Arquivos | julho, 2011

Pedaço de Ctrl C + Ctrl V da Semana

31 jul

Vamos ver o novo vídeo do jogo de Cavaleiros do Zodíaco?

Minna, mas que jogo é esse?

Que gráficos lindos são esses? Port piorado de Wii??

E que jogabilidade divertida é essa de ficar apertando um monte de botão como se não houvesse amanhã para golpear dezenas de adversários? Tá pior do que eu jogando Street Fighter IV!

E ESSES ADVERSÁRIOS?

Certeza que no processo seletivo do RH do Santuário há apenas dois requisitos:

*Ser igual aos outros funcionários (Vagas para funcionário normal e Vagas para funcionário GG)

*Habilidade de surgir pulando de lugar-algum

E se isso é estar na pior, imagina quando aparecer alguém dizendo que vai mandar traduzir isso pro portug… oh wait!

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Rápida e Melancólica

31 jul

Dá o play na música e IKIMASU acompanhar a história triste:

Vocês com certeza acompanharam a triste história da re-exibição da Saga de Hades na BAND né? NEM EU!

Mas a emissora exibiu tudo e tirou do ar depois. Ficamos agora com o depoimento triste de um site saudosista, em comemoração aos 25 anos da Xuxa de Cavaleiros do Zodíaco.

Só não falo nada porque estou ali atrás do entrevistado tentando aparecer na câmera com uma placa de EU JÁ SABIA.

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VAZOU FOTO DA AYA HIRANO NA CAMA COM O NAMORADO! CORRE FUDIDO!!!

30 jul

Oi minna maior de dezoito anos. Tudo bem com você?

Conhece a Aya Hirano? É uma seiyuu com sérios problemas mentais que sempre tá na mídia de qualquer modo. E, mais uma vez, provando que as celebridades da Grande Nação Japonesa são muito mais interessantes que as celebridades do Burajiru, caiu na vida uma foto de Aya Hirano pelada com seu consorte (ou conazar, se olharmos o bicho).

Vamos ver a foto com uma censura das partes safadinhas? Vai que você tá no trabalho, né? Tô pensando em você.

Sim, não tem o que censurar isso.

Desde quando isso é foto safada de gente que trepa?

O cartaz promocional da TV Globinho com o filho do Emílio Surita apresentando tem mais conteúdo censurável que essa foto.

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Desaparecimento na Galáxia M-78

30 jul

Semana passada, no Jbox:

Essa semana, no Tokusatsu.com.br:

Essas coincidências da vida, né minna?

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Interpretando Canções – Força Astral

29 jul

Depois de entrevistar Mário Lúcio de Freitas, eu me coloquei no desafio de ouvir as músicas do CD de Cavaleiros do Zodíaco. Na época minha mãe não quis me comprar o CD, então só hoje, com as maravilhas da música distribuída pela internet eu pude ouvir tão preciosas pérolas musicais, com grandes letras e instrumentos dignos daqueles teclados dos anos 90.

Por isso, decidi começar uma nova seção do blog, chamada Interpretando Canções. O meu objetivo é mostrar como as letras eram riquíssimas e completamente condizentes com a série.

A escolhida de hoje é Força Astral, composta pelo nosso último entrevistado e que embalou as festas infantis de todos os meninos que não me convidavam para seus aniversários. Então, APERTA O PLAY MACACO E IKIMASU!

INTERPRETANDO: Temos bilhões de estrelas espalhadas pelo universo, e dentro de cada uma tem um monte de guerreiros que ganharam a força do coração, ou seja, do anel mais inútil do desenho do Capítão Planeta. E por que o moleque ganhou o anel do coração? Porque ele era latino-americano.

Então, dentro das estrelas tem um monte de latinos.

 

INTERPRETANDO: Nesta música, podemos interpretar que a Terra vive em paz. Porque a vinda deles para lutar é tratada apenas como uma SUPOSIÇÃO, algo que acontecerá SE a paz sofrer um arranhão. Como estamos falando de Cavaleiros do Zodíaco, podemos entender que o estado de paz é quando um louco tenta matar uma criança e um velho, que comeu cem mulheres ao redor do mundo, bota a prole para treinar em cantos inóspitos da Terra.

