aquela animação linda que podemos esperar da Madhouse. Tem meu selo de qualidade.

Analisando Séries – Cavaleiros do Zodíaco Ômega… precisa falar mais?

3 abr

Finalmente o momento que todos esperavam! Não, não estou falando de atualização no Twitter da CD & DVD Factory, me refiro à estreia de Cavaleiros do Zodíaco Ômega na Grande Nação Japonesa. Depois de anos de séries horríveis, Kurumada entregou sua franquia na mão da equipe de Pretty Cure e deu no que deu. Será que tem garota mágica? Tem sim senhor! Será que tem roteiro incoerente e diálogos mais forçados que as estratégias discursivas do Mineirinhooo? Tem sim senhor.

Então IKIMASU para a estreia de Saint Seiya Ômega!

O anime já começa de maneira lírica com Saori e seu indefectível vestido branco tomando conta de uma criança em um lugar super seguro como o Santuário. Dado o número de acontecimentos de lá, até a Cracolândia vira um lugar melhor para se levar uma criança.

A criança então cai e Saori começa a olhar com um sorriso. Então só pode ser filho do Seiya, porque toda vez que ele e seus descendentes sofrem a otakusfera pira.

Aparece o vilão e Saori tenta matar o filho do Seiya afogado em seus seios.

Quando tudo estava perdido, surge um Pokémon lendário trazendo o recurso de crossmedia para os animes da Toei. Uma revolução.

Infelizmente isso é apenas uma piada, pois quem apareceu foi Seiya com sua armadura de Sagitário e o lacinho da Dona Baratinha no pescoço.

Ao ver Seiya, Saori entra em um estado de puro êxtase e excitação que apenas uma imagem pode explicar:

Pronto.

Esse que o Seiya tá lutando é o tal do Mars, o vilão. Provavelmente seu Chracter Design foi retirado de algum monstro do dia de Magical Doremi, do Masked Muchacho de Shin-chan ou de algum coadjuvante de Músculo Total.

Olhando assim, até o Bruno Mars com seus cavaleiros macacos de Lazy Song parece uma parada mais desafiadora para essa série.

Depois da abertura que só serviu para dar um Phoenix Down na banda MAKE-UP, a história teve um avanço de vários anos que nem Avenida Brasil. Só que aqui temos o jovem Kouga treinando com Shina, a mulher cavaleiro com cosplay de Madonna, enquanto em Avenida Brasil temos Cauã Raymond sapucando seu corpo gostoso nos olhos das telespectadoras.

Dessa vez Kouga não quer ser um cavaleiro, porque a moda agora é namorar pelado é ter aquele personagem que não aceita a sua missão, mas que alguma coisa brega como a amizade ou o amor incondicional o fará ver as coisas com outros olhos.

AI MEU KAMI-SAMA, É A LADAINHA SOBRE COSMO!

Não entendo por que a Shina, a mulher cavaleiro, é a professora do Kouga. Se ela fosse tão boa assim, o último aluno dela não teria sido reprovado AND perdido a orelha. Ela pra convencer o moleque fala que ele precisa defender Atena.

O Kouga fala Shina mostrar a Atena pra ele, porque ela não existe. Tenho certeza que o Kouga se surpreendeu quando revelaram que o Darien era o Tuxedo Mask ou que o Kanon era o irmão gêmeo maligno do Saga, porque precisa ser muito imbecil para ter essa percepção.

Porra, esse anime é muito chato. Vamos pular todas as cenas paradas em que aparece o Kouga interagindo com a Saori de bengala e VAMOS PARA A AÇÃO!

Não essa Ação! Quero uma que veremos ainda neste ano!

Bruno Mars surge do nada e rapta a Saori, agora já formada na Escola Superior de Sequestros ministrada pela Princesa Peach. Ele consegue com seu poder de fogo quebrar a mascara da Shina, que terá que comprar um caderninho de anotações para guardar o nome de todo mundo que já viu seu rosto para poder ir atrás de matar todo mudno.

Kouga fica putaço e finalmente vamos ver a cena de transformação!!!

Ai, minna, me perdoem, eu errei o vídeo.

