Dia 20 de Julho de 2011: Mais de Oito Mil analisa a primeira edição da Ação Magazine
Dia 13 de Dezembro de 2011: Mais de Oito Mil analisa a segunda edição da Ação Magazine
Dia 25 de Dezembro de 2012: Mais de Oito Mil analisa a TERCEIRA edição da Ação Magazine
Considerando que eu venho analisando próximo ao lançamento, isso só significa uma coisa: a flopação está de volta! A edição de 2012 finalmente deu as caras e eu vou poder analisar os dois novos mangás. Um é Pré (de Max Andrade), vencedor do concurso “seja o novo”, e o outro é Assombrado (da desenhista Roberta Pares e da roteirista Petra Ímpares Leão). Muito sucesso para essa revista que se pós-graduou na escola Newpop de periodicidade!

Logo no editorial, Lancaster incorpora a cantora Kátia e fiz que não está sendo fácil, mas que a revista vai se acertar com o tempo, pois o importante é lançar e depois resolver as pendências. LANCASTERIZOU A FALTA DE PLANEJAMENTO.
E eu não preparei imagem para mostrar, mas pelo menos a revista foi lançada com todos os espaços publicitários vendidos! Parabéns! Tem anúncio de uma revista de RPG… do Lancaster. Tem um CD de homenagem ao Alceu Valença do… grupo que ajuda o Lancaster…

Vamos para Assombrado, mangá de Petra Leão e Roberta Pares! Logo na primeira página já vemos como as autoras são ousadas, porque sambam na cara do lado lógico do cérebro que determina a ordem dos balões na leitura e criaram vários quadrinhos confusos.
Assombrado é a história desse menino aí que mora com um cara mais velho e que não em o menor parentesco com ele, e juntos eles resolvem mistérios de uma maneira bem clichê.

(o que eu tinha dito sobre balões de diálogo em ordens estranhas?)
É um roteiro batido, mas a dona Petra sabe como fazer um roteiro por ter anos de experiência, então essa história está longe de ser uns outros barcos afundando da revista. Parabéns, Petra e Roberta, pelo trabalho bem feito.
Para comentar também essa história, acho justo convidar mais uma mulher que foi injustiçada por muito tempo devido às críticas: Fatinha Bernardes. Você tem algo a dizer sobre esse mangá?

Entendi.
Depois veio o mangá escolhido pelo concurso de novos talentos. Como a gente deve imaginar, vários candidatos se apresentaram para o Lancaster, que segurava uma placa de “Rola” ou “enrola” para os candidatos. O mangá vencedor foi “Pré – O Drama da Escolinha-“, que euzinha achei a coisa mais fofa do mundo.

É uma história passada num pré (ah vá!) com dois garotos brigando por uma menina. O autor Max Andrade tá de parabéns, porque o mangá dele é muito bom, divertido e despretensioso.
Mas, como todo bom programa de novos talentos, é claro que a voz do juiz principal tem que ocupar três páginas. IKIMASU ver a crítica que ele deu para Pré?

Sabe quando você tava no ensino médio e aquela professora gorda começava a achar conflito psicológico em qualquer coisa assinada por Carlos Drummond de Andrade? Até lista de supermercado do poeta se transformava em uma obra de arte milimetricamente pensada.
Aliás, antes do Pré, tivemos duas páginas dando algumas dicas para os novos autores de mangás da revista. As dicas são, basicamente:
1- Faça um capítulo único, não um primeiro capítulo
2- Não copie ideias de mangás japoneses (Tunado manda aquele abraço)
2- (é, 2 de novo porque alguém não revisou o texto para avisar que o número tá repetido) Não faça histórias no Japão
3- Faça histórias no Brasil
4- Leiam de tudo
5- Sem muita violência
6- Não faça plágio
O melhor é na dica número 3 (na qual ele insinua que as histórias precisam ser feitas usando o Brasil como cenário), que tem a frase “mas, diacho, identificação com o leitor é tudo; foi assim que os japoneses conseguiram estabelecer o mangá como um grande sucesso”.
Curioso, eu JURAVA que o sucesso dos mangás era com a identificação COM OS PERSONAGENS, e não COM O LOCAL.

Enquanto isso, em Expresso o protagonista continua repetindo ao final de cada frase que quer ser um inventor que quer mudar o mundo…

…Madenka continua com muito diálogo e cenas de ação legais…

…Jairo continua “zzzzzz” pra mim (exceto para a imprensa especializada, que continua punhetando sobre esses personagens de cabeça achatada)…

…e Tunado continua provando a cada quadrinho como é merecedor do Prêmio Ângelo Agostini de melhor desenho de 2011. Parabéns.
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Olá. Estavam sentindo falta desta parte da análise que eu falo sério? Então vamos lá.
Em primeiro lugar, sem brincadeiras, os leitores merecem uma justificativa. A edição anterior desta revista mensal (agora bimestral) foi lançada em dezembro de 2011. Isso sem falar no sumiço de Rapsódia, afinal a revista não é nem sincera com o leitor pra avisar que ela não faz mais parte da antologia.
Quanto às histórias, eu repito o que eu digo: Assombrado é interessante, Madenka vem melhorando, Jairo tem potencial com quem gosta e Tunado… bem… prefiro não comentar. Mas eu acho que todos os autores andam tratando suas séries com uma estrutura de capítulo da Shonen Jump, de 20 páginas, quando na verdade se trata de uma antologia “bimestral”. Eu acho que as histórias andam prometendo muito para o futuro e deixando o presente, que é o importante, de lado. Bem, mas aí é minha opinião.
Vocês podem até achar que é birra com o Lancaster, juro que não é, sempre o achei um jornalista muito competente. Prolixo, porém competente. Mas Expresso não vai vingar nem aqui e nem no Brasil do século XIX. Lá vou eu tentar argumentar usando todo o meu conhecimento de literatura de ensino médio…
Quando eu leio Expresso, eu sinto um autor tentando empurrar para a gente como o Brasil é legal, como o Brasil pode dar certo e como vamos crescer se acreditarmos no país. Sabe quem tinha o mesmo discurso? Monteiro Lobato. Acho isso tudo muito bonito, mas não funciona nesse caso.
Ele vive falando sobre como o Japão foi salvo pelos mangás, em como milhares foram ao velório fictício de um personagem de Ashita no Joe (sambei na sua cara ao mostrar que leio as matérias dele)… mas acho que ele se esqueceu que, acima de tudo, mangá é entretenimento. Monteiro Lobato sabia disso, e sabia divertir o público. Já no caso de Expresso…
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