E depois dizem que o planeta Terra do mundo real está na pior…

Só não entendi por que “união” está com letra maiúscula. Seria a grande entidade conhecida como a união dos seres humanos ou apenas a marca de açúcar?

 

INTERPRETANDO: Essa bela frase que o Mário Lúcio de Freitas compôs e que é muito semelhante à abertura em espanhol de Cavaleiros apenas nos mostra que os Cavaleiros do Zodíaco têm a força dos astros. Ou seja, eles vão dominar a empresa do Salomão Hayalla, que é mais uma vítima da luta mortal.

 

INTERPRETANDO: Vamos lá. Depois que a Refinaria União recebeu ajuda dos cavaleiros por causa de um arranhão na paz perfeita, cada cavaleiro foi indicado a defender aquele que merecer. Num mundo em que o “homem bonzinho” embucha 100 mulheres pelo mundo, quem é que merece ser protegido? Só se for o público, né! Manda uma ninhada de Cavaleiros proteger a gente desse roteiro absurdo que não tá fácil pra ninguém.

 

INTERPRETANDO: Então, quando o mundo voltar à normalidade de sexo desenfreado sem preservativos e assassinatos para manutenção de uma ditadura, os Cavaleiros do Zodíaco voltarão à sua estrela nat… oh wait! Isso não faz sentido NENHUM! Alguém chegou a ver pelo menos 3 minutos da série para ver que eles não são alienígenas? CADÊ O TRABALHO COERENTE, PRODUÇÃO?

Mas pelo menos essa música é tão linda e poética que serve para qualquer trilha sonora da família Ultra ou para os Flashman.

Achei Polivalente. Achei Geral.

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E não se esqueçam de sugerir qual a próxima música de anime a ser analisada aqui no blog. Pode ser abertura, encerramento, CD com música feito no Brasil e tudo mais.

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Um Post sem Otakismos – Um tributo a um aniversário ilustre

28 jul

Eu estava olhando os sites e me deparei com uma notícia no CavZodíaco sobre os 25 anos da série Cavaleiros do Zodíaco:

Olhando essa notícia eu lembrei que eu não prestei uma homenagem necessária. Vamos esquecer aquilo que odiamos e vamos fazer esse post sério, sem otakismos ou piadas, pois há um aniversário que precisa ser lembrado por todos nós.

Há 25 anos, você surgiu como quem não queria nada e foi conquistando o coração de todos. Os adultos te criticavam, pois te consideravam apelativa, quase imprópria para menores. Mas como assim? Você ERA dos menores. Mas não só isso, você era TAMBÉM dos mais velhos.

Você inovou ao trazer elementos que atraiam os mais novos e os mais velhos. Aos mais novos, toda aquela agilidade e cor e os ensinamentos morais. Para os mais velhos, mostrou algo mais adulto numa diversão anteriormente apenas infantil. Havia algo ali para que os mais velhos pudessem também se identificar.

Depois que você chegou, o mundo do entretenimento mudou completamente. Seu jeito único de mostrar as coisas acabou sendo copiado por tantos outros. Quantos outros não apareceram na nossa televisão cansada tentando te imitar e tentar pegar carona no grande sucesso de algo inovador para a época?

Mas todos sabemos que nada poderia copiar o que nós sabíamos. Já estava em nossos corações, e éramos eternamente fiéis a quem nos mostrou, pela primeira vez, aquilo que era tão diferente para gente.

Foi praticamente um Iluminismo.

Quem diria que a Manchete conseguiria ter criado um fenômeno desse tamanho? E logo ficou maior que a própria emissora que morava. Começou a estampar diversas revistas nas bancas, ocupava os espaços comerciais de sua emissora, era o sucesso de crianças e dos jovens.

Eu mesmo já te critiquei muito, principalmente porque, depois de tantos anos de estrada, você ainda tentava conquistar o mesmo sucesso entre o público. Eu acho que o que tem de melhor a fazer é aceitar que seu lugar é na década de 90 e não tentar conquistar as pessoas de hoje.

Por que eu digo isso?