Agora sim. Não sei por que eu me confundi, essas duas transformações são tão diferentes.

E já que a armadura é usada, ela já veio com os aplicativos do antigo dono e Kouga já sabia fazer todas as poses que o Seiya gastou uma série inteira para guardar na memória afetiva do público. Mas vamos saber o que aconteceu só no próximo episódio, que eu não vou analisar nem se aqui tiver 74 comentários.

Sendo bem sincera, eu baixei essa série no sábado de madrugada pra assistir com meu Kareshi e estava empolgadaça porque estava diante de uma série que tinha tudo pra ser um tesão de tão ruim. O que eu vi, infelizmente, foi outra coisa.

Vi uma série lenta, de começo horrível e que traz personagens anteriormente conhecidos pelas viúvas do Kurumada mais como enfeite do que como parte interessante para a história. Tipo todas as referências nerds de Scott Pilgrim, tão lá só para fazer o idiota falar “Ah, olha aquilo”.

E falam que essa é uma das melhores estreias da temporada. Se esse apanhado mal-feito de clichês do Kurumada é um dos melhores, tenho medo dos rumos que os animes estão tomando. Eu não faço questão de analisar essa série porque ela não é ruim a ponto de ser engraçada que nem a original. Essa é ruim chata.

Analisando Séries – Jennifer Lopez e Dinossauro Rei vão Sapucar no Carnaval!!!

17 fev

Nesse fim de semana começa o Carnaval e todo mundo vai fazer coisas mais interessantes e carnais que a dura rotina. Quer dizer, todo mundo menos os otakus, que continuam firmes e fortes aqui no MdOM para ver posts que deixei programados. Sim, porque neste exato momento eu devo estar em algum bar com amigos bebendo e caindo da cadeira.

Já que é Carnaval, futebol, não mata não engorda e não faz mal eu decidi perguntar no Twitter que anime mostrava o nosso Burajiru. Depois de oitenta twits lembrando do Michiko to Hatchin, UMA LEITORA (beijo @Rizyrizy, sua linda!) veio com uma sugestão que é mais cabível com a proposta do MdOM: o episódio 17 de Dinossauro Rei se passa no Brasil! E no mesmo episódio tem carnaval, futebol e feira livre. O nível de generalização e estereotipação é tipo pegar Os Simpsons no Brasil e multiplicar por Mol!

Então IKIMASU para o retorno glorioso das análises de animes! E se você tem aquele ladinho masoquista e deseja ver o episódio, é só clicar aqui e ser feliz.

Logo no começo tem as meninas sambando como se estivesse fazendo exercícios com aqueles pesinhos de academia que os homens morrem de vergonha de usar.

E atente como o blog está usando recursos multimídia para a melhor apreciação dos leitores (aka “Aprendi a fazer GIF animado”).

No mesmo dia que tá rolando o Carnaval no Burajiru tá rolando a final da Copa Olé, o que nos permite interpretar que nesse universo paralelo o Governo, no campo dos recursos turísticos, tem tanto planejamento quanto a equipe de pautas do Mais de Oito Mil.

-Não saiu nada hoje, o que faço?

-Vai no CavZodíaco!

Se a cafonice na composição da abertura fosse convertida em dinheiro, Dinossauro Rei teria mais grana que todo o PIB da América do Sul somado. Vamos acompanhar juntinhos?

Usando a estratégia International Super Star Soccer de economia de direitos autorais, a equipe de Dinossauro Rei fez os dois jogadores principais terem nomes diferentes dos reais. Então esse que parece o Ronaldinho Gaúcho se chama Ricardo e esse que se parece com o David Beckham se chama… Dévin Beckham.

Evitar processos: você está fazendo isso errado.

E se você não espera inteligência dos roteiristas para camuflar o nome do marido da Victoria, você também não ficará surpreso em ver que colocaram um dinossauro com chifres dando cabeçadas em uma bola de futebol.

Foi quando apareceu a menina pra ver o jogo, e ela falava com um tique na mão digno do Roberto Carlos. O cantor, e não o jogador das coxas gostosas.

