Arquivos | maio, 2011

Praga de Otaku funciona

31 mai

Deu no UOL:

Tirando os dinossauros, os robôs e os japoneses, a novela não fica igual a qualquer outra novela do autor?

Paulinho Vilhena, você tem algo a dizer sobre esses recursos VELHOS das novelas?

HAHAHA!

Já viram a análise do primeiro capítulo da novela? Só clicar aqui.

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Grande Debate – Tradução de Mangás

30 mai

Oi minna! Estão prontos para mais uma seção do blog que eu invento e não levo pra frente que nem a Experiência Mais de Oito Mil? Bem, o Grande Debate funciona da seguinte maneira: eu vou expor um tema polêmico do mundo da cultura mais rica, aí coloco o reloginho na tela e vocês comentam como se não houvesse amanhã nos comentários sobre a questão. Aí eu invento depois alguma maneira de mostrar como foi esse debate em outro post.

Depois de explicado, é hora de soltar a vinheta!

Tô tão orgulhosa dessa vinheta… bem, vamos pro tema de hoje, que é TRADUÇÃO.

Um dos posts mais visitados do Mais de Oito Mil foi o da minha briga com o Guilherme Briggs por causa da história da tradução de Fairy Tail. Se você não lembra, vou refrescar a sua memória.

A Editora JBC lançou o mangá Fairy Tail e convidou o talentosíssimo dublador Guilherme Briggs para traduzir essa grande obra do cânone da Grande Nação Japonesa do inglês. Muitos reclamaram da tradução ter sido feita do inglês ao invés do japonês, mas para isso eu tô cagando. O meu problema foi que o dublador, naquele jeito irreverente e divertido que cativa as multidões, inseriu nos diálogos algumas piadas próprias que não estavam no original, além de colocar gírias bem regionais no mangá. E quando os fãs foram reclamar, ele foi bem pragmático: “As pessoas deveriam se abrir para aprenderem novas gírias. Nada como um recurso discursivo que você joga o seu problema na pessoa que te acusa, né minna?

O problema do talentosíssimo dublador, que acha que fazer a voz do Sílvio Santos em todos os personagens é igual a fazer comédia, é que ele está mexendo na obra original do autor. Não que o Hiro Mashima tenha feito uma grande obra e que mereça ser respeitada, mas ele é o autor e não colocou os personagens falando gírias ou referências.

Quando entrevistei o Marcelo Del Greco, além de assumir a culpa pela pintura das zebras, ele falou bastante sobre adaptação de quadrinhos da Grande Nação Japonesa. Ele disse que os fãs reclamaram de Fairy Tail porque não teve anime antes, porque Ranma ½ teve um anime cheio dessas irreverências e ninguém reclamou que elas estavam no mangá. Em um ponto ele está certo, pois nunca vi uma pessoa reclamando das gírias e piadinhas do mangá de Yu Yu Hakusho (talvez porque só um ou outro tenha reclamado). E olha que se você torcesse o mangá como um pano de limpeza sairiam escorrendo citações às pegadinhas do João Kleber e bordões do Zorra Total.

A Editora JBC acabou conseguindo uma “marca” de tradução, que segue uma linha um pouco mais solta. Os honoríficos (aquelas coisas de –san, -kun, -chan) quase não são usados, até porque o Burajiru não costuma usar isso em sua fala normal, e os personagens falam com uma coloquialidade que seria a menina dos olhos de ouro dos livros do MEC (alguns “você” viraram “cê”).

No outro extremo, encontramos a editora Panini. A editora que entope mensalmente nossas bancas com mangás tem uns costumes um pouco diferentes de traduções, como, por exemplo, o uso de todos os honoríficos (aqueles negócios que expliquei no parágrafo anterior. Se você se esqueceu o que é isso, bata sua cabeça oito vezes na parede enquanto grita “Eu preciso de um cérebro maior”) e de um nível de adaptação quase ZERO no mangá, ou seja, eles colocam todas as referências japonesas e depois colocam uma notinha no final do mangá explicando aquilo.