As crianças de hoje buscam muito mais do que você pode oferecer a elas. O que você oferecia na década de 90 era ótimo, mas hoje as crianças não se distraem mais com você. Esses freqüentes revivals que você sofre apenas desgasta a sua imagem, ajuda a estragar aquela memória feliz que tínhamos quando éramos crianças. Você tentou se reinventar muitas vezes, algumas bem sucedidas, outras não. Agora eu acho, depois de 25 anos, que já está na hora de você sentar e poder descansar.

Sentar numa cadeira e observar todas as crianças, que hoje são adultos, e que cresceram com o caráter formado por você. Observar o mercado e saber que tudo aquilo só começou porque você estava no começo e ajudou a seguir em frente.

Você pode tentar querer se reinventar, mas nunca pode se esquecer de que seu público cresceu, então você precisa acompanhar este público.

Desculpem ser dura a algo tão querido por todos, mas este é o meu jeito de escrever. E depois de toda essa história emocionante, de toda essa crítica mordaz e todas essas sugestões de uma melhora, eu só tenho algo a dizer:

Parabéns, XUXA, pelos seus 25 anos de carreira.

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MdOM Doramas – A emocionante história de um colégio que incentiva a prostituição masculina

27 jul

Vamos ser sensatos. Tá, esqueci que tô falando com o público otaku. Tentem pensar: o que vocês diriam de uma história que mostra a vida de um clube na escola em que os meninos trabalham como companhia para moças? Se isso não é um prostíbulo de luxo, eu não sei o que é. Mas essa é a história de Ouran Host Club, uma idéia tão perturbada que só poderia ter saído da mente japonesa, a mesma que coloca tentáculos em filmes pornôs. E Ouran ganhou um dorama que estreou agora. Vamos parar tudo que a gente tá fazendo para analisar essa estréia deliciosa? Então apaga o letreiro neon e IKIMASU ver toda essa conspiração e safadeza do capítulo de hoje!

Essa é a protagonista. Ela é tão feia que se fizesse um cruzeiro com o elenco, quem ficava enjoado era o mar, e não ela.

Ela vai estudar numa escola cheia de gente com a mesma vocação financeira da Carolina Ferraz, e se sente deslocada por ser pobre e feia.

Um dia ela andava pelos corredores de sua grande escola procurando um lugar para estudar. Porque ela é dessas.

Aí no caminho ela encontra o coadjuvante com roupa feita em CG. E o jeito que ele fala me lembra o Jamanta. E esse também não morreu.

Então ela entra sem querer numa sala cheia de homens vestidos de idiotas e com um nerd que esqueceu de esconder o símbolo da Apple em seu iPad. Eles se definem como o Host Club, um clube em que esses supostos homens supostamente entretêm mulheres supostamente apenas para companhia.

Vamos conhecer esse elenco de michês japoneses de luxo?

Minna, não vejo um elenco tão gay desde a escalação do Big Brother Brasil 10.

Olhando a recriação dos estereótipos do mangá, já posso dizer que esse dorama mostra que tudo o que funciona num mangá NÃO FUNCIONA num dorama.

E quanto homem feio! E não é só uma mulher que tem essa opinião, néééé Gyabbo?

A menina se assusta com o circo de horrores daquele Host Club e acidentalmente derruba um vaso aleatório que estava no meio da passagem em cima de uma coluna jônica. Ela tem que pagar a imensa quantia de mais de oito mil milhões de ienes por um vaso que deve ter sido feito pela Deusa de Orelhas de Coelhinho Rosas e Lágrimas de Piedade para justificar esse valor absurdo.

Mas como sem a quebra do vaso não tem história, ela é intimada a trabalhar como michê nesse Host Club e borá lá aprender o trampo mais antigo do mundo:

Olha, constrangimento é uma palavra fraca para definir o que é essa putaria feita para os jovens da Grande Nação Japonesa. Minna, dois irmãos simulando uma atração gay para atrair meninas desesperadas é algo tão doentio que seria tipo otakas fãs de anime começarem a escreverem fics sobre o amor entre os personagens héter… oh wait!

Mas esses estereótipos ficaram todos explicados pra mim depois que vi que a Glória Perez faz o papel de protagonista. No próximo capítulo, aguardo o núcleo pobre da favela que fica no bar sambando e comendo pastel.