Ao descobrir que apareceu um dinossauro no Brasil, o cientista fantasiado de cowboy pega o maior exemplo da nossa cultura… MARACAS. Alguém avisa que a aparição desse dinossauro pode ser um alarme falso, tipo uma caminhada da Glória Maria por Copacabana

Os assistentes de vilões estão sapucando e a vilã mestre está usando o cajado do Jafar com a fantasia da Madonna no Super Bowl. E se você acha que isso é assustador, é porque não está OUVINDO a mulher falar. Minna, que dublagem pavorosa.

Aliás, muito coerente o ônibus da Seleção passar ao lado de onde tá tendo um desfile de escola de samba. Cadê o planejamento dessa cidade?

Um dinossauro em CG aparece no meio do desfile de carnaval e causa um dano no carro alegórico pior do que aquela vez em que a Gaviões da Fiel atropelou o relógio de contagem de tempo do Sambódromo.

Por que tá rolando uma feira livre do lado do desfile e perto da final da copa internacional? O Brasil tem DDA?

Depois de chegar na feira, começou aquele ritual de 5 minutos por episódio com a animação repetida de invocação de monstro. Aproveite esse tempo para ir ao banheiro, preparar um bacalhau ou abrir uma conta no banco mais distante da sua cidade. Eu garanto, dá tempo.

Para vocês terem uma idéia, a qualidade da CG é tipo um encontro dos vídeos old-school do Dollynho com aqueles filmes brasileiros da Video Brinquedo que são coincidentemente muito parecidos com os lançados pelos estúdios americanos (tipo o Ursinho da Pesada ser parecido com o Kung Fu Panda).

Minna, quem é a dubladora dessa vilã que cumpre a cota-Jesse de vilania em animes de monstros de batalha? É a mãe da nossa belíssima Carol Gabia?

Depois da luta animadzzzz, a vilã volta para a Sapucaí em cima do seu dinossauro, vestido com um chapéu cor de rosa. E ninguém nota, é desenho de criança, né?

“Eu não entendo essa bola…”

“O que tem pra entender? É uma bola de futebol feita de grama!”

“Eu sei, mas por que tão grande? Nem cabe no gol”

E no momento mais transgressor, esse anime capitalista aparece com uma cena sutil que ensina as nossas crianças refletirem um pouco a arte e sobre o que ela implica na sociedade. Achei questionador, achei Rubens Ewald Filho.

O chefe dos vilões apareceu em um videogame portátil e mostrou que o dinossauro que foram atrás está correndo pelas ruas. Queria colocar aqui um momento de reflexão: Como é que nos programas todo mundo consegue transmitir ao vivo essas coisas. Nos Power Rangers era a mesma coisa, o Globo Visualizador exibia o monstro ao vivo. Será que tem uma emissora na Grande Nação Japonesa especializada em transmissão de qualquer canto do país para quem assina seu canal? Fica a dúvida.

MINNA ACOMPANHEM ESSA TRANSMISSÃO E CONTEM QUANTAS VEZES O MESMO FIGURANTE DE CAMISETA BRANCA PASSA CORRENDO PELA CÂMERA!!!!

E no fim do episódio, os bandidos conseguem pegar o dinossauro e… COMO É QUE É??? Esses clones da Equipe Rocket conseguiram fazer um plano e roubaram o que queriam sem serem punidos ao fim do episódio? Que revolução! Que transfressor! Cadê esse anime revolucionário sendo lembrado ao lado de Evangelion e Madoka?

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(@maisdeoitomil)

#TezukaDay – Don Drácula, a versão japonesa do Zorra Total

17 dez

Hoje é um dia muito feliz na imprensa especializada (pff). Só se for para os outros, porque fui obrigada a fazer esse texto com quase uma semana de antecedência. Cadê o direito às publicações de última hora? Cadê aquela irresponsabilidade que aprendemos na escola de deixar tudo pra em cima do prazo? Mas nada disso importa, porque hoje é dia de Tezuka, bebê!

Diversos blogs da imprensa especializada (pff) estão se reunindo hoje para celebrar esse grande autor que é Osamu Tezuka, que tem mais publicações e relevância que toda a Shonen Jump somada. Sinceramente, eu acho que o mundo tem apenas dois grandes gênios. Um é Osamu Tezuka, já o segundo é o criador da Rotisserie House do Celso Portiolli.