Para exemplificar o estilo de tradução e adaptação das duas editoras, pegarei um mangá que não foi lançado no Burajiru (Omamori Himari, que não faço a menor idéia do que se trata) e mostrar uma mesma página duas vezes, uma com a tradução da JBC e outra com da Panini.

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Cada um dos estilos tem seus pontos positivos. O estilo JBC tenta fazer os mangás falarem português, eliminando coisas que são desnecessárias para a nossa leitura e adaptando as coisas para deixar engraçado para quem tem uma cultura bem menos rica. Já o estilo da Panini segue fielmente o estilo japonês e é uma excelente maneira de se conhecer a cultura da Grande Nação Japonesa.

E sobre os contras? Os personagens na JBC fazem mais citações a Chaves e ao Pânico na TV que eu faço da Luisa Marilac, e isso pode parecer estranho pois sabemos que os personagens do mangá não assistem esses programas lá (mas a Marilac é conhecida no mundo inteiro, principalmente na EuroPÁ). E a Panini é tão fiel, mas tão fiel que acaba restringindo um pouco o mangá a um público bem fechado, que não estranha as referências e honoríficos. Lembro uma vez de emprestar o mangá pra uma amiga não-iniciada e ela me perguntar se –kun era o sobrenome dos personagens. Eu me pergunto, isso é realmente necessário? Não se pode só colocar o nome e/ou sobrenome?

Bem, agora o momento Capitão Planeta, em que o poder é de vocês. Espero que todos os quatro leitores desse blog discutam nos comentários a seguinte pergunta:

“Vocês são #TeamJBC ou #TeamPanini? Ou nenhuma das duas? Afinal, como vocês gostariam que fossem as traduções de mangás no Burajiru?”

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Sambando na Cara do Consumidor News – O Lançamento de Jiban

29 mai

Deu no Jbox:

Não vou falar sobre a contradição óbvia desse texto (que diz que a empresa acertou em TUDO mas depois diz que ela podia ter caprichado mais nos brindes).

Achei engraçado que o Jbox insinua que devemos comprar para que a empresa lance mais DVDs. Eu, como sou dona de uma casa de caridade para EMPRESAS, vou comprar esse DVD que não gosto e de uma empresa que gosta de lançar DVDs meio duvidosos para que ela traga mais porcarias para o nosso mercado.

Parabéns, Focus, por ACERTAR com Jiban. Só não entendi por que fazer um lançamento com o mínimo esperado de qualidade depois de errar com todo o resto é chamado de “ACERTAR”.

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Tenkaichi Budokai News – Banda é agredida em evento

28 mai

Minna, hoje tenho uma notícia muito triste. Por favor, maestro, coloque aquela música que toca no programa da Sônia Abrão quando ela vai falar de algo sério… MESMO.

colocou?

Oi, minna. Vamos ver uma notícia muito triste que deu na Radio Blast:

E teve boatos que os eventos da Yamato eram ruins.

Eu poderia vir aqui e fazer um monte de piadas que meio incorretas, como dizer que A Banda Mais Bonita da Cidade deveria ter ido tocar no Vila Anime para ter essa recepção calorosa, ou então fazer um comentário pseudo-engraçadinho sobre a passividade dos funcionários do evento.

Mas não sou mais essa mulher que ri desse tipo de piada. Prefiro ir contra a expectativa dos leitores e dizer que A NOTÍCIA ESTÁ ERRADA!!!

Isso, minna, a notícia está incorreta, trazendo informações erradas para os leitores. E uma notícia que contém mentiras não pode ser considerada, não é mesmo?

“Nossa, Mara, sua gorda surpreendente, então na verdade eles não apanharam?”

Eles apanharam sim.

“Então não foram só dez agressores? Foram mais? Foram menos?”

Não, foi isso mesmo.

“Mara, então o que tá de errado nessa notícia?”

Dizer que o Vila Anime não se pronunciou.

Eles até agradeceram o espetáculo.