Aí a feia e pobre que virou escrava dos prostitutos comprou café do povo para beberem. Todo mundo acha a maior excentricidade culinária desde que misturaram a goiabada com queijo e ficam curiosos para tomar essa especiaria.

Então a pobreza entra na moda, como em qualquer novela da Glória Perez. Alô Globo! Alô Dona Jura! Fiquem de olho na cartilha dos direitos autorais!

Todo mundo ouve a pobre história da menina e a Glória Perez fica muito emocionada e começa a chorar. COPIOSAMENTE. E começa a atuar exageradamente, como se fosse um otaku falando. Vai vendo.

E decidiram transformar ela em um dos michês. Chegou a hora do Esquadrão da Moda! Só é uma pena que todos os Arlindo Grund querem ser a Isabela Fiorentino.

Que transformação natural. Parece a transformação da Letty em A Feia Mais Bela.

É quando a atriz, que tem a versatilidade cênica de uma samambaia ensinada pelo Wolf Maia, começa a sofrer bullying no colégio por ter mexido com os garotos mais desejados de lá! Alô Yoko Kamio! Alô Shueisha! Olha o processo por roubo de roteiro do Hana Yori Dango!

Jogaram a bolsa da feia na fonte da escola e aí o Host Club começa a ajudar a procurar. Mas não sem antes fazer FAAAAAAN SERVICE!!!!

A GLÓRIA PEREZ TÁ FAZENDO TOPLESS NA GRANDE NAÇÃO JAPONESA!!!

CORRAM!!! PEGUEM SEUS CHOCOBOS E FUJAM PARA AS MONTANHAS!!!

Decidiram confrontar a que tava fazendo o Bullying e mostraram sua superioridade juntando seis caras e um coelho de pelúcia para impor respeito.

E assim acaba o episódio, com todo mundo feliz e contente e com a Glória Perez descobrindo que a menina feia era uma menina. Ah, isso era pra ser um conflito? Não tinha notado.

E mais fanservice nas cenas do próximo capítulo.

Cadê os músculos? Cadê os pêlos? Cadê a virilidade?

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Mais de Oito Mil Interview – Entrevista com Mário Lúcio de Freitas, o dono da Gota Mágica

26 jul

Alguma vez na vida você já ouviu “Versão Brasileira – Gota Mágica, São Paulo”. Nem que seja vendo anime na Manchete ou baixando episódio de Guerreiras Mágicas de Rayearth dublado né? Então, a Gota Mágica era onde 11 entre 9 animes eram dublados durante a década de 90. Eles gravaram Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball e muitas outras pérolas que fazem os nostálgicos acharem que o tempo dos Mamonas Assassinas era melhor que hoje. E por trás desse estúdio marcante havia a direção de Mário Lúcio de Freitas, que é o entrevistado de hoje do Mais de Oito Mil. E essa entrevista é especial, sabem por quê? Porque eu decidi me abster de todo e qualquer comentário sobre o que o nosso entrevistado falou! Dessa vez, cuidei apenas de formatar o texto e de selecionar adequadamente a melhor imagem para cada resposta, deixando que o leitor atento tire suas próprias conclusões do entrevistado. E lembrando que eu não altero UMA VÍRGULA do que os convidados falam.  Então vamos começar esse bate papo e não me desapontem!

Mara – A primeira grande produção japonesa aqui no Brasil foi Cavaleiros do Zodíaco, e foi dublada pela Gota Mágica. O anime foi mandado sob encomenda para a empresa ou a Gota Mágica pegou a série porque ninguém mais pegou?

Mário – Na realidade, foi a primeira dublagem da Gota, que foi indicada por alguém. Não sei até hoje quem foi esse louco que indicou (rsrsrs). Poderia ter dado zebra. Mas como a Samtoy insistiu, pegamos, né?

Mara – Na dublagem de Cavaleiros, Gilberto Baroli fazia os vilões, seu filho Hermes fazia o Seiya e a sua filha fazia a Saori. O que você tem a dizer sobre o nepotismo na política brasileira?

Mário – É muito forte. Inclusive, o curso de direção de dublagem do Baroli parece que foi feito em Brasília. Família que fatura unida permanece unida (rsrsrs). Mas, a bem da verdade, quem escalou o Hermes e a Letícia fui eu e não ele. O Baroli nem queria que eles dublassem a série, para não levantar suspeitas (rsrsrs).