A série que eu vou falar não é A Princesa e o Cavaleiro, como eu queria, então e sobrou o Don Drácula. Para você que não sabe, é a história do Drácula que se muda para a Grande Nação Japonesa com a filha e o mordomo para fugir do Hellsing (não do filme horroroso, de um caçador de vampiros de verdade). No país da cultura mais rica, ele fica tentando pegar várias mulheres, mas tem uma gorda que é tarada por ele.

Fascinante, não é, minna? Quem diria que um roteiro desse primor saiu da mesma cabeça que escreveu Buddha ou Adolf, né? A série era pra ter uns vinte e seis episódios… mas só fizeram oito… e só exibiram quatro. E vocês achando que a Denise Fraga era invicta na categoria “Cancelaram meu programa!”. Don Drácula teve seus oito episódios exibidos e reprisados pela televisão brasileira mais vezes que a Record passou o Todo Mundo Odeia o Chris, e está na memória afetiva de todo mundo.

Depois de ter acesso à série dubladinha, eu percebi que ela pode ser comparada com o Zorra Total. “Mas Mara, sua gorda implicante, Don Drácula é do MESTRE! Não se pode comparar com o Zorra Total!

IKIMASU ver se você continua acreditando nisso depois de ver cinco elementos em comum:

O homem de meia idade querendo umas menininhas

Como em qualquer quadro do Zorra Total, Don Drácula tem um senhor de meia idade querendo paquerar umas moças mais novas. E o Drácula faz qualquer coisa, desde ir a uma balada quanto invadir propriedade alheia e pegar mulheres dormindo. Para fazer o Drácula parecer o porteiro Severino, falta só mesmo um bordão e a cara enrugada do Paulo Silvino.

A gorda em papel constrangedor

Como em qualquer programa humorístico do Burajiru, Don Drácula também traz a gorda no papel constrangedor. Já que gorda fica engraçada fazendo qualquer coisa, pra que se preocupar em colocar uma piada inteligente? É só colocar uma gorda! No Don Drácula a gorda delícia é a Blonda, uma mulher que é tarada pelo Drácula. No Zorra Total… bem… tem a Fabiana Karla…

A criança que sabe de tudo

Recurso humorístico mais velho que a primeira menstruação da Hebe Camargo, colocar uma criança que é mais sensata que o adulto é uma estrutura de roteiro batidíssima, assim como uma caipirinha. E a criança é desagradável e nauseante em 100% dos casos.

Musicais com mulheres nuas

Ninguém entende os musicais do Zorra Total, mas ninguém reclama também. Aqueles números com coreografias e mulheres rebolativas que lembram o Carnaval também aparece em Don Drácula na abertura. Tem até as mulatas sambando!

Piada fácil de cunho sexual

Logo no primeiro episódio o Hellsing dá uma mordida na busanfa (alguém ainda usa essa palavra?) de uma senhora. No segundo episódio o Drácula se traveste de mulher. Quem mais usa esses subterfúgios clássicos para fazer humor? O Zorra Total.

Como deu pra ver, Don Drácula e o Zorra Total são muito parecidos, e por isso podem ser comparados. E como toda comparação, eu posso falar quem é o melhor e quem é o pior, não é mesmo?

Mas, como falar mal do Tezuka? Quem sou eu pra falar que Don Drácula, um dos mangás do IDOLATRADO DEUS DOS MANGÁS, é apenas uma série mediana e que usa recursos batidos para gerar um humor que lhe causa apenas um risinho amarelado? Quem sou eu para falar que ESTA GRANDE CRIAÇÃO DO MESTRE só é bem lembrada por estar na memória afetiva das pessoas, e isso não quer dizer que seja boa? Quem sou eu para comparar uma animação, que é boa só por ser japonesa e do MESTRE, com um programa chulo e ridículo do Burajiru?

Mais do que tudo isso, quem sou eu para criticar a ENTIDADE que inventou o mangá moderno, um ser acima do BEM E DO MAL, acima do BOM E DO RUIM?

Então, segundo a minha opinião, o melhor entre Don Drácula e Zorra Total é… bem… hm…

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