(Dica do leitor @fabbiovila)

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Analisando Séries – Ow Shura Sowaka (Shurato)

27 mai

Voltamos com o Analisando Séries depois de uma semana de folga. O quê? Você nem percebeu isso? Bem, como toda sexta feira, estamos aqui com mais uma análise. O quê? Você não tinha notado que toda sexta feira é dia de análise? Bem, para essa semana eu decidi ignorar todas as sugestões dos leitores e fazer algo que eu queria há tempos, mas que sempre esquecia: SHURATO! E como o episódio é ruim e eu tava de mal humor, a análise ficou uma bosta. Então eu sugiro que você pare de ler esse post por sua conta e risco. Já terminaram de limpar o banheiro? Então IKIMASU ver esse grande anime!

Depois da bela aula de soletragem da abertura, vemos um exemplo de como o brasileiro não é capacitado a falar inglês, porque a gente ouvia “Keep on Shooting” e cantava “Que com chute”.

Enquanto Shurato luta com seu amigo num torneio, o espectador é obrigado a ouvir uma voz que repete um mantra em loop. A tradução desse mantra é “Você vai viciar nessa série horrorosa”.

Para mostrar que Shurato é um personagem boa-praça e engraçadão, o roteirista o colocou sentado no ringue tirando cera do ouvido, para que ficasse beeeeeem claro a personalidade dele.

Para ocupar o episódio, a Tatsunoko repetiu quatro vezes a cena em que a câmera abaixa da platéia para a luta do Shurato e do Gai.

E temos um flashback pra mostrar a rivalidade deles, porque o roteirista não soube mostrar isso de outra forma. E tudo em tom de sépia, para mostrar que é passado.

No meio da luta, uma mulher que parece uma GF do Final Fantasy os convoca para um mundo cheio de magia e zzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

E esse cara de aparência soturna e cruel convoca o guerreiro que sabemos que é do bem porque apareceu na abertura ao lado do Shurato. Na época que passava isso na Manchete, teve boatos que esse loirinho era gay. Olhando agora que ele é um vanguardista da moda da camiseta em gola V, hoje eu tenho CERTEZA dessa afirmação.

Aí temos uma panorama desse planeta estranho em que montanhas voam e cachoeiras cortam o céu. Na época chamávamos de Zefir, hoje chamamos de PANDORA.

Bons tempos os da década de 90, em que o beijo entre os personagens rolava já no primeiro capítulo e não ficávamos com aquela viadagem de “ai eu pareço uma assombração vou ser solícita para que gostem de mim ai como minha vida é boa agora que todo mundo pisa em mim”.

O Shurato começa a chorar porque tinha guardado o primeiro beijo dele para a cantora favorita dele.

Um minuto de silêncio para quem imaginou o Shurato beijando a Koda Kumi.

Enquanto o papo tá bom e ele tá ficando mais porque tem bolo, aparece um inimigo, que a Rakesh identifica como O Rei Yasha. Na época eu me perguntei como ela sabia disso, mas hoje vi que é o mesmo dublador do Inuyasha, logo…

E por muita conveniência, o vilão é o rival do Shurato. Estou tão surpresa como quando revelaram que o Tuxedo Mask era o Darien.

Minna, peço atenção para que vocês compreendam essa cena.

O Gai está de braços erguidos prestes a matar o Shurato com um golpe e a Rakesh pula no braço dele para impedir isso. E ENQUANTO ESTÁ PENDURADA ela começa a dar uma aula sobre as armaduras dessa série.

Aí ele cansou da baboseira e jogou a menina longe, gerando uma cena de fan-service involuntária.

Vamos pro resumo?

Todos luta.

Todos apanha.

Todos acompanha uma série que tem muita sombra.

Rede Manchete lamenta que Cavaleiros não tem mais episódios.

FIM.

Prometo que trago uma análise decente na próxima.

Prevendo o Futuro com Mais de Oito Mil [2]

27 mai

Deu no Mais de Oito Mil, no dia 19 de Abril de 2011:

E olhem o que deu anteontem no Papo de Budega:

Tem certeza que ainda querem competir comigo no meu bolão de Sailor Moon S?? Ainda tá valendo!

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Haispray News – Novidades do Musical de Cavaleiros do Zodíaco!