Mara – A dublagem de Cavaleiros tinha golpes que mudavam de nome a cada episódio, dubladores que eram trocados e senhores de idade fazendo a voz de pessoas jovens. Pode citar o nome do culpado para que possamos colocá-lo no Macumba Online? Obrigada.

Mário – O próprio Baroli. Talvez para confundir (rsrsrs). O que ocorreu mesmo é que  a série veio para o Brasil já dublada em espanhol, e acho que esses enganos já haviam acontecido. Não sei se de propósito ou não.

Mara – Em algumas empresas, os funcionários costumam fazer piadinhas internas e pequenas zoações. Por que, sempre que aparecia um personagem de sexualidade suspeita, vocês colocavam o Marcelo Campos pra dublar? Foi o Misty, foi o Jabu, foi o Mu, foi o General Blue…

Mário – Pra ficar mais real (rsrsrs). Mas essa pergunta somente o Baroli poderá responder. Ele que o escalava (rsrsrs). Mas falando sério, o Marcelo faz bem qualquer personagem. É um excelente profissional.

Mara – A história da Gota Mágica tem muitas lendas urbanas. Dizem os boatos, por exemplo, que Sailor Moon teve uma pausa no meio da dublagem por causa da greve dos dubladores. Essas histórias são verdades ou é tudo intriga da imprensa Sônia Abrão?

Mário – Aconteceram, sim, greves de dubladores, mas não me lembro se foram durante a dublagem de Sailor Moon.

Mara – Vocês compuseram músicas que, infelizmente, ouvimos até hoje de fãs em eventos de anime. Isso se deve à qualidade das músicas compostas pela Gota Mágica, pelo atenuado nostalgismo dos fãs ou os dois?

Mário – Acho que aos dois (rsrsr). A qualidade das músicas da Gota, realmente, ajudaram. Veja que séries como Punk, a levada da breca; Chaves; Ursinhos Carinhosos; Jem e as Hologramas, Dragon Ball, etc. estão em nossa memória até hoje. Não é por acaso, né?

Mara – Falando nas músicas, vocês produziam também CDs das séries. Tirando o de Cavaleiros do Zodíaco, os CDs de Super Campeões, Guerreiras Mágicas e outros do gênero venderam ou apenas somaram despesas a essas séries que já não tinham uma audiência muito boa?

Mário – Por incrível que parece, não é que venderam (rsrsrs). Fizemos também Bananas de Pijamas, Chaves, US Mangá, Turma da Mônica…

Mara – A Larissa Tassi gravou a primeira música de Cavaleiros do Zodíaco e, muitos anos depois e já adulta, ela foi chamada para gravar novas músicas para a série. Você se sente orgulhoso por ter descoberto esse talento ou dá sua risada maligna porque ainda temos que aturar ela em pleno século XXI?

Mário – Acho que as duas coisas (rsrs). Mas na realidade a Larissa e seu amigo gravaram a segunda abertura e não a primeira, e foram descobertos pela Sony e não por mim. Eu produzi a parte de São Paulo (Marin, Shina, Mestre do Mal, Rap do Zodíaco e Força Astral).

Mara – E agora a única pergunta sem piadinhas desta entrevista: por que motivos a Gota Mágica fechou as portas?

Mário – Essa é uma pergunta que todos me fazem, já que o estúdio fez muito sucesso. Acontece que os motivos que fizeram a empresa fechar suas portas foram particulares e não profissionais. Ela era uma empresa familiar, onde vários integrantes de uma família trabalhavam, e esses integrantes abandonaram o barco, me deixando sozinho. Eu não poderia gravar voz de mulher, de criança, etc. Ficou impraticável. Outro motivo também foi que o estúdio foi montado para ser utilizado por três empresas, que não eram sócias, e essas duas outras empresas não emplacaram e deixaram com a Gota uma estrutura muita grande para uma firma só. Foi isso. Mas o que dá para ver hoje em dia é que os fãs sentem saudade do estilo de trabalho da Gota. Ela era realmente diferente.