26 mai

Minna, fiquei muito contente quando abri o CavZodíaco e vi que foi criado um site para o musical de Cavaleiros do Zodíaco. O quê? Ah, eu não tinha falado disso no blog ainda? Bem, ninguém mandou você confiar no Mais de Oito Mil pra ler notícias. Vai lá pro Jbox que você ganha mais.

Como eu estava dizendo até ser interrompida, os Cavaleiros do Zodíaco vão ganhar um musical na Grande Nação Japonesa e ele será exibido VIA INTERNET pro mundo inteiro. Se a tecnologia permitir, podemos fazer até uma cobertura AO VIVO do espetáculo que promete desbancar outros musicais famosos.

IKIMASU ver o site oficial?

Dá pra ver que o Shingo Araki teve umas aulas de perspectiva com o Eichiro Oda e que o designer da Toei tava de folga, porque deixaram passar vários espaços em branco das montagens. Nem se EU fizesse essa montagem deixaria passar uma falha dessas!

Se o musical tiver uma produção com tanto cuidado quanto a produção do site oficial, sabemos que estamos diante de uma produção cuja qualidade se equipararia ao Angu de Elite, só que com gente que sabe atuar e que supostamente tem um roteiro escrito por um profissional.

IKIMASU ver o elenco divulgado para os papéis de Seiya, Saori e Éris (A Deusa da Discórdia)?

Minna, cadê o Wolf Maya para escalar esse elenco? Quem colocou a Maria Gadú pra fazer o Seiya e o primo do Masaki Endoh como A deusA da discórdia?

Inconformada com essa seleção de atores para esse grande musical, eu decidi escalar os cantores/atores para uma versão do Burajiru desse musical. E a minha seleção já fica como dica para a Playarte!

VAMOS para a minha seleção, já que cansei de falar IKIMASU?

SEIYA DE PÉGASO – A Banda Mais Feliz da Cidade

Para fazer o papel do protagonista mais chato do mundo, seria chamada uma banda inteira para o papel. Num recurso inovador do teatro do Burajiru, em cada cena do musical o papel de Seiya seria feito por um integrante da Banda Mais Bonita da Cidade. E a cada vez que algum vilão falar “Morra Seiya”, esse músico será sacrificado de verdade para um maior realismo.


SHIRYU DE DRAGÃO – Dinho Ouro Preto

Os dois se acham fodas, os mais velhos os idolatram e ninguém entende por que eles gostam tanto de ficar sem camisa.

SHUN DE ANDRÔMEDA – Agnaldo Timóteo

“Ai Mara, sua gorda chata, por que não é o Luan Santana ou a banda Restart?”

Vocês são muito previsíveis. Ninguém sabe se o Shun é hétero ou gay, e os relacionamentos dele dizem apenas à sua pessoa. Logo, a melhor pessoa para fazer seu papel é Agnaldo Timóteo, cuja opção sexual não tem a ver com ninguém.

HYOGA DE CISNE – Roberto Carlos

Hyoga sempre vai anualmente levar uma rosa para sua mãe, assim como Roberto Carlos todos os anos para um seleto público em seu especial da Rede Globo. Ambos usam apenas azul e um gosto para acessórios duvidoso.

IKKI DE FÊNIX – Sérgio Mendes

Os dois são melhores que os outros, mas só conseguem aparecer na mídia junto com outras pessoas mais jovens e menos talentosas, tipo o Seiya ou o Black Eyed Peas.

SAORI KIDO – Cauby Peixoto

Vivem de glórias do passado, supostamente têm dinheiro e glamour, acham que penteados da década de 80 ainda estão na moda e quando sempre  achamos que eles vão morrer… elesvoltam.

ÉRIS – Ed Motta

Qual o melhor músico para fazer papel da Deusa da Discórdia que o Ed Motta? E se você não gostar, você é um povo feio.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

MAKOTO – Osama Bin Laden

Makoto, o coadjuvante responsável pelo diálogo clássico “O Makoto roubou meu avião” só pode ser interpretado pelo supostamente falecido Osama Bin Laden, que tem larga experiência em roubar aviões.

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