Mara – A Gota Mágica era chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. A Parisi Vídeo era chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. A Álamo começou a ser chamada de Casa dos Animes. E aí fechou. Trabalhar com anime dá tanta urucubaca assim?

Mário – Talvez a gente não cuidasse das mandigas com tanta eficiência como fazíamos com os trabalhos (srsrsrs). Mas, na verdade, o sucesso incomoda, mesmo, e isso provoca muita energia negativa nos concorrentes. Também, para quem ainda não sabe, dublagem é uma atividade que dá pouco lucro. Se você não fizer como fazia a Gota, que buscava em atividades paralelas outras formas de rendimento, fazendo discos, comerciais, disc 900, shows em circo, etc. dá zebra, mesmo. Outra coisa que ocorre com a dublagem é que os estúdios nivelam por baixo a produção. Acham que somente abaixando o preço é que pegam serviço, o que não é verdade. O que aumenta a procura é a qualidade e não o preço baixo.

Mara – Obrigada pela entrevista, Mário Lúcio de Freitas. Tem algum recado para os leitores do Mais de Oito Mil?

Mário – Agradeço muito pela oportunidade e gostaria de dar os parabéns pelo blog. É bem legal e criativo. O recado a dar é esse: faça um trabalho honesto, bem feito, de qualidade, que ele será sempre lembrado com carinho. Essa era a filosofia da Gota.

(Fonte das Fotos: Google)

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A volta de quem não precisava ter voltado

25 jul

Segundo o Jbox e um site que me proibiu de citar seus bons drink link, o estúdio de Dublagem Dubrasil, que não tem o nome em homenagem ao grito de Galvão Bueno nos jogos da seleção, decidiu fazer uma enquete. Tudo porque a Focus Filmes vai lançar o Box final de Jiban, mas a série não teve os dois últimos episódios dublados. Que dó, que dó! E o dublador original do protagonista, o Carlos Pitangueiras Amoreiras Laranjeiras, não está mais nesse mundo injusto e cruel. Então, o estúdio de dublagem tinha feito uma enquete para que os fãs decidam qual era o melhor dublad…

Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

Deixaram os FÃS escolherem a voz? Nesse tipo de situação nós só podemos esperar o pior, pois desde quando otaku tem vocação artística? Eles usam camisetas silkadas! CAMISETAS. SILKADAS.

Você vai jogar a escolha na mão de pessoas que idolatram um dublador? Se for contar em base de fã, o Guilherme Briggs consegue ser escolhido até para dublar a Ranger Rosa!

Aí depois de uma votação de um dia (nem a final do BBB tem uma votação tão curta), escolheram o dublador número 2 como o campeão. Pelo menos o estúdio teve a decência de não colocar o nome dos envolvidos.

E o que deu no fim? A voz foi escolhida e eles ainda conseguiram uma certa repercussão na internet. E por que eu estou postando aqui isso então, se a coisa já acabou?

É simples!

De que adianta a Focus Filmes, que tem os direitos de Jiban, se esforçar para fazer um trabalho de dublagem bem feito quando…

…a UlbraTV consegue apagar o tesão com esses 30 segundos de vergonha alheia com direito ao narrador imitando o dublador?

E olha que nem perguntei da procedência dos direitos de exibição

(Vídeo via @FelipeNasca)

Tirinhas Mais de Oito Mil – Um momento HISTÓRICO

24 jul

Oi minna!

Hoje aconteceu uma coisa incrível para o blog. Essa tirinha é para vocês que acharam que eu estava na pior. Se isso é estar na pior:

Porrãm, o que é que quer dizer estar bem, né?

Queria agradecer aos leitores, pois esse é um mérito completamente de vocês, pois eu não publico nada na parte dos comentários (eu acredito que se eu tenho algo a falar, eu tenho que fazer isso num post para que mais gente leia).

Muitos de vocês passam pelo blog e não comentam, e isso é algo bem normal até, mas queria deixar um recado para vocês: não vou pedir que vocês comentem, seria utopia, mas acho que seria legal se você desse uma lida lá. Geralmente eu acho bem mais criativos os comentários dos leitores que as minhas próprias piadas.

Obrigada a todos vocês que tornam as postagens do Mais de Oito Mil mais divertidas